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Leitura do Dia - 05/10/2026 — Mateus 8 a 9

Mateus 8

1 Quando Jesus desceu a encosta do monte, grandes multidões o seguiram.

2 Um leproso aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se diante dele e disse: “Senhor, se quiser, pode me curar e me deixar limpo”.

3 Jesus estendeu a mão e tocou nele. “Eu quero”, respondeu. “Seja curado e fique limpo!” No mesmo instante, o homem foi curado da lepra.

4 Então Jesus disse ao homem: “Não conte isso a ninguém. Vá e apresente-se ao sacerdote para que ele o examine. Leve a oferta que a lei de Moisés exige. Isso servirá como testemunho”.

5 Quando Jesus chegou a Cafarnaum, um oficial romano se aproximou dele e suplicou:

6 “Senhor, meu jovem servo está de cama, paralisado e com dores terríveis”.

7 Jesus disse: “Vou até lá para curá-lo”.

8 O oficial, porém, respondeu: “Senhor, não mereço que entre em minha casa. Basta uma ordem sua, e meu servo será curado.

9 Sei disso porque estou sob a autoridade de meus superiores e tenho autoridade sobre meus soldados. Só preciso dizer ‘Vão’, e eles vão, ou ‘Venham’, e eles vêm. E, se digo a meus escravos: ‘Façam isto’, eles o fazem”.

10 Quando Jesus ouviu isso, ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Eu lhes digo a verdade: jamais vi fé como esta em Israel!

11 E também lhes digo: muitos virão de toda parte, do leste e do oeste, e se sentarão com Abraão, Isaque e Jacó no banquete do reino dos céus.

12 Mas muitos para os quais o reino foi preparado serão lançados fora, na escuridão, onde haverá choro e ranger de dentes”.

13 Então Jesus disse ao oficial romano: “Volte para casa. Tal como você creu, assim acontecerá”. E o jovem servo foi curado na mesma hora.

14 Quando Jesus chegou à casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama, com febre.

15 Jesus tocou em sua mão e a febre a deixou. Então ela se levantou e passou a servi-lo.

16 Ao entardecer, trouxeram a Jesus muita gente possuída por demônios. Ele expulsou esses espíritos impuros com uma simples ordem e curou todos os enfermos.

17 Cumpriu-se, desse modo, o que foi dito pelo profeta Isaías: “Levou sobre si nossas enfermidades e removeu nossas doenças”.

18 Quando Jesus viu a grande multidão ao seu redor, ordenou que atravessassem para o outro ­lado do mar.

19 Então um dos mestres da lei lhe disse: “Mestre, eu o seguirei aonde quer que vá”.

20 Jesus respondeu: “As raposas têm tocas onde morar e as aves têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem sequer um lugar para recostar a cabeça”.

21 Outro discípulo disse: “Senhor, deixe-me primeiro sepultar meu pai”.

22 Jesus respondeu: “Siga-me agora. Deixe que os mortos sepultem seus próprios mortos”.

23 Em seguida, Jesus entrou no barco, e seus discípulos o acompanharam.

24 De repente, veio sobre o mar uma tempestade violenta, com ondas que cobriam o barco. Jesus, no entanto, dormia.

25 Os discípulos foram acordá-lo, clamando: “Senhor, salve-nos! Vamos morrer!”.

26 “Por que vocês estão com medo?”, perguntou ele. “Como é pequena a sua fé!” Então levantou-se, repreendeu o vento e o mar, e houve grande calmaria.

27 Os discípulos ficaram admirados. “Quem é este homem?”, diziam eles. “Até os ventos e o mar lhe obedecem!”

28 Quando Jesus chegou ao outro lado do mar, à região dos gadarenos, dois homens possuídos por demônios saíram do cemitério e foram ao seu encontro. Eram tão violentos que ninguém podia passar por ali.

29 Eles começaram a gritar: “Por que vem nos importunar, Filho de Deus? Veio aqui para nos atormentar antes do tempo determinado?”.

30 A certa distância deles, havia uma grande manada de porcos pastando.

31 Então os demônios suplicaram: “Se vai nos expulsar, mande-nos entrar naquela manada de porcos”.

32 “Vão!”, ordenou Jesus. Os demônios saíram dos homens e entraram nos porcos, e toda a manada se atirou pela encosta íngreme do monte para dentro do mar e se afogou.

33 Os que cuidavam dos porcos fugiram para uma cidade próxima e contaram a todos o que havia ocorrido com os homens possuídos por demônios.

34 Os habitantes da cidade saíram ao encontro de Jesus e suplicaram que ele fosse embora da região.

Mateus 9

1 Jesus entrou num barco e atravessou o mar até a cidade onde morava.

2 Algumas pessoas lhe trouxeram um paralítico deitado numa maca. Ao ver a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Anime-se, filho! Seus pecados estão perdoados”.

3 Alguns mestres da lei disseram a si mesmos: “Isso é blasfêmia!”.

4 Jesus, percebendo o que pensavam, perguntou: “Por que vocês reagem com tanta maldade em seu coração?

5 O que é mais fácil dizer: ‘Seus pecados estão perdoados’ ou ‘Levante-se e ande’?

6 Mas eu lhes mostrarei que o Filho do Homem tem autoridade na terra para perdoar pecados”. Então disse ao paralítico: “Levante-se, pegue sua maca e vá para casa”.

7 O homem se levantou e foi para casa.

8 Ao ver isso, a multidão se encheu de temor e louvou a Deus por ele ter dado tal autoridade aos seres humanos.

9 Enquanto Jesus caminhava, viu um homem chamado Mateus sentado onde se coletavam impostos. “Siga-me”, disse-lhe Jesus, e Mateus se levantou e o seguiu.

10 Mais tarde, na casa de Mateus, Jesus e seus discípulos estavam à mesa, acompanhados de um grande número de cobradores de impostos e pecadores.

11 Quando os fariseus viram isso, perguntaram aos discípulos: “Por que o seu mestre come com cobradores de impostos e pecadores?”.

12 Jesus ouviu o que disseram e respondeu: “As pessoas saudáveis não precisam de médico, mas sim os doentes”.

13 E acrescentou: “Agora vão e aprendam o significado desta passagem das Escrituras: ‘Quero que demonstrem misericórdia, e não que ofereçam sacrifícios’. Pois não vim para chamar os justos, mas sim os pecadores”.

14 Os discípulos de João Batista foram a Jesus e lhe perguntaram: “Por que seus discípulos não têm o hábito de jejuar, como nós e os fariseus?”.

15 Jesus respondeu: “Por acaso os convidados de um casamento ficam de luto enquanto festejam com o noivo? Um dia, porém, o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.

16 “Além disso, ninguém remendaria uma roupa velha usando pano novo. O pano rasgaria a roupa, deixando um buraco ainda maior.

17 “E ninguém colocaria vinho novo em velhos recipientes de couro. O couro se arrebentaria, deixando vazar o vinho, e os recipientes velhos se estragariam. Vinho novo é guardado em recipientes novos, para que ambos se conservem”.

18 Enquanto Jesus ainda falava, o líder da sinagoga local veio e se ajoelhou diante dele. “Minha filha acaba de morrer”, disse. “Mas, se o senhor vier e puser as mãos sobre ela, ela viverá.”

19 Então Jesus e seus discípulos se levantaram e foram com ele.

20 Nesse instante, uma mulher que havia doze anos sofria de hemorragia se aproximou por trás dele e tocou na borda de seu manto,

21 pois pensava: “Se eu apenas tocar em seu manto, serei curada”.

22 Jesus se voltou e, quando a viu, disse: “Filha, anime-se! Sua fé a curou”. A partir daquele momento, a mulher ficou curada.

23 Quando Jesus chegou à casa do líder da sinagoga, viu a multidão agitada e ouviu a música fúnebre.

24 “Saiam daqui!”, disse ele. “A menina não está morta; está apenas dormindo.” Os que estavam ali riram dele.

25 Depois que a multidão foi colocada para fora, Jesus entrou e tomou a menina pela mão, e ela se levantou.

26 A notícia desse milagre se espalhou por toda a região.

27 Depois que Jesus saiu dali, dois cegos foram atrás dele, gritando: “Filho de Davi, tenha misericórdia de nós!”.

28 Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram, e ele lhes perguntou: “Vocês creem que eu posso fazê-los ver?”. “Sim, Senhor”, responderam eles.

29 Ele tocou nos olhos dos dois e disse: “Seja feito conforme a sua fé”.

30 Então os olhos deles se abriram e puderam ver. Jesus os advertiu severamente: “Não contem a ninguém”.

31 Eles, porém, saíram e espalharam sua fama por toda a região.

32 Quando partiram, foi levado a Jesus um homem que não conseguia falar porque estava possuído por um demônio.

33 O demônio foi expulso e, em seguida, o homem começou a falar. As multidões ficaram admiradas. “Jamais aconteceu algo parecido em Israel!”, exclamavam.

34 Os fariseus, contudo, disseram: “Ele expulsa demônios porque o príncipe dos demônios lhe dá poder”.

35 Jesus andava por todas as cidades e todos os povoados da região, ensinando nas sinagogas, anunciando as boas-novas do reino e curando todo tipo de enfermidade e doença.

36 Quando viu as multidões, teve compaixão delas, pois estavam confusas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.

37 Disse aos discípulos: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos.

38 Orem ao Senhor da colheita; peçam que ele envie mais trabalhadores para seus campos”.

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