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Mostrando postagens de maio, 2026

Leitura do Dia - 31/05/2026 — Esdras 6 a 8

Esdras 6

1 Então o rei Dario ordenou que se fizesse uma busca nos arquivos da Babilônia, que ficavam guardados junto aos tesouros.

2 Mas foi na fortaleza em Ecbatana, na província da Média, que se encontrou um documento que dizia: “Memorando:

3 “No primeiro ano do reinado do rei Ciro, foi publicado um decreto a respeito do templo de Deus, em Jerusalém. “Que o templo seja reconstruído para ser um local onde se ofereçam sacrifícios, usando os alicerces originais. Ele terá 27 metros de altura e 27 metros de largura.

4 A cada três camadas de grandes pedras, será colocada uma camada de madeira. Todas as despesas serão pagas pela tesouraria real.

5 Além disso, os utensílios de ouro e de prata que Nabucodonosor levou do templo de Deus, em Jerusalém, para a Babilônia devem ser devolvidos a Jerusalém e colocados em seus devidos lugares. Que sejam levados de volta ao templo de Deus”.

6 O rei Dario enviou esta mensagem: “Agora, portanto, Tatenai, governador da província a oeste do rio Eufrates, Setar-Bozenai, seus companheiros e outros oficiais a oeste do rio Eufrates, permaneçam afastados de lá!

7 Não interfiram na construção do templo de Deus. Deixem que seja reconstruído em seu antigo local, e não impeçam o governador de Judá e os líderes dos judeus de realizarem seu trabalho.

8 “Além disso, decreto que ajudem esses líderes dos judeus a reconstruir o templo de Deus. Paguem, sem demora, todos os custos da construção, usando os impostos recolhidos na província a oeste do rio Eufrates, para que a obra não seja interrompida.

9 “Deem aos sacerdotes em Jerusalém tudo que eles precisarem: novilhos, carneiros e cordeiros para os holocaustos oferecidos ao Deus dos céus. Providenciem, sem falta, a quantidade de trigo, sal, vinho e azeite que for necessária para cada dia.

10 Assim, eles poderão oferecer sacrifícios agradáveis ao Deus dos céus e orar pelo bem-estar do rei e de seus filhos.

11 “Se alguém desobedecer a este decreto de alguma maneira, terá uma viga de sua casa arrancada. Ele será amarrado a essa viga e pendurado nela, e sua casa será transformada num monte de entulho.

12 Que o Deus que escolheu a cidade de Jerusalém como lugar para que seu nome seja honrado destrua qualquer rei ou nação que desobedecer a esta ordem e destruir este templo. “Eu, Dario, publiquei este decreto. Que ele seja obedecido com toda a diligência”.

13 Tatenai, governador da província a oeste do rio Eufrates, Setar-Bozenai e seus companheiros obedeceram de imediato à ordem do rei Dario.

14 Com isso, os líderes dos judeus puderam continuar seu trabalho e foram encorajados pela pregação dos profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido. Finalmente, o templo foi terminado, como havia sido ordenado pelo Deus de Israel e decretado por Ciro, Dario e Artaxerxes, reis da Pérsia.

15 O templo foi concluído no dia 12 de março, no sexto ano do reinado do rei Dario.

16 Então o templo de Deus foi dedicado com grande alegria pelos israelitas, pelos sacerdotes, pelos levitas e pelo restante do povo que regressou do exílio.

17 Durante a cerimônia de dedicação, foram sacrificados cem novilhos, duzentos carneiros e quatrocentos cordeiros. Doze bodes foram apresentados como oferta pelo pecado de todo o Israel, de acordo com o número das tribos.

18 Em seguida, os sacerdotes e os levitas foram divididos em vários grupos para servirem no templo de Deus, em Jerusalém, conforme prescrito no Livro de Moisés.

19 No dia 21 de abril, o povo que havia regressado do exílio celebrou a Páscoa.

20 Os sacerdotes e os levitas haviam se purificado e estavam cerimonialmente puros. Abateram o cordeiro da Páscoa por todos que regressaram, por seus colegas, os sacerdotes, e por si mesmos.

21 Todo o povo de Israel que havia regressado do exílio participou da refeição de Páscoa, junto com todos que haviam deixado os costumes impuros dos povos que ali viviam a fim de adorar o SENHOR, o Deus de Israel.

22 Em seguida, comemoraram durante sete dias a Festa dos Pães sem Fermento. Houve grande alegria em toda a terra, pois o SENHOR tornou o rei da Assíria favorável a eles e o levou a ajudá-los a reconstruir o templo de Deus, o Deus de Israel.

Esdras 7

1 Muitos anos depois, durante o reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, havia um homem chamado Esdras. Ele era filho de Seraías, filho de Azarias, filho de Hilquias,

2 filho de Salum, filho de Zadoque, filho de Aitube,

3 filho de Amarias, filho de Azarias, filho de Meraiote,

4 filho de Zeraías, filho de Uzi, filho de Buqui,

5 filho de Abisua, filho de Fineias, filho de Eleazar, filho do sumo sacerdote Arão.

6 Esdras era escriba, conhecedor da lei de Moisés, dada ao povo pelo SENHOR, o Deus de Israel. Esdras foi da Babilônia a Jerusalém, e o rei lhe deu tudo que ele pediu, porque a mão do SENHOR, seu Deus, estava sobre ele.

7 Alguns dos israelitas, e também alguns sacerdotes, levitas, cantores, guardas das portas e servidores do templo, viajaram com ele para Jerusalém no sétimo ano do reinado de Artaxerxes.

8 Esdras chegou a Jerusalém em agosto desse mesmo ano.

9 Partiu da Babilônia em 8 de abril, o primeiro dia do novo ano, e chegou a Jerusalém em 4 de agosto, porque a bondosa mão do SENHOR, seu Deus, estava sobre ele.

10 Pois Esdras tinha decidido estudar a lei do SENHOR, obedecer a ela e ensinar seus decretos e estatutos ao povo de Israel.

11 O rei Artaxerxes tinha dado uma cópia da seguinte carta a Esdras, o sacerdote e escriba que estudava os mandamentos e decretos do SENHOR e os ensinava a Israel:

12 “De Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, mestre da lei do Deus dos céus. Saudações.

13 “Eu decreto que qualquer israelita em meu reino, incluindo os sacerdotes e os levitas, que desejar regressar com você para Jerusalém, poderá ir.

14 Eu e meus sete conselheiros o instruímos a investigar a situação em Judá e em Jerusalém, com base na lei de seu Deus, que está em suas mãos.

15 Também o encarregamos de levar consigo a prata e o ouro que lhe entregamos voluntariamente como oferta para o Deus de Israel, que habita em Jerusalém.

16 “Além disso, você levará toda prata e todo ouro que obtiver na província da Babilônia, bem como as ofertas voluntárias do povo e dos sacerdotes para o templo de seu Deus, em Jerusalém.

17 Use esses recursos para comprar novilhos, carneiros, cordeiros e as respectivas ofertas de cereal e ofertas derramadas. Tudo isso será oferecido no altar do templo de seu Deus, em Jerusalém.

18 A prata e o ouro que restarem poderão ser usados como parecer melhor a você e a seu povo, conforme a vontade de Deus.

19 “Quanto aos utensílios que lhe confiamos para o serviço no templo de seu Deus, entregue-os todos diante do Deus de Jerusalém.

20 Se precisar de mais alguma coisa para o templo de seu Deus, ou para qualquer necessidade semelhante, use recursos da tesouraria real.

21 “Eu, o rei Artaxerxes, envio o seguinte decreto a todos os tesoureiros da província a oeste do rio Eufrates: ‘Deem a Esdras, sacerdote e mestre da lei do Deus dos céus, tudo que ele requisitar.

22 Deem-lhe até 3.500 quilos de prata, 100 cestos grandes de trigo, 100 tonéis de vinho, 100 tonéis de azeite e sal à vontade.

23 Tenham o cuidado de providenciar tudo que o Deus dos céus ordenar para seu templo; afinal, por que provocar a ira de Deus contra este império do rei e de seus filhos?

24 Também decreto que nenhum sacerdote, levita, cantor, guarda das portas, servidor do templo, nem qualquer outro trabalhador no templo será obrigado a pagar tributos, impostos e taxas de qualquer tipo’.

25 “E você, Esdras, use a sabedoria que seu Deus lhe deu para nomear magistrados e juízes que conheçam as leis de seu Deus para governarem todo o povo na província a oeste do rio Eufrates. Ensine a lei a todos que não a conhecem.

26 Qualquer um que se recusar a obedecer à lei de seu Deus e do rei será castigado de imediato com a morte, com o exílio, com o confisco dos bens ou com a prisão”.

27 Louvem o SENHOR, o Deus de nossos antepassados, que colocou no coração do rei o desejo de embelezar o templo do SENHOR, em Jerusalém,

28 e que me mostrou seu amor leal ao honrar-me diante do rei, de seu conselho e de todos os seus oficiais poderosos! Senti-me encorajado porque a mão do SENHOR, meu Deus, estava sobre mim e reuni alguns dos líderes de Israel para voltar comigo a Jerusalém.

Esdras 8

1 Esta é uma lista dos chefes de família, com suas genealogias, aqueles que regressaram comigo da Babilônia durante o reinado do rei Artaxerxes:

2 da família de Fineias: Gérson; da família de Itamar: Daniel; da família de Davi: Hatus,

3 descendente de Secanias; da família de Parós: Zacarias e 150 homens registrados com ele;

4 da família de Paate-Moabe: Elioenai, filho de Zeraías, e 200 homens registrados com ele;

5 da família de Zatu: Secanias, filho de Jaaziel, e 300 homens registrados com ele;

6 da família de Adim: Ebede, filho de Jônatas, e 50 homens registrados com ele;

7 da família de Elão: Jesaías, filho de Atalias, e 70 homens registrados com ele;

8 da família de Sefatias: Zebadias, filho de Micael, e 80 homens registrados com ele;

9 da família de Joabe: Obadias, filho de Jeiel, e 218 homens registrados com ele;

10 da família de Bani: Selomite, filho de Josifias, e 160 homens registrados com ele;

11 da família de Bebai: Zacarias, filho de Bebai, e 28 homens registrados com ele;

12 da família de Azgade: Joanã, filho de Hacatã, e 110 homens registrados com ele;

13 da família de Adonicam, que chegaram depois: Elifelete, Jeiel e Semaías, e 60 homens registrados com eles;

14 da família de Bigvai: Utai e Zacur, e 70 homens registrados com eles.

15 Reuni os exilados perto do canal de Aava, e acampamos ali por três dias enquanto eu revisava as listas do povo e dos sacerdotes que haviam chegado. Descobri que nenhum levita se havia oferecido para nos acompanhar.

16 Por isso, mandei chamar Eliézer, Ariel, Semaías, Elnatã, Jaribe, Elnatã, Natã, Zacarias e Mesulão, líderes do povo. Também mandei chamar Joiaribe e Elnatã, dois homens com discernimento.

17 Enviei-os a Ido, chefe dos levitas em Casifia, para que pedissem a ele, a seus parentes e aos servidores do templo que nos enviassem ministros para o templo de Deus, em Jerusalém.

18 Visto que a bondosa mão de nosso Deus estava sobre nós, eles nos enviaram Serebias, junto com 18 de seus filhos e parentes. Era um homem inteligente, descendente de Mali, descendente de Levi, filho de Israel.

19 Também nos enviaram Hasabias, junto com Jesaías, dos descendentes de Merari, 20 de seus filhos e parentes,

20 e 220 servidores do templo. Os servidores do templo eram assistentes dos levitas, um grupo de trabalhadores do templo instituído pelo rei Davi e por seus oficiais. Todos estavam registrados por nome.

21 Ali, junto ao canal de Aava, ordenei que todos nós jejuássemos e nos humilhássemos diante de nosso Deus. Oramos para que ele nos propor­cionasse uma viagem segura e nos protegesse, como também a nossos filhos e a nossos bens.

22 Pois tive vergonha de pedir ao rei soldados e cavaleiros para nos acompanhar e nos proteger de inimigos ao longo do caminho. Afinal, tínhamos dito ao rei: “A bondosa mão de nosso Deus está sobre todos que o adoram, mas seu poder e sua ira estão contra todos que o abandonam”.

23 Assim, jejuamos e pedimos com fervor que nosso Deus cuidasse de nós, e ele atendeu à nossa oração.

24 Nomeei doze chefes dos sacerdotes — Serebias, Hasabias e outros dez sacerdotes —

25 para ficarem encarregados do transporte da prata, do ouro e dos outros objetos que o rei, seu conselho, seus oficiais e todo o povo de Israel haviam doado para o templo de Deus.

26 Pesei o tesouro ao entregá-lo, e seu total era: 22.750 quilos de prata, 3.500 quilos de utensílios de prata, 3.500 quilos de ouro,

27 20 tigelas de ouro, cada uma pesando 8,6 quilos; 2 utensílios finos de bronze polido, tão valiosos como ouro.

28 Eu disse aos sacerdotes: “Vocês e esses tesouros foram consagrados ao SENHOR. A prata e o ouro são ofertas voluntárias ao SENHOR, o Deus de nossos antepassados.

29 Guardem bem esses tesouros até que os apresentem aos líderes dos sacerdotes, aos levitas e aos chefes de família de Israel, que os pesarão nos depósitos do templo do SENHOR, em Jerusalém”.

30 Os sacerdotes e os levitas aceitaram a responsabilidade de transportar esses tesouros de prata e de ouro até o templo de nosso Deus, em Jerusalém.

31 Levantamos acampamento junto ao canal de Aava, no dia 19 de abril, e partimos para Jerusalém. E a mão de nosso Deus nos protegeu e nos guardou de inimigos e bandidos ao longo do caminho.

32 Assim, chegamos em segurança a Jerusalém, onde descansamos por três dias.

33 No quarto dia depois de nossa chegada, a prata, o ouro e os utensílios valiosos foram pesados no templo de nosso Deus e entregues a Meremote, filho do sacerdote Urias. Estavam com ele Eleazar, filho de Fineias, e os levitas Jozabade, filho de Jesua, e Noadias, filho de Binui.

34 Pesaram e contaram tudo, e o peso total foi registrado oficialmente.

35 Os exilados que haviam regressado do cativeiro ofereceram holocaustos ao Deus de Israel. Apresentaram 12 touros por todo o povo de Israel, 96 carneiros e 77 cordeiros. Também apresentaram 12 bodes como oferta pelo pecado. Tudo isso foi oferecido como holocausto ao SENHOR.

36 Os decretos do rei foram entregues aos oficiais que ocupavam os cargos mais elevados e aos governadores da província a oeste do rio Eufrates, que passaram a apoiar o povo e o templo de Deus.

Leitura do Dia - 30/05/2026 — Esdras 3 a 5

Esdras 3

1 No sétimo mês, quando os israelitas já haviam se estabelecido em suas cidades, todo o povo se reuniu em Jerusalém com um só propósito.

2 Então Jesua, filho de Jeozadaque, juntou-se a seus colegas, os sacerdotes, e a Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus companheiros, para reconstruir o altar do Deus de Israel. Queriam apresentar holocaustos ali, conforme a instrução da lei de Moisés, homem de Deus.

3 Embora o povo tivesse medo dos habitantes daquela região, reconstruíram o altar no mesmo lugar original. Assim, começaram a oferecer holocaustos no altar do SENHOR todas as manhãs e todas as tardes.

4 Celebraram a Festa das Cabanas, conforme prescrito pela lei, e ofereceram o número de holocaustos especificado para cada dia da festa.

5 Ofereceram ainda os holocaustos regulares e as ofertas exigidas para as celebrações da lua nova e para as festas anuais do SENHOR. O povo também trouxe ofertas voluntárias para o SENHOR.

6 Quinze dias antes do início da Festa das Cabanas, os sacerdotes haviam começado a oferecer ao SENHOR os holocaustos, antes mesmo de lançarem os alicerces do templo do SENHOR.

7 Então contrataram pedreiros e carpinteiros e lhes pagaram com moedas de prata. Também compraram toras de cedro dos povos de Tiro e de Sidom e lhes pagaram com alimento, vinho e azeite. As toras eram trazidas dos montes do Líbano e vinham pela costa do mar Mediterrâneo até Jope, pois Ciro, rei da Pérsia, havia permitido que assim se fizesse.

8 A construção do templo de Deus começou no segundo mês do segundo ano depois da chegada a Jerusalém. O grupo de trabalhadores era constituído de todos que haviam regressado do exílio, incluindo Zorobabel, filho de Sealtiel, Jesua, filho de Jeozadaque, e seus colegas, os sacerdotes, bem como todos os levitas. Os levitas de 20 anos para cima foram encarregados de supervisionar a construção do templo do SENHOR.

9 Jesua, seus filhos e seus parentes, Cadmiel e seus filhos e os descendentes de Hodavias supervisionavam aqueles que trabalhavam no templo de Deus. Os levitas da família de Henadade os auxiliavam nessa tarefa.

10 Quando os construtores terminaram os alicerces do templo do SENHOR, os sacerdotes puseram suas vestes e tomaram seus lugares para tocar as trombetas. Os levitas, descendentes de Asafe, fizeram soar os címbalos para louvar o SENHOR, conforme o rei Davi havia prescrito.

11 Com louvores e ação de graças, entoaram este cântico ao SENHOR: “Ele é bom! Seu amor por Israel dura para sempre!”. Então todo o povo louvou o SENHOR em alta voz, pois haviam sido lançados os alicerces do templo do SENHOR.

12 Muitos dos sacerdotes, dos levitas e dos outros chefes de família mais velhos, que tinham visto o primeiro templo, choraram alto quando viram os alicerces do novo templo. Outros tantos, porém, gritavam de alegria.

13 Os gritos alegres e o choro se misturavam num barulho tão forte que se podia ouvir de muito longe.

Esdras 4

1 Os inimigos de Judá e Benjamim souberam que os exilados estavam reconstruindo o templo do SENHOR, o Deus de Israel.

2 Eles foram a Zorobabel e aos outros chefes de família e disseram: “Queremos participar da construção, pois também adoramos seu Deus, como vocês. Temos oferecido sacrifícios para ele desde que Esar-Hadom, rei da Assíria, nos trouxe para cá”.

3 Mas Zorobabel, Jesua e os outros chefes de família de Israel responderam: “De maneira nenhuma! Vocês não podem participar desse trabalho. Somente nós construiremos o templo para o SENHOR, o Deus de Israel, conforme Ciro, rei da Pérsia, nos ordenou”.

4 Então os habitantes da região tentaram desanimar e amedrontar o povo de Judá, para que não continuassem a construção.

5 Subornaram agentes para trabalhar contra eles e frustrar seus planos. Isso prosseguiu durante todo o reinado de Ciro, rei da Pérsia, até que Dario, rei da Pérsia, subiu ao poder.

6 Anos depois, quando Xerxes começou a reinar, os inimigos de Judá escreveram uma carta de acusação contra o povo de Judá e de Jerusalém.

7 Mais tarde, durante o reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, os inimigos de Judá, liderados por Bislão, Mitredate e Tabeel, enviaram a Artaxerxes uma carta em aramaico, que foi traduzida para o rei.

8 O comandante Reum e o secretário da corte Sinsai escreveram a carta, na qual apresentaram ao rei Artaxerxes um relatório negativo sobre Jerusalém.

9 Saudaram o rei em nome de todos os seus colegas: os juízes e as autoridades locais, o povo de Tarpel, os persas, os babilônios e o povo de Ereque e de Susã (isto é, Elão).

10 Também enviaram saudações do restante do povo que o grande e renomado Assurbanípal havia deportado e estabelecido em Samaria e em todas as terras vizinhas da província a oeste do rio Eufrates.

11 Esta é uma cópia da carta: “Ao rei Artaxerxes, de seus súditos leais na província a oeste do rio Eufrates.

12 “Informamos ao rei que os judeus que saíram da Babilônia para Jerusalém estão reconstruindo esta cidade rebelde e má. Já restauraram os alicerces e, em breve, terminarão os muros.

13 É bom o rei saber que, se esta cidade for reconstruída e seus muros forem concluídos, haverá grande prejuízo para o tesouro real, pois os judeus se recusarão a lhe pagar tributos, impostos e taxas.

14 “Visto que somos seus súditos leais e não desejamos vê-lo desonrado desse modo, enviamos ao rei estas informações.

15 Sugerimos que se faça uma busca no registro de seus antepassados, no qual o rei descobrirá como esta cidade foi rebelde em outros tempos. Aliás, foi destruída por causa de sua longa e problemática história de rebelião contra os reis e as nações que a dominavam.

16 Declaramos ao rei que, se esta cidade for reconstruída e seus muros forem concluídos, o rei perderá a província a oeste do rio Eufrates”.

17 O rei Artaxerxes enviou a seguinte resposta: “Ao comandante Reum, ao secretário da corte Sinsai, e a seus companheiros em Samaria e em toda a província a oeste do rio Eufrates. Saudações.

18 “A carta que vocês enviaram foi traduzida e lida para mim.

19 Ordenei que se fizesse uma busca nos registros e descobri que, de fato, Jerusalém tem sido, ao longo dos anos, foco de insurreição contra vários reis. Aliás, rebeliões e revoltas são normais ali.

20 Reis poderosos governaram sobre Jerusalém e sobre toda a província a oeste do rio Eufrates e receberam tributos, impostos e taxas.

21 Portanto, deem ordens para que esses homens parem seu trabalho. A cidade não deve ser reconstruída enquanto eu não mandar.

22 Sejam diligentes e não descuidem desse assunto, pois não devemos permitir que a situação prejudique os interesses do rei”.

23 Quando a carta do rei Artaxerxes foi lida para Reum, Sinsai e seus companheiros, eles foram depressa a Jerusalém e, fazendo uso de força, obrigaram os judeus a parar a construção.

24 Assim, a obra no templo de Deus em Jerusalém foi interrompida e ficou parada até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.

Esdras 5

1 Nessa época, os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus de Judá e Jerusalém. Falavam em nome do Deus de Israel, que estava sobre eles.

2 Em resposta, Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jeozadaque, começaram outra vez a reconstruir o templo de Deus em Jerusalém. E os profetas de Deus estavam com eles e os auxiliavam.

3 Tatenai, governador da província a oeste do rio Eufrates, Setar-Bozenai e seus companheiros foram a Jerusalém e perguntaram: “Quem lhes deu permissão para reconstruir este templo e restaurar esta estrutura?”.

4 Também perguntaram os nomes de todos os homens que trabalhavam no templo.

5 Mas os olhos de Deus estavam sobre os líderes judeus, e eles não foram impedidos de prosseguir com a construção até que um relatório fosse enviado a Dario e ele comunicasse sua decisão.

6 Esta é uma cópia da carta que o governador Tatenai, Setar-Bozenai e os outros oficiais da província a oeste do rio Eufrates enviaram ao rei Dario:

7 “Ao rei Dario. Saudações.

8 “Informamos ao rei que fomos até o local da construção do templo do grande Deus na província de Judá. O templo está sendo reconstruído com pedras especialmente preparadas, e as vigas já estão sendo colocadas nas paredes. A obra avança com muita energia e êxito.

9 “Perguntamos aos líderes: ‘Quem lhes deu permissão para reconstruir este templo e restaurar esta estrutura?’.

10 E exigimos os nomes deles, para que pudéssemos dizer ao rei quem eram os líderes.

11 “Esta foi a resposta: ‘Somos servos do Deus dos céus e da terra e estamos reconstruindo o templo que foi construído aqui muitos anos atrás, por um grande rei de Israel.

12 Nossos antepassados, porém, provocaram a ira do Deus dos céus, e ele os entregou a Nabucodonosor, rei da Babilônia, que destruiu este templo e deportou o povo para a Babilônia.

13 No entanto, Ciro, rei da Babilônia, no primeiro ano de seu reinado, publicou um decreto ordenando que o templo de Deus fosse reconstruído.

14 O rei Ciro também devolveu os utensílios de ouro e de prata que Nabucodonosor havia tirado do templo de Deus, em Jerusalém, e colocado no templo da Babilônia. Esses utensílios foram removidos dali e entregues a um homem chamado Sesbazar, a quem o rei Ciro nomeou governador de Judá.

15 O rei instruiu Sesbazar a colocar os utensílios de volta em seu lugar, em Jerusalém, e a reconstruir o templo de Deus em seu antigo local.

16 Então Sesbazar veio e lançou os alicerces do templo de Deus em Jerusalém. O povo tem trabalhado nele desde então, embora ainda não esteja acabado’.

17 “Portanto, se parecer bem ao rei, pedimos que se faça uma busca nos arquivos reais da Babilônia, para descobrir se o rei Ciro de fato publicou esse decreto ordenando a reconstrução do templo de Deus, em Jerusalém. E que o rei nos informe sua decisão sobre esse assunto”.

Leitura do Dia - 29/05/2026 — Esdras 1 a 2

Esdras 1

1 No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, o SENHOR cumpriu a profecia que havia anunciado por meio de Jeremias. Despertou o coração de Ciro para registrar por escrito a seguinte proclamação e enviá-la a todo o seu reino:

2 “Assim diz Ciro, rei da Pérsia: “O SENHOR, o Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra. Ele me encarregou de lhe construir um templo em Jerusalém, em Judá.

3 Quem pertence ao povo de Deus, volte a Jerusalém, em Judá, para reconstruir o templo do SENHOR, o Deus de Israel, que habita em Jerusalém. E que seu Deus esteja com vocês!

4 Onde quer que se encontre esse remanescente judeu, que seus vizinhos ajudem com as despesas, dando-lhes prata e ouro, suprimentos e animais, além de ofertas voluntárias para o templo de Deus, em Jerusalém”.

5 Então o SENHOR despertou o coração dos sacerdotes, dos levitas e dos chefes das tribos de Judá e Benjamim, para que fossem a Jerusalém e reconstruíssem o templo do SENHOR.

6 Todos os seus vizinhos ajudaram, dando-lhes utensílios de prata e ouro, suprimentos e animais. Também lhes deram muitos presentes valiosos, além de todas as ofertas voluntárias.

7 O rei Ciro tirou os utensílios que o rei Nabucodonosor havia levado do templo do SENHOR, em Jerusalém, e colocado no templo de seus próprios deuses.

8 Ciro, rei da Pérsia, deu instruções a Mitredate, seu tesoureiro, para que contasse esses utensílios e os entregasse a Sesbazar, líder dos exilados que voltavam para Judá.

9 Esta é uma lista dos objetos que foram devolvidos: 30 bacias de ouro, 1.000 bacias de prata, 29 incensários de prata,

10 30 tigelas de ouro, 410 tigelas de prata, 1.000 objetos diversos.

11 Ao todo, havia 5.400 utensílios de ouro e prata. Sesbazar trouxe tudo isso consigo quando os exilados voltaram da Babilônia para Jerusalém.

Esdras 2

1 Esta é uma lista dos judeus da província que regressaram do cativeiro. O rei Nabucodonosor os havia deportado para a Babilônia, mas eles voltaram para Jerusalém e Judá, cada um para sua cidade de origem.

2 Seus líderes eram Zorobabel, Jesua, Neemias, Seraías, Reelaías, Mordecai, Bilsã, Mispar, Bigvai, Reum e Baaná. Este é o número de homens de Israel que regressaram do exílio:

3 da família de Parós, 2.172;

4 da família de Sefatias, 372;

5 da família de Ará, 775;

6 da família de Paate-Moabe (descendentes de Jesua e Joabe), 2.812;

7 da família de Elão, 1.254;

8 da família de Zatu, 945;

9 da família de Zacai, 760;

10 da família de Bani, 642;

11 da família de Bebai, 623;

12 da família de Azgade, 1.222;

13 da família de Adonicam, 666;

14 da família de Bigvai, 2.056;

15 da família de Adim, 454;

16 da família de Ater (descendentes de Ezequias), 98;

17 da família de Bezai, 323;

18 da família de Jora, 112;

19 da família de Hasum, 223;

20 da família de Gibar, 95;

21 do povo de Belém, 123;

22 do povo de Netofa, 56;

23 do povo de Anatote, 128;

24 do povo de Bete-Azmavete, 42;

25 do povo de Quiriate-Jearim, Quefira e Beerote, 743;

26 do povo de Ramá e Geba, 621;

27 do povo de Micmás, 122;

28 do povo de Betel e Ai, 223;

29 dos cidadãos de Nebo, 52;

30 dos cidadãos de Magbis, 156;

31 dos cidadãos de Elão Ocidental, 1.254;

32 dos cidadãos de Harim, 320;

33 dos cidadãos de Lode, Hadide e Ono, 725;

34 dos cidadãos de Jericó, 345;

35 dos cidadãos de Senaá, 3.630.

36 Estes são os sacerdotes que regressaram do exílio: da família de Jedaías (da linhagem de Jesua), 973;

37 da família de Imer, 1.052;

38 da família de Pasur, 1.247;

39 da família de Harim, 1.017.

40 Estes são os levitas que regressaram do exílio: das famílias de Jesua e Cadmiel (descendentes de Hodavias), 74;

41 os cantores da família de Asafe, 128;

42 os guardas das portas das famílias de Salum, Ater, Talmom, Acube, Hatita e Sobai, 139.

43 Os descendentes destes servidores do templo regressaram do exílio: Zia, Hasufa, Tabaote,

44 Queros, Sia, Padom,

45 Lebana, Hagaba, Acube,

46 Hagabe, Salmai, Hanã,

47 Gidel, Gaar, Reaías,

48 Rezim, Necoda, Gazão,

49 Uzá, Paseá, Besai,

50 Asná, Meunim, Nefusim,

51 Baquebuque, Hacufa, Harur,

52 Baslute, Meída, Harsa,

53 Barcos, Sísera, Tamá,

54 Nesias, Hatifa.

55 Os descendentes destes servidores do rei Salomão regressaram do exílio: Sotai, Soferete, Peruda,

56 Jaala, Darcom, Gidel,

57 Sefatias, Hatil, Poquerete-Hazebaim e Ami.

58 Ao todo, os servidores do templo e os descendentes dos servos de Salomão eram 392.

59 Nessa ocasião, outro grupo regressou das cidades de Tel-Melá, Tel-Harsa, Querube, Adã e Imer. Contudo, não puderam comprovar que eles ou suas famílias eram descendentes de Israel.

60 Estavam nesse grupo as famílias de Delaías, Tobias e Necoda, 652 pessoas ao todo.

61 Também regressaram as famílias de três sacerdotes: Habaías, Hacoz e Barzilai. (Esse Barzilai havia se casado com uma mulher descendente de Barzilai, de Gileade, e assumido o nome da família dela.)

62 Procuraram seus nomes nos registros genealógicos, mas não os encontraram, por isso não se qualificaram para servir como sacerdotes.

63 O governador ordenou que não comessem das porções dos sacrifícios separadas para os sacerdotes até que um sacerdote consultasse o SENHOR a esse respeito usando o Urim e o Tumim.

64 Portanto, os que regressaram para Judá foram 42.360,

65 além dos 7.337 servos e servas e dos 200 cantores e cantoras.

66 Levaram consigo 736 cavalos, 245 mulas,

67 435 camelos e 6.720 jumentos.

68 Quando chegaram ao templo do SENHOR, em Jerusalém, alguns dos chefes das famílias entregaram ofertas voluntárias para a reconstrução do templo de Deus em seu local original.

69 Cada chefe contribuiu com o que pôde. Suas ofertas totalizaram 525 quilos de ouro, 3.000 quilos de prata e 100 vestes para os sacerdotes.

70 Assim, os sacerdotes, os levitas, os cantores, os guardas das portas, os servidores do templo e alguns do povo se estabeleceram em povoados perto de Jerusalém. O restante do povo regressou às suas cidades em todo o Israel.

Leitura do Dia - 28/05/2026 — 2º Crônicas 34 a 36

2 Crônicas 34

1 Josias tinha 8 anos quando começou a reinar, e reinou em Jerusalém por 31 anos.

2 Fez o que era certo aos olhos do SENHOR e seguiu o exemplo de seu antepassado Davi, não se desviando nem para um lado nem para o outro.

3 No oitavo ano de seu reinado, enquanto ainda era jovem, começou a buscar o Deus de seu antepassado Davi. Então, no décimo segundo ano, começou a purificar Judá e Jerusalém, destruindo os santuários idólatras, os postes de Aserá, os ídolos esculpidos e as imagens de metal.

4 Deu ordens para que fossem destruídos os altares de Baal e despedaçados os altares de incenso que ficavam acima deles. Também ordenou que os postes de Aserá, os ídolos esculpidos e as imagens de metal fossem despedaçados e espalhados sobre os túmulos daqueles que lhes haviam oferecido sacrifícios.

5 Queimou os ossos dos sacerdotes idólatras sobre seus próprios altares e, com isso, purificou Judá e Jerusalém.

6 Fez a mesma coisa nas cidades de Manassés, Efraim e Simeão, e até na distante Naftali, bem como nas ruínas ao seu redor.

7 Destruiu os santuários idólatras e os postes de Aserá, reduziu os ídolos a pó e despedaçou todos os altares de incenso em toda a terra de Israel. Por fim, voltou a Jerusalém.

8 No décimo oitavo ano do reinado de Josias, depois de ele purificar a terra e o templo, nomeou Safã, filho de Azalias, Maaseias, governador de Jerusalém, e Joá, filho de Joacaz, o historiador do reino, para restaurarem o templo do SENHOR, seu Deus.

9 Eles entregaram ao sumo sacerdote Hilquias a prata recolhida pelos levitas que guardavam as portas do templo de Deus. As ofertas foram trazidas pelo povo de Manassés, de Efraim e de todo o remanescente de Israel, bem como de Judá e de Benjamim, e pelos habitantes de Jerusalém.

10 Hilquias e os outros líderes entregaram a prata aos homens encarregados de supervisionar a reforma do templo do SENHOR. Eles pagaram os trabalhadores que faziam os reparos e a restauração do templo.

11 Também contrataram carpinteiros e construtores que compraram pedras cortadas para as paredes e madeira para os suportes e as vigas. Restauraram aquilo que reis anteriores de Judá haviam deixado ficar em ruínas.

12 Os trabalhadores realizaram a obra com fidelidade, sob a liderança de Jaate e Obadias, levitas do clã de Merari, e de Zacarias e Mesulão, levitas do clã de Coate. Outros levitas, todos músicos talentosos,

13 ficaram responsáveis pelos carregadores e pelos trabalhadores em várias funções. Ainda outros auxiliavam como secretários, oficiais e guardas das portas.

14 Enquanto estavam retirando a prata recolhida no templo do SENHOR, o sacerdote Hilquias encontrou o Livro da Lei do SENHOR, escrito por Moisés.

15 Hilquias disse a Safã, secretário da corte: “Encontrei o Livro da Lei no templo do SENHOR!”. E Hilquias entregou o livro a Safã.

16 Safã levou o livro ao rei e relatou: “Seus oficiais estão fazendo tudo que lhes foi ordenado.

17 A prata recolhida no templo do SENHOR foi entregue aos supervisores e trabalhadores”.

18 Safã também disse ao rei: “O sacerdote Hilquias me entregou um livro”. E Safã leu o livro para o rei.

19 Quando o rei ouviu o que estava escrito na Lei, rasgou suas roupas.

20 Em seguida, deu estas ordens a Hilquias, a Aicam, filho de Safã, a Acbor, filho de Micaías, a Safã, secretário da corte, e a Asaías, conselheiro pessoal do rei:

21 “Vão consultar o SENHOR por mim e por todo o remanescente de Israel e de Judá. Perguntem a respeito das palavras escritas no livro que foi encontrado. A grande ira do SENHOR foi derramada sobre nós, pois nossos antepassados não obedeceram à palavra do SENHOR. Não temos feito o que este livro ordena”.

22 Então Hilquias e os outros homens foram ao Bairro Novo de Jerusalém consultar a profetisa Hulda. Ela era esposa de Salum, filho de Tocate, filho de Harás, responsável pelo guarda-roupa do templo.

23 Ela lhes disse: “O SENHOR, o Deus de Israel, falou! Voltem e digam ao homem que os enviou

24 que assim diz o SENHOR: ‘Trarei desgraça sobre esta cidade e sobre seus habitantes. Todas as maldições escritas no livro que foi lido para o rei de Judá se cumprirão.

25 Pois o meu povo me abandonou e queimou incenso a outros deuses, e estou grandemente irado com eles por tudo que fizeram. Minha ira será derramada sobre este lugar e não será apagada’.

26 “Mas vão ao rei de Judá que os enviou para consultarem o SENHOR e digam-lhe que assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, a respeito da mensagem que acabaram de ouvir:

27 ‘Você se arrependeu e se humilhou diante de Deus quando ouviu as palavras dele contra esta cidade e contra seus habitantes. Você se humilhou, rasgou suas roupas e chorou diante de mim. E eu certamente o ouvi, diz o SENHOR.

28 Portanto, só enviarei a calamidade anunciada depois que você tiver se reunido a seus antepassados e tiver sido sepultado em paz. Você não verá a desgraça que trarei sobre esta cidade e sobre seus habitantes’”. Então eles levaram a mensagem ao rei.

29 Josias mandou chamar todas as autoridades de Judá e de Jerusalém.

30 Subiu ao templo do SENHOR com os sacerdotes e os levitas e com todo o povo de Judá e de Jerusalém, dos mais importantes até os mais simples. Leu para eles todo o Livro da Aliança encontrado no templo do SENHOR.

31 O rei tomou seu lugar de honra junto à coluna e renovou a aliança na presença do SENHOR. Comprometeu-se a obedecer ao SENHOR e a cumprir seus mandamentos, preceitos e decretos de todo o coração e de toda a alma. Prometeu cumprir todos os termos da aliança escritos no livro.

32 Exigiu o mesmo de todos em Jerusalém e do povo de Benjamim. Os habitantes de Jerusalém fizeram essa promessa e renovaram sua aliança com Deus, o Deus de seus antepassados.

33 Josias removeu todos os ídolos repulsivos de toda a terra de Israel e exigiu que todos adorassem o SENHOR, seu Deus. E, pelo restante da vida do rei, eles não se afastaram do SENHOR, o Deus de seus antepassados.

2 Crônicas 35

1 Então Josias celebrou a Páscoa do SENHOR em Jerusalém, e assim o cordeiro pascal foi abatido no décimo quarto dia do primeiro mês.

2 Josias também nomeou os sacerdotes para suas atribuições e os encorajou a realizar seu trabalho no templo do SENHOR.

3 Deu a seguinte ordem aos levitas encarregados de instruir todo o Israel e consagrados para servir ao SENHOR: “Coloquem a arca sagrada no templo construído por Salomão, filho de Davi, rei de Israel. Não precisam mais levá-la de um lado para outro sobre os ombros. Agora, dediquem seu tempo a servir ao SENHOR, seu Deus, e a seu povo, Israel.

4 Apresentem-se para o serviço de acordo com as divisões de seus antepassados por famílias, conforme as instruções de Davi, rei de Israel, e de seu filho Salomão.

5 “Fiquem no santuário, no lugar indicado para cada divisão, e ajudem as famílias das quais foram encarregados quando elas trouxerem suas ofertas ao templo.

6 Abatam os cordeiros pascais, consagrem-se e preparem-se para ajudar os que chegarem. Sigam todas as instruções que o SENHOR deu por meio de Moisés”.

7 Então Josias deu ao povo 30.000 cordeiros e cabritos para as ofertas de Páscoa, além de 3.000 bois, todos dos rebanhos e do gado do rei.

8 Os oficiais do rei também deram contribuições voluntárias para o povo, para os sacerdotes e para os levitas. Hilquias, Zacarias e Jeiel, os chefes do templo de Deus, deram aos sacerdotes 2.600 cordeiros e cabritos e 300 bois como ofertas de Páscoa.

9 Os líderes dos levitas — Conanias e seus irmãos Semaías e Natanael, bem como Hasabias, Jeiel e Jozabade — deram 5.000 cordeiros e cabritos e 500 bois aos levitas para suas ofertas de Páscoa.

10 Quando tudo estava pronto para a comemoração da Páscoa, os sacerdotes e os levitas tomaram seus lugares, organizados de acordo com suas divisões, conforme o rei havia ordenado.

11 Então os levitas abateram os cordeiros da Páscoa e apresentaram o sangue aos sacerdotes, que o aspergiram sobre o altar enquanto os levitas preparavam os animais.

12 Repartiram os holocaustos entre o povo de acordo com suas divisões, para que as famílias os oferecessem ao SENHOR conforme prescrito no Livro de Moisés, e fizeram o mesmo com os bois.

13 Assaram os cordeiros da Páscoa, como prescrito, cozinharam as ofertas sagradas em potes, caldeirões e panelas e os levaram depressa ao povo.

14 Em seguida, os levitas prepararam as ofertas de Páscoa para si mesmos e para os sacerdotes, os descendentes de Arão, pois os sacerdotes haviam ficado ocupados desde a manhã até a noite, oferecendo os holocaustos e as porções de gordura. Os levitas se encarregaram de todos os preparativos.

15 Os músicos, descendentes de Asafe, estavam em seus lugares, segundo as ordens de Davi, Asafe, Hemã e Jedutum, vidente do rei. Os guardas das portas não precisaram deixar seus postos, pois seus parentes, os levitas, também lhes prepararam as ofertas de Páscoa.

16 Toda a cerimônia para a Páscoa do SENHOR foi realizada naquele dia. Os holocaustos foram sacrificados no altar do SENHOR, como o rei Josias havia ordenado.

17 Todos os israelitas presentes em Jerusalém celebraram a Páscoa e a Festa dos Pães sem Fermento por sete dias.

18 A Páscoa não havia sido celebrada dessa maneira desde o tempo do profeta Samuel. Nenhum dos reis de Israel havia comemorado a Páscoa como o rei Josias, com todos os sacerdotes e os levitas, os habitantes de Jerusalém e o povo de todo o Judá e Israel que estavam presentes na cidade.

19 Essa comemoração de Páscoa ocorreu no décimo oitavo ano do reinado de Josias.

20 Depois que Josias terminou de restaurar o templo, Neco, rei do Egito, levou seu exército para Carquemis, junto ao rio Eufrates, e Josias e seu exército saíram para lutar contra ele.

21 O rei Neco, porém, enviou mensageiros a Josias para lhe dizer: “O que quer comigo, rei de Judá? Hoje não tenho nada contra você! Estou a caminho da batalha contra outra nação, e Deus ordenou que eu me apressasse! Não interfira com Deus, que está comigo, ou ele o destruirá”.

22 Josias, porém, não deu ouvidos às palavras de Neco, que ele havia falado a mando de Deus, e não quis voltar atrás. Em vez disso, disfarçou-se e levou seu exército para a batalha na planície de Megido.

23 Arqueiros do inimigo atingiram o rei Josias com suas flechas, e ele gritou para seus homens: “Tirem-me da batalha, pois estou gravemente ferido!”.

24 Então tiraram Josias de sua carruagem e o colocaram em outra. Levaram-no de volta para Jerusalém, onde morreu e foi sepultado no cemitério dos reis. Todo o Judá e Jerusalém lamentaram por ele.

25 O profeta Jeremias compôs cânticos fúnebres em homenagem a Josias, e até hoje os cantores e cantoras ainda entoam esses lamentos sobre sua morte. Eles se tornaram uma tradição e estão registrados no Livro das Lamentações.

26 Os demais acontecimentos do reinado de Josias e seus atos de devoção, realizados de acordo com a lei do SENHOR,

27 do início ao fim, estão registrados no Livro dos Reis de Israel e de J.

2 Crônicas 36

1 O povo da terra proclamou Jeoacaz, filho de Josias, como seu sucessor em Jerusalém.

2 Jeoacaz tinha 23 anos quando começou a reinar, e reinou em Jerusalém por três meses.

3 Foi deposto pelo rei do Egito, que exigiu de Judá o pagamento de 3.500 quilos de prata e 35 quilos de ouro como tributo.

4 O rei do Egito nomeou Eliaquim, irmão de Jeoacaz, rei sobre Judá e sobre Jerusalém, e mudou o nome dele para Jeoaquim. Depois, Neco levou Jeoacaz para o Egito como prisioneiro.

5 Jeoaquim tinha 25 anos quando começou a reinar, e reinou em Jerusalém por onze anos. Fez o que era mau aos olhos do SENHOR, seu Deus.

6 Então Nabucodonosor, rei da Babilônia, atacou Jerusalém e prendeu Jeoaquim com correntes de bronze. Depois, levou-o para a Babilônia.

7 Nabucodonosor também levou alguns dos tesouros do templo do SENHOR e os colocou em seu palácio, na Babilônia.

8 Os demais acontecimentos do reinado de Jeoaquim, incluindo todas as coisas detestáveis que fez e tudo que foi achado contra ele, estão registrados no Livro dos Reis de Israel e de Judá. Seu filho Joaquim foi seu sucessor.

9 Joaquim tinha 18 anos quando começou a reinar, e reinou em Jerusalém por três meses e dez dias. Fez o que era mau aos olhos do SENHOR.

10 Na virada do ano, o rei Nabucodonosor levou Joaquim para a Babilônia. Nessa ocasião, também levou os tesouros do templo do SENHOR. Nabucodonosor nomeou Zedequias, tio de Joaquim, rei sobre Judá e sobre Jerusalém.

11 Zedequias tinha 21 anos quando começou a reinar, e reinou em Jerusalém por onze anos.

12 Zedequias fez o que era mau aos olhos do SENHOR, seu Deus, e não se humilhou quando o profeta Jeremias lhe falou diretamente da parte do SENHOR.

13 Também se rebelou contra o rei Nabucodonosor, embora lhe tivesse jurado lealdade em nome de Deus. Zedequias era um homem duro e teimoso e se recusou a voltar para o SENHOR, o Deus de Israel.

14 Da mesma forma, todos os líderes dos sacerdotes e o povo se tornaram cada vez mais infiéis. Seguiram todas as práticas detestáveis das nações vizinhas e profanaram o templo do SENHOR que havia sido consagrado em Jerusalém.

15 Repetidamente, o SENHOR, o Deus de seus antepassados, enviou profetas para adverti-los, pois tinha compaixão de seu povo e do lugar de sua habitação.

16 No entanto, eles zombaram dos mensageiros de Deus e desprezaram suas palavras. Caçoaram dos profetas até que a ira do SENHOR não pôde mais ser contida e nada mais se pôde fazer.

17 Então o SENHOR trouxe o rei da Babilônia contra eles. Os babilônios mataram os jovens e foram atrás deles até dentro do santuário. Não tiveram piedade nem dos rapazes, nem das moças, nem dos idosos e doentes. Deus os entregou todos nas mãos do rei.

18 Ele levou para a Babilônia todos os utensílios, grandes e pequenos, do templo de Deus e todos os tesouros do templo do SENHOR e do palácio do rei e de seus oficiais.

19 Seu exército queimou o templo de Deus, derrubou os muros de Jerusalém, queimou todos os pa­lácios e destruiu tudo que era de valor.

20 Os poucos habitantes que sobreviveram foram levados para o exílio na Babilônia e se tornaram servos do rei e de seus filhos, até que o reino da Pérsia conquistou o poder.

21 Cumpriu-se, desse modo, a mensagem do SENHOR transmitida por Jeremias. A terra finalmente desfrutou seu descanso sabático e permaneceu desolada até que se completaram os setenta anos, conforme o profeta havia ­anunciado.

22 No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, o SENHOR cumpriu a profecia que havia anunciado por meio de Jeremias. O SENHOR despertou o coração de Ciro para registrar por escrito a seguinte proclamação e enviá-la a todo o seu reino:

23 “Assim diz Ciro, rei da Pérsia: “O SENHOR, o Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra. Ele me encarregou de construir para ele um templo em Jerusalém, na terra de Judá. Quem pertence ao povo dele, volte para realizar essa tarefa. E que o SENHOR, seu Deus, esteja com vocês!”.

Leitura do Dia - 27/05/2026 — 2º Crônicas 31 a 33

2 Crônicas 31

1 Quando a festa terminou, os israelitas que haviam participado saíram pelas cidades de Judá, Benjamim, Efraim e Manassés e despedaçaram todas as colunas sagradas, derrubaram os postes de Aserá e removeram os santuários e altares idólatras. Depois disso, voltaram para suas cidades e casas.

2 Ezequias organizou os sacerdotes e os levitas em divisões, para oferecerem os holocaustos e as ofertas de paz e para servirem, darem graças e louvarem ao SENHOR junto às portas da habitação do SENHOR.

3 O rei também contribuiu pessoalmente com animais para os holocaustos diários da manhã e da tarde e para os holocaustos dos sábados, das festas da lua nova e das festas anuais prescritas pela lei do SENHOR.

4 Além disso, ordenou ao povo de Jerusalém que trouxesse uma parte de seus bens para os sacerdotes e os levitas, a fim de que pudessem se dedicar inteiramente à lei do SENHOR.

5 Quando os israelitas souberam dessa exigência, responderam generosamente e trouxeram a primeira porção de seus cereais, do vinho novo, do azeite, do mel e de tudo que os campos produziam. Trouxeram uma grande quantidade, o dízimo de tudo que haviam produzido.

6 Os habitantes de Israel que tinham se mudado para Judá, e os próprios habitantes de Judá, trouxeram o dízimo do gado, das ovelhas, bem como das coisas que haviam sido consagradas ao SENHOR, seu Deus, e juntaram tudo em vários montões.

7 Começaram a amontoar as ofertas no terceiro mês e terminaram no sétimo.

8 Quando Ezequias e seus oficiais viram esses montões, agradeceram ao SENHOR e a seu povo, Israel.

9 “De onde veio tudo isto?”, perguntou Ezequias aos sacerdotes e aos levitas.

10 Azarias, o sumo sacerdote, da família de Zadoque, respondeu: “Desde que o povo começou a trazer ofertas para o templo do SENHOR, temos alimento suficiente e ainda tem sobrado muito. O SENHOR abençoou seu povo, e tudo isto é o que sobra”.

11 Ezequias mandou preparar depósitos no templo do SENHOR. Quando estavam prontos,

12 o povo trouxe fielmente as ofertas, os dízimos e os objetos consagrados para serem usados no templo. O levita Conanias foi encarregado desses depósitos, e seu irmão Simei era seu auxiliar.

13 Os supervisores subordinados a eles eram Jeiel, Azazias, Naate, Asael, Jerimote, Jozabade, Eliel, Ismaquias, Maate e Benaia. As nomeações foram feitas pelo rei Ezequias e por Azarias, o principal encarregado do templo de Deus.

14 Coré, filho do levita Imna, guarda da porta do Leste, foi encarregado de distribuir as ofertas voluntárias feitas a Deus, as contribuições e os objetos consagrados ao SENHOR.

15 Seus assistentes fiéis eram Éden, Miniamim, Jesua, Semaías, Amarias e Secanias. Distribuíam as ofertas entre as famílias dos sacerdotes em suas cidades, de acordo com suas divisões, e as repartiam por igual entre idosos e jovens.

16 Distribuíam as ofertas a todos os homens e meninos, de 3 anos para cima, que constavam dos registros genealógicos. A distribuição incluía todos que vinham ao templo do SENHOR para realizar suas tarefas diárias, de acordo com suas divisões.

17 Repartiam as ofertas entre os sacerdotes que estavam listados nos registros genealógicos, de acordo com suas famílias, e entre os levitas de 20 anos para cima, anotados de acordo com suas tarefas e divisões.

18 Também entregavam porções de alimento às famílias de todos que estavam listados nos registros genealógicos, incluindo as crianças pequenas, as esposas, os filhos e as filhas, pois toda a comunidade havia sido fiel ao se purificar.

19 Quanto aos sacerdotes, os descendentes de Arão, que viviam nos campos ao redor das cidades, foram nomeados homens para distribuir em porções a todos os sacerdotes e a todos os levitas listados nos registros genealógicos.

20 Assim, o rei Ezequias organizou a distribuição em todo o Judá, e fez o que era bom, certo e verdadeiro aos olhos do SENHOR, seu Deus.

21 Em tudo que fez no serviço do templo de Deus e em seus esforços para obedecer à lei e aos mandamentos de Deus, Ezequias buscou seu Deus de todo o coração. Como resultado, foi muito bem-sucedido.

2 Crônicas 32

1 Depois de Ezequias ter sido tão fiel em todas essas situações, Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu Judá. Cercou as cidades fortificadas e deu ordem para que seu exército rompesse os muros.

2 Quando Ezequias percebeu que Senaqueribe também pretendia atacar Jerusalém,

3 consultou seus oficiais e conselheiros militares, e eles resolveram fechar a passagem das águas das fontes que havia do lado de fora da cidade.

4 Organizaram uma enorme equipe de trabalho para fechar as fontes de água e o riacho que atravessava os campos, pois disseram: “Não devemos permitir que os reis da Assíria encontrem toda essa água quando chegarem aqui”.

5 Então Ezequias se dedicou a reparar todos os trechos onde o muro estava quebrado, construiu torres e fez outro muro do lado de fora do primeiro. Também reforçou o aterro da Cidade de Davi e fabricou grande quantidade de armas e escudos.

6 Nomeou oficiais militares sobre o povo, os reuniu diante dele na praça junto à porta da cidade e os encorajou, dizendo:

7 “Sejam fortes e corajosos! Não tenham medo nem desanimem por causa do rei da Assíria e de seu exército poderoso, pois um poder muito maior está do nosso lado!

8 Ele tem um grande exército, mas são apenas homens. Nós, porém, temos o SENHOR, nosso Deus, para nos ajudar e lutar nossas batalhas!”. As palavras de Ezequias deram grande ânimo a seu povo.

9 Enquanto Senaqueribe, rei da Assíria, cercava a cidade de Láquis, enviou seus oficiais a Jerusalém com esta mensagem para Ezequias, rei de Judá, e para todo o povo da cidade:

10 “Assim diz Senaqueribe, rei da Assíria: Em que vocês confiam, para imaginar que sobreviverão quando eu cercar Jerusalém?

11 Ezequias disse: ‘O SENHOR, nosso Deus, nos salvará do rei da Assíria’. Não é verdade! Ele está enganando vocês e os condenando a morrer de fome e sede!

12 Não percebem que o próprio Ezequias destruiu todos os santuários e altares do SENHOR? Ordenou que Judá e Jerusalém adorassem somente no altar do templo e queimassem incenso apenas ali.

13 “Sem dúvida, vocês sabem o que eu e os reis da Assíria antes de mim fizemos a todos os povos da terra! Acaso algum dos deuses dessas nações livrou seu povo de minhas mãos?

14 Qual de seus deuses foi capaz de salvar seu povo do poder destruidor de meus antecessores? O que os faz pensar que seu Deus poderá livrá-los de minhas mãos?

15 Não permitam que Ezequias os engane! Não se deixem iludir por ele! Volto a dizer: nenhum deus de qualquer nação ou reino foi capaz de livrar seu povo das minhas mãos ou das mãos de meus antepassados. Muito menos o Deus de vocês os salvará de meu poder!”.

16 Os oficiais de Senaqueribe zombaram ainda mais do SENHOR Deus e de seu servo Ezequias.

17 O rei Senaqueribe também enviou cartas insultando o SENHOR, o Deus de Israel. Escreveu: “Assim como os deuses de todas as outras nações não foram capazes de salvar seu povo das minhas mãos, também o Deus de Ezequias fracassará”.

18 Os oficiais assírios que trouxeram as cartas gritaram isso em hebraico para o povo sobre os muros da cidade, tentando amedrontá-lo para que fosse mais fácil conquistar a cidade.

19 Falaram do Deus de Jerusalém como se fosse um dos deuses estrangeiros, feito por mãos humanas.

20 Então o rei Ezequias e o profeta Isaías, filho de Amoz, oraram e clamaram aos céus.

21 E o SENHOR enviou um anjo que destruiu o exército assírio com todos os seus comandantes e oficiais. O rei da Assíria voltou envergonhado para sua terra. Quando entrou no templo de seu deus, alguns de seus próprios filhos o mataram ali à espada.

22 Foi assim que o SENHOR salvou Ezequias e o povo de Jerusalém das mãos de Senaqueribe, rei da Assíria, e de todos os outros que os ameaçavam. Então houve paz em toda a terra.

23 Daquela ocasião em diante, o rei Ezequias se tornou muito respeitado entre todas as nações, e muitos traziam a Jerusalém ofertas para o SENHOR e presentes valiosos para o rei.

24 Por esse tempo, Ezequias ficou doente e estava para morrer. Orou ao SENHOR, que respondeu à sua oração e lhe deu um sinal miraculoso.

25 Ezequias, porém, não correspondeu como devia à bondade com que foi tratado e se tornou orgulhoso. Por isso, a ira do SENHOR veio sobre ele e sobre Judá e Jerusalém.

26 Então Ezequias se humilhou e se arrependeu de seu orgulho, como também os habitantes de Jerusalém. Com isso, a ira do SENHOR não caiu sobre eles durante a vida de Ezequias.

27 Ezequias era muito rico e respeitado. Construiu depósitos especiais para guardar prata, ouro, pedras preciosas, especiarias, escudos e outros objetos de valor que lhe pertenciam.

28 Também construiu armazéns para guardar cereais, vinho novo e azeite e fez muitos estábulos para o gado e currais para as ovelhas.

29 Construiu cidades e adquiriu muitos rebanhos e gado, pois o SENHOR lhe deu grande riqueza.

30 Bloqueou a fonte superior de Giom e trouxe a água por um túnel para o lado oeste da Cidade de Davi. Ezequias foi bem-sucedido em tudo que fez.

31 No entanto, quando chegaram representantes da Babilônia para perguntar sobre os acontecimentos extraordinários que haviam ocorrido na terra, Deus se afastou de Ezequias para testá-lo e ver o que havia, de fato, em seu coração.

32 Os demais acontecimentos do reinado de Ezequias e seus atos de devoção estão registrados na Visão do Profeta Isaías, Filho de Amoz, incluída no Livro dos Reis de Judá e de Israel.

33 Quando Ezequias morreu e se reuniu a seus antepassados, foi sepultado na parte superior do cemitério dos reis, e todo o Judá e os habitantes de Jerusalém o honraram por ocasião de sua morte. Seu filho Manassés foi seu sucessor.

2 Crônicas 33

1 Manassés tinha 12 anos quando começou a reinar, e reinou em Jerusalém por 55 anos.

2 Fez o que era mau aos olhos do SENHOR e seguiu as práticas detestáveis das nações que o SENHOR havia expulsado de diante dos israelitas.

3 Reconstruiu os santuários idólatras que seu pai, Ezequias, havia destruído. Construiu altares para Baal e ergueu postes de Aserá. Também se curvou diante de todos os astros dos céus e lhes prestou culto.

4 Construiu altares idólatras no templo do SENHOR, sobre o qual o SENHOR tinha dito: “Meu nome permanecerá em Jerusalém para sempre”.

5 Nos dois pátios do templo do SENHOR, construiu altares para os astros do céu.

6 Manassés também sacrificou seus filhos no fogo no vale de Ben-Hinom. Praticou feitiçaria, adivinhação e magia e consultou médiuns e praticantes do ocultismo. Fez muitas coisas perversas aos olhos do SENHOR e, com isso, provocou sua ira.

7 Manassés chegou a fazer uma imagem esculpida e colocá-la no templo de Deus, sobre o qual Deus tinha dito a Davi e a seu filho Salomão: “Meu nome será honrado para sempre neste templo e em Jerusalém, a cidade que escolhi dentre todas as tribos de Israel.

8 Se os israelitas tiverem o cuidado de obedecer a meus mandamentos, todas as leis, estatutos e decretos que meu servo Moisés lhes deu, não os expulsarei desta terra que dei a seus antepassados”.

9 Manassés, porém, levou o povo de Judá e de Jerusalém a fazer coisas piores do que as nações que o SENHOR tinha destruído diante dos israelitas.

10 O SENHOR falou a Manassés e a seu povo, mas eles ignoraram seus avisos.

11 Por isso, o SENHOR enviou os comandantes dos exércitos assírios, e eles capturaram Manassés. Puseram um gancho em seu nariz, o prenderam com correntes de bronze e o levaram para a Babilônia.

12 Em sua angústia, Manassés buscou o SENHOR, seu Deus, e se humilhou com sinceridade diante do Deus de seus antepassados.

13 Quando ele orou, Deus ouviu sua súplica, atendeu a seu pedido e o trouxe de volta a Jerusalém e a seu reino. Então Manassés reconheceu que o SENHOR é Deus.

14 Depois disso, Manassés reconstruiu o muro externo da Cidade de Davi, bem alto, desde o oeste da fonte de Giom, no vale de Cedrom, até a porta do Peixe e ao redor da colina de Ofel. Colocou comandantes militares em todas as cidades fortificadas de Judá.

15 Manassés também removeu do templo do SENHOR os deuses estrangeiros e o ídolo que havia colocado ali. Derrubou todos os altares que havia construído na colina do templo e todos os altares em Jerusalém e os jogou fora da cidade.

16 Depois, restaurou o altar do SENHOR e apresentou sobre ele sacrifícios de paz e ofertas de gratidão. Também incentivou o povo de Judá a adorar o SENHOR, o Deus de Israel.

17 O povo continuou a sacrificar naqueles lugares de adoração, mas somente ao SENHOR, seu Deus.

18 Os demais acontecimentos do reinado de Manassés, sua oração a Deus e as palavras que os videntes lhe disseram em nome do SENHOR, o Deus de Israel, estão registrados no Livro dos Reis de Israel.

19 A oração de Manassés, o modo como Deus lhe respondeu e um relato de todos os seus pecados e de sua infidelidade se encontram no Registro dos Videntes. Inclui uma lista dos locais onde ele construiu altares idólatras e levantou postes de Aserá e ídolos antes de se humilhar e se arrepender.

20 Quando Manassés morreu e se reuniu a seus antepassados, foi sepultado em seu palácio. Seu filho Amom foi seu sucessor.

21 Amom tinha 22 anos quando começou a reinar, e reinou em Jerusalém por dois anos.

22 Fez o que era mau aos olhos do SENHOR, como seu pai, Manassés. Adorou todos os ídolos que seu pai havia feito e lhes ofereceu sacrifícios.

23 Mas, ao contrário de seu pai, não se humilhou diante do SENHOR. Em vez disso, Amom pecou ainda mais.

24 Os próprios oficiais de Amom conspiraram contra ele e o assassinaram em seu palácio.

25 O povo de Judá, porém, matou todos que haviam conspirado contra o rei Amom e proclamou seu filho Josias como rei em seu lugar.