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Mostrando postagens de abril, 2026

Leitura do Dia - 30/04/2026 — 2º Reis 5 a 7

2 Reis 5

1 O rei da Síria tinha grande respeito por Naamã, comandante do seu exército, pois, por meio dele, o SENHOR tinha dado grandes vitórias à Síria. Mas, embora Naamã fosse um guerreiro valente, sofria de lepra.

2 Naquela época, saqueadores sírios tinham invadido o território de Israel, e entre os cativos havia uma menina que se tornou serva da esposa de Naamã.

3 Certo dia, a menina disse à sua senhora: “Como seria bom se meu senhor fosse ver o profeta em Samaria! Ele o curaria da lepra!”.

4 Naamã contou ao rei o que a menina israelita tinha dito.

5 Então o rei da Síria lhe respondeu: “Vá visitar o profeta. Eu lhe darei uma carta de apresentação ao rei de Israel”. Naamã partiu levando 350 quilos de prata, 72 quilos de ouro e dez roupas de festa.

6 A carta para o rei de Israel dizia: “Com esta carta apresento meu servo Naamã. Quero que o rei o cure da lepra”.

7 Quando o rei de Israel leu a carta, rasgou as roupas e disse: “Acaso sou Deus, capaz de dar ou de tirar a vida? Por que esse homem me pede que cure um leproso? Como vocês podem ver, ele procura um pretexto para nos atacar!”.

8 Mas, quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado as roupas, mandou-lhe esta mensagem: “Por que o rei ficou tão aflito? Envie Naamã a mim, e ele saberá que há um profeta verdadeiro em Israel”.

9 Então Naamã foi com seus cavalos e carruagens e parou à porta da casa de Eliseu.

10 Ele mandou um mensageiro dizer a Naamã: “Vá e lave-se sete vezes no rio Jordão. Sua pele será restaurada, e você ficará curado da lepra”.

11 Naamã ficou indignado e disse: “Imaginei que ele sairia para me receber! Esperava que movesse as mãos sobre a lepra, invocasse o nome do SENHOR, seu Deus, e me curasse!

12 Não são os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores que qualquer rio de Israel? Será que eu não poderia me lavar em um deles e ser curado?”. Naamã deu meia-volta e partiu furioso.

13 Mas seus oficiais tentaram convencê-lo, dizendo: “Meu senhor, se o profeta lhe tivesse pedido para fazer algo muito difícil, o senhor não teria feito? Por certo o senhor deve obedecer à instrução dele, pois disse apenas: ‘Vá, lave-se e será curado’”.

14 Assim, Naamã desceu ao Jordão e mergulhou sete vezes, conforme a instrução do homem de Deus. Sua pele ficou saudável como a de uma criança, e ele foi curado.

15 Então Naamã e toda a sua comitiva voltaram para onde morava o homem de Deus. Ao chegar diante dele, Naamã disse: “Agora sei que no mundo inteiro não há Deus, senão em Israel. Por favor, aceite um presente de seu servo”.

16 Eliseu, porém, respondeu: “Tão certo como vive o SENHOR, a quem sirvo, não aceitarei presente algum”. Embora Naamã insistisse, Eliseu recusou.

17 Então Naamã disse: “Está bem, mas peço que permita que este seu servo leve para casa duas mulas carregadas com a terra deste lugar. De agora em diante, nunca mais oferecerei holocaustos ou sacrifícios a qualquer outro deus, senão ao SENHOR.

18 Mas que o SENHOR me perdoe por uma coisa: quando meu senhor, o rei, for ao templo do deus Rimom para adorar ali e se apoiar em meu braço, que o SENHOR me perdoe quando eu também me curvar”.

19 “Vá em paz”, disse Eliseu. Então Naamã partiu para casa.

20 Mas Geazi, servo de Eliseu, o homem de Deus, pensou: “Meu senhor não deveria ter deixado esse sírio, Naamã, partir sem aceitar os presentes. Tão certo como vive o SENHOR, vou correr atrás dele para ver se consigo alguma coisa”.

21 E Geazi correu atrás de Naamã. Quando Naamã viu que Geazi corria atrás dele, desceu de sua carruagem e foi ao encontro dele. “Está tudo bem?”, perguntou Naamã.

22 “Sim, está tudo bem”, respondeu Geazi. “Meu senhor me enviou para dizer que acabaram de chegar dois jovens profetas da região montanhosa de Efraim. Meu senhor pediu 35 quilos de prata e duas roupas de festa para eles.”

23 “Claro, leve setenta quilos de prata”, insistiu Naamã. Ele lhe deu duas roupas de festa, colocou a prata em duas sacolas e enviou dois servos para carregarem os presentes para Geazi.

24 Ao chegarem à colina, Geazi pegou as sacolas, enviou os servos de volta e escondeu os presentes dentro de casa.

25 Quando entrou para ver seu senhor, Eliseu, este lhe perguntou: “Onde você esteve, Geazi?”. “Não estive em lugar algum”, respondeu Geazi.

26 Mas Eliseu lhe disse: “Você não percebe que eu estava presente em espírito quando Naamã desceu da carruagem para encontrar-se com você? Esta definitivamente não era ocasião de receber dinheiro e roupas, oliveiras e videiras, ovelhas, gado e servos.

27 Por isso, você e seus descendentes sofrerão da lepra de Naamã para sempre”. Quando Geazi saiu dali, seu corpo estava coberto de lepra; sua pele estava branca como a neve.

2 Reis 6

1 Certo dia, os membros do grupo de profetas disseram a Eliseu: “Como vê, este lugar onde nos reunimos é pequeno demais.

2 Vamos descer ao rio Jordão, onde há muitos troncos, e construir ali um lugar para nos reunirmos”. “Está bem”, disse Eliseu. “Podem ir.”

3 “Venha conosco”, sugeriu um deles. “Eu irei”, disse ele.

4 E foi com eles. Quando chegaram ao Jordão, começaram a derrubar árvores.

5 Enquanto um deles cortava um tronco, a parte de ferro do machado caiu no rio. “Ai, meu senhor!”, gritou. “O machado era emprestado!”

6 “Onde caiu?”, perguntou o homem de Deus. Quando mostraram o lugar para Eliseu, ele cortou um galho e o jogou na água, e fez o ferro do machado flutuar.

7 “Pegue-o”, disse Eliseu. E o homem estendeu a mão e o pegou.

8 Quando o rei da Síria estava em guerra contra Israel, consultava seus oficiais e dizia: “Posicionaremos nossas tropas em tal lugar”.

9 De imediato, o homem de Deus advertia o rei de Israel: “Não se aproxime de tal lugar, pois os sírios planejam posicionar suas tropas ali”.

10 E o rei de Israel mandava um aviso para o lugar indicado pelo homem de Deus. Várias vezes ele advertiu o rei de que ficasse alerta naqueles ­lugares.

11 Furioso com essa situação, o rei sírio reuniu seus oficiais e perguntou: “Qual de vocês anda informando o rei de Israel sobre meus planos?”.

12 “Ó meu senhor, o rei, não somos nós”, respondeu um dos oficiais. “Eliseu, o profeta de Israel, revela ao rei de Israel até as palavras que o senhor diz em seus aposentos!”

13 O rei ordenou: “Vão e descubram onde ele está, para que eu mande capturá-lo!” Então lhe informaram: “Eliseu está em Dotã”.

14 Assim, certa noite, o rei da Síria mandou um grande exército com muitos carros de guerra e cavalos para cercar a cidade.

15 Na manhã seguinte, o servo do homem de Deus se levantou bem cedo. Ao sair, viu que havia soldados, cavalos e carros de guerra por toda parte. “Ai, meu senhor, o que faremos agora?”, exclamou o servo.

16 “Não tenha medo!”, disse Eliseu. “Pois do nosso lado há muitos mais que do lado deles!”

17 Então Eliseu orou: “Ó SENHOR, abre os olhos dele, para que veja”. O SENHOR abriu os olhos do servo, e ele viu as colinas ao redor de Eliseu cheias de cavalos e carruagens de fogo.

18 Quando os sírios avançaram na direção de Eliseu, ele orou: “Ó SENHOR, faze que fiquem cegos”. E o SENHOR fez que ficassem cegos, conforme Eliseu havia pedido.

19 Então Eliseu saiu e lhes disse: “Vocês tomaram o caminho errado! Esta não é a cidade certa! Sigam-me, e eu os levarei até o homem que procuram”. Então ele os guiou à cidade de Samaria.

20 Assim que entraram em Samaria, Eliseu orou: “Ó SENHOR, agora abre os olhos deles, para que vejam”. O SENHOR abriu os olhos deles, e descobriram que estavam no meio de Samaria.

21 Quando o rei de Israel os viu, perguntou a Eliseu: “Devo matá-los, meu senhor? Devo matá-los?”.

22 “Claro que não!”, respondeu Eliseu. “Eles não são prisioneiros que você capturou na batalha. Dê-lhes comida e bebida e mande-os de volta para casa, para o senhor deles.”

23 Então o rei lhes ofereceu um grande banquete e os mandou de volta para casa, para o senhor deles. Depois disso, os invasores sírios não invadiram mais a terra de Israel.

24 Algum tempo depois, porém, Ben-Hadade, rei da Síria, reuniu todo o seu exército e cercou Samaria.

25 Como resultado, houve grande fome na cidade. O cerco durou tanto tempo que uma cabeça de jumento era vendida por 960 gramas de prata, e um terço de litro de esterco de pombo, por 60 gramas de prata.

26 Um dia, quando o rei de Israel caminhava pelos muros da cidade, uma mulher gritou para ele: “Ó meu senhor, o rei! Por favor, ajude-me!”.

27 Ele respondeu: “Se o SENHOR não a ajudar, o que poderei fazer? Não tenho alimento na eira, nem vinho na prensa de uvas”.

28 Mas depois o rei perguntou: “Qual é o problema?”. Ela respondeu: “Esta mulher me disse: ‘Vamos comer o seu filho hoje, e amanhã comeremos o meu’.

29 Então cozinhamos meu filho e o comemos. No dia seguinte, eu disse a ela: ‘Mate seu filho para que o comamos’, mas ela o havia escondido”.

30 Quando o rei ouviu isso, rasgou as roupas. E, enquanto ele caminhava pelos muros, o povo viu que, por baixo do manto, ele usava pano de saco junto à pele.

31 Então o rei jurou: “Que Deus me castigue severamente se eu não separar a cabeça de Eliseu de seus ombros ainda hoje!”.

32 Eliseu estava sentado em sua casa com as autoridades de Israel quando o rei mandou um mensageiro até ele. Antes, porém, que o mensageiro chegasse, Eliseu disse às autoridades: “O filho do assassino enviou um homem para cortar minha cabeça. Quando o mensageiro chegar, fechem a porta e não o deixem entrar. Logo ouviremos os passos de seu senhor atrás dele”.

33 Enquanto Eliseu ainda falava, o mensageiro chegou e comunicou a mensagem do rei: “Toda essa desgraça vem do SENHOR! Por que devo continuar a esperar no SENHOR?”.

2 Reis 7

1 Eliseu respondeu: “Ouçam esta mensagem do SENHOR! Assim diz o SENHOR: ‘Amanhã a esta hora, na porta de Samaria, seis litros de farinha fina custarão apenas doze gramas de prata, e doze litros de cevada também custarão apenas doze gramas de prata’”.

2 O oficial que auxiliava o rei disse ao homem de Deus: “Ainda que o SENHOR abrisse as janelas do céu, isso não poderia acontecer!”. Eliseu, porém, respondeu: “Você verá com os próprios olhos, mas não comerá coisa alguma!”.

3 Havia quatro homens com lepra sentados junto à porta da cidade. “Por que ficarmos sentados aqui, esperando a morte?”, perguntaram uns aos outros.

4 “Morreremos de fome se ficarmos aqui, mas também morreremos de fome se entrarmos na cidade, pois não há alimento lá. Vamos sair e nos render ao exército sírio. Se eles nos deixarem viver, melhor. Mas, se nos matarem, de qualquer maneira teríamos morrido.”

5 Ao anoitecer, partiram para o acampamento dos sírios. Quando chegaram às extremidades do acampamento, viram que não havia ninguém ali.

6 Pois o Senhor havia feito o exército sírio ouvir o ruído de carros de guerra e o galope de cavalos e os sons de um grande exército que se aproximava. Disseram uns aos outros: “O rei de Israel contratou mercenários hititas e egípcios para nos atacarem!”.

7 Por isso, fugiram ao anoitecer, abandonando tendas, cavalos, jumentos e tudo mais, e correram para salvar a vida.

8 Quando os leprosos chegaram às extremidades do acampamento, foram de uma tenda à outra, comendo e bebendo. Pegaram a prata, o ouro e as roupas que encontraram e esconderam tudo.

9 Por fim, disseram uns aos outros: “Isto não está certo. Este é um dia de boas notícias e não contamos a ninguém! Se esperarmos até o amanhecer, seremos castigados. Venham! Vamos voltar e dar as notícias no palácio”.

10 Então voltaram à cidade e relataram aos guardas do portão o que havia acontecido. “Fomos ao acampamento sírio e não havia ninguém!”, disseram eles. “Os cavalos e os jumentos estavam amarrados, e as tendas, todas armadas, mas não havia ninguém por ali.”

11 Os guardas gritaram, anunciando a notícia no palácio.

12 O rei se levantou no meio da noite e disse a seus oficiais: “Vou explicar o que aconteceu. Os sírios sabem que estamos morrendo de fome, por isso deixaram o acampamento e se esconderam nos campos. Estão à nossa espera para nos capturar com vida e conquistar a cidade quando sairmos”.

13 Um de seus oficiais disse: “Seria melhor que enviássemos espiões para ver. Eles podem usar cinco dos cavalos que sobraram. Se acontecer alguma coisa com eles, não será pior que se ficarem aqui e morrerem com o restante de nós”.

14 Assim, prepararam dois carros de guerra com cavalos, e o rei enviou espiões para ver o que havia acontecido ao acampamento sírio.

15 Foram até o rio Jordão, seguindo o rastro de roupas e equipamentos que os sírios tinham abandonado em sua fuga desesperada. Os espiões voltaram e contaram tudo ao rei.

16 Então o povo correu e saqueou o acampamento sírio. E, de fato, naquele dia seis litros de farinha fina foram vendidos por apenas doze gramas de prata, e doze litros de cevada também foram vendidos por apenas doze gramas de prata, como o SENHOR tinha dito.

17 O rei colocou o oficial que o auxiliava para controlar o movimento à porta da cidade, mas ele foi derrubado, pisoteado e morto quando a multidão correu para fora. Tudo aconteceu, portanto, conforme o homem de Deus tinha dito quando o rei foi à sua casa.

18 O homem de Deus tinha dito ao rei: “Amanhã a esta hora, na porta de Samaria, seis litros de farinha fina custarão apenas doze gramas de prata, e doze litros de cevada também custarão apenas doze gramas de prata”.

19 O oficial do rei havia respondido: “Ainda que o SENHOR abrisse as janelas do céu, isso não poderia acontecer!”. E o homem de Deus tinha dito: “Você verá com os próprios olhos, mas não comerá coisa alguma!”.

20 E assim aconteceu, pois ele foi pisoteado pelo povo à porta da cidade e morreu.

Leitura do Dia - 29/04/2026 — 2º Reis 3 a 4

2 Reis 3

1 Jorão, filho de Acabe, começou a reinar em Israel no décimo oitavo ano do reinado de Josafá, rei de Judá. Reinou em Samaria por doze anos.

2 Fez o que era mau aos olhos do SENHOR, mas não tanto quanto seu pai e sua mãe. Pelo menos derrubou a coluna sagrada de Baal que seu pai havia levantado.

3 Contudo, persistiu nos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, havia cometido e levado o povo de Israel a cometer.

4 Messa, rei de Moabe, era criador de ovelhas. Costumava pagar ao rei de Israel um tributo anual de cem mil cordeiros e a lã de cem mil carneiros.

5 Depois da morte de Acabe, porém, o rei de Moabe se rebelou contra o rei de Israel.

6 Então, sem demora, o rei Jorão partiu de Samaria e reuniu o exército de Israel.

7 No caminho, enviou esta mensagem a Josafá, rei de Judá: “O rei de Moabe se rebelou contra mim. Você sairá comigo para batalhar contra ele?”. Josafá respondeu: “Claro que sim! Meus soldados são seus soldados, e meus cavalos são seus cavalos”.

8 E perguntou: “Que caminho vamos tomar?”. “Vamos atacar pelo deserto de Edom”, respondeu o rei de Israel.

9 O rei de Edom e seus soldados se uniram ao rei de Israel e ao rei de Judá, e os três exércitos seguiram pelo caminho. Depois que andaram sete dias pelo deserto, já não havia água para os homens nem para os animais.

10 “O que vamos fazer?”, exclamou o rei de Israel. “Será que o SENHOR trouxe os três reis até aqui só para permitir que o rei de Moabe nos derrote?”

11 Então Josafá perguntou: “Não há aqui um profeta do SENHOR? Se houver, podemos consultar o SENHOR por meio dele”. Um dos oficiais do rei de Israel respondeu: “Eliseu, filho de Safate, está aqui. Ele era o ajudante de Elias”.

12 “Sim, o SENHOR fala por meio dele”, disse Josafá. Então o rei de Israel, Josafá, o rei de Judá, e o rei de Edom foram consultar Eliseu.

13 “Por que veio me procurar?”, perguntou Eliseu ao rei de Israel. “Vá consultar os profetas idólatras de seu pai e de sua mãe!” O rei de Israel, porém, disse: “Vim procurá-lo porque foi o SENHOR que chamou esses três reis só para entregá-los nas mãos do rei de Moabe!”.

14 Eliseu respondeu: “Tão certo como vive o SENHOR dos Exércitos, a quem sirvo, eu não lhe daria atenção alguma se não fosse por respeito a Josafá, rei de Judá.

15 Agora, tragam-me alguém que saiba tocar harpa”. Enquanto o músico tocava, a mão do SENHOR veio sobre Eliseu,

16 e ele disse: “Assim diz o SENHOR: ‘Este vale seco se encherá de poços de água!’.

17 Pois assim diz o SENHOR: ‘Vocês não verão vento nem chuva, mas o vale se encherá de água. Terão o suficiente para vocês, seus rebanhos e outros animais’.

18 E, como se isso não bastasse, o SENHOR ainda entregará o exército de Moabe em suas mãos!

19 Vocês conquistarão as melhores cidades deles, até mesmo as fortificadas. Cortarão as árvores frutíferas, taparão todas as fontes e entulharão com pedras as terras de plantio”.

20 No dia seguinte, por volta da hora em que se oferecia o sacrifício da manhã, começou a aparecer água, descendo desde Edom, e, em pouco tempo, havia água por toda parte.

21 Enquanto isso, o povo de Moabe soube que os três exércitos marchavam contra eles, e todos os homens com idade suficiente para lutar foram convocados e se posicionaram ao longo da fronteira.

22 Quando se levantaram na manhã seguinte, o sol brilhava sobre a água. Para os moabitas, ela parecia vermelha como sangue.

23 “É sangue!”, exclamaram. “Os três exércitos atacaram uns aos outros e se mataram! Venha, povo de Moabe, vamos tomar os despojos!”

24 Mas, quando os moabitas chegaram ao acampamento de Israel, o exército israelita se levantou e os atacou até que deram meia-volta e fugiram. Os israelitas os perseguiram até Moabe, avançando pelo território e derrotando Moabe definitivamente.

25 Arrasaram as cidades, entulharam com pedras as terras de plantio, taparam as fontes de água e cortaram as árvores frutíferas. Por fim, só restou Quir-Haresete com suas muralhas de pedra, mas atiradores com fundas a cercaram e a atacaram.

26 Quando o rei de Moabe percebeu que estava perdendo a batalha, liderou setecentos homens com espadas, numa tentativa de romper as linhas inimigas próximas do rei de Edom, mas fracassou.

27 Então o rei de Moabe pegou seu filho mais velho, que devia sucedê-lo, e o ofereceu como holocausto sobre o muro da cidade. Por isso, houve grande ira contra Israel, e os israelitas se retiraram e voltaram para sua terra.

2 Reis 4

1 Certo dia, a viúva de um dos membros do grupo de profetas foi pedir ajuda a Eliseu: “Meu marido, que o servia, morreu, e o senhor sabe como ele temia o SENHOR. Agora, veio um credor que ameaça levar meus dois filhos como escravos”.

2 “O que posso fazer para ajudá-la?”, perguntou Eliseu. “Diga-me, o que você tem em casa?” “Não tenho nada, exceto uma vasilha de azeite”, respondeu ela.

3 Então Eliseu disse: “Tome emprestadas muitas vasilhas de seus amigos e vizinhos, quantas conseguir.

4 Depois, entre em casa com seus filhos e feche a porta. Derrame nas vasilhas o azeite que você tem e separe-as quando estiverem cheias”.

5 A viúva seguiu as instruções de Eliseu. Seus filhos traziam vasilhas, e ela as enchia.

6 Logo, todas estavam cheias até a borda. “Traga mais uma vasilha”, disse ela a um dos filhos. “Acabaram as vasilhas!”, respondeu ele. E o azeite parou de correr.

7 Quando ela contou ao homem de Deus o que havia acontecido, ele lhe disse: “Agora venda o azeite e pague suas dívidas. Você e seus filhos poderão viver do que sobrar”.

8 Certo dia, Eliseu foi à cidade de Suném. Uma mulher rica que morava na cidade o convidou para fazer uma refeição em sua casa. Depois disso, sempre que ele passava por lá, parava na casa dela para comer.

9 A mulher disse ao marido: “Sem dúvida esse homem que sempre passa por aqui é um santo homem de Deus.

10 Vamos construir um quartinho para ele no terraço e mobiliá-lo com uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lâmpada. Assim, quando ele passar por aqui, terá um lugar para ficar”.

11 Um dia, Eliseu voltou a Suném e subiu ao quarto para descansar.

12 Disse a seu servo, Geazi: “Chame a sunamita”. Quando ela veio,

13 Eliseu disse a Geazi: “Diga-lhe: ‘Somos gratos por sua bondade e seu cuidado conosco. O que podemos fazer por você? Podemos falar em seu favor ao rei ou ao comandante do exército?’”. “Não”, respondeu ela. “Minha família cuida bem de mim.”

14 Mais tarde, Eliseu perguntou a Geazi: “O que podemos fazer por ela?”. Geazi respondeu: “Ela não tem filhos, e o marido é idoso”.

15 “Chame-a de novo”, disse Eliseu. A mulher voltou e, enquanto ela estava à porta do quarto,

16 Eliseu lhe disse: “Ano que vem, por esta época, você estará com um filho nos braços!”. “Não, meu senhor!”, exclamou ela. “Por favor, homem de Deus, não me dê falsas esperanças.”

17 Mas, de fato, a mulher ficou grávida. No ano seguinte, naquela mesma época, teve um filho, como Eliseu tinha dito.

18 Certo dia, quando o menino estava mais crescido, saiu para acompanhar o pai, que estava no campo com os ceifeiros.

19 De repente, o menino gritou: “Ai! Que dor de cabeça!”. Seu pai disse a um dos servos: “Leve-o para casa, para a mãe dele”.

20 O servo levou o menino para casa, e a mãe o segurou no colo. Mas, por volta de meio-dia, ele morreu.

21 Ela o carregou para cima e o deitou na cama do homem de Deus; fechou a porta e o deixou ali.

22 Então enviou um recado para o marido: “Mande um dos servos e uma jumenta, para que eu vá depressa falar com o homem de Deus e volte em seguida”.

23 “Por que hoje?”, perguntou ele. “Não é a festa da lua nova nem sábado.” Ela, porém, respondeu: “Não se preocupe”.

24 Então ela mandou selar a jumenta e disse ao servo: “Rápido! Só diminua o passo quando eu mandar”.

25 E partiu para encontrar-se com o homem de Deus no monte Carmelo. Quando ele a viu a distância, disse a Geazi: “Olhe! Lá vem a sunamita!

26 Corra ao seu encontro e pergunte: ‘Está tudo bem com a senhora, com seu marido e com seu filho?’”. A mulher respondeu: “Sim, está tudo bem”.

27 Mas, quando ela chegou ao homem de Deus no monte, abraçou os pés dele. Geazi quis afastá-la, mas o homem de Deus disse: “Deixe-a em paz. Ela está profundamente angustiada, mas o SENHOR não me revelou o motivo”.

28 Então a mulher disse: “Acaso eu lhe pedi um filho, meu senhor? Não lhe disse que não me desse falsas esperanças?”.

29 Eliseu disse a Geazi: “Prepare-se para viajar; pegue meu cajado e vá! Não cumprimente ninguém pelo caminho. Quando chegar, coloque o cajado sobre o rosto do menino”.

30 Mas a mãe do menino disse: “Tão certo como vive o SENHOR, e tão certo como a sua própria vida, não voltarei para casa se o senhor não for comigo”. Então Eliseu voltou com ela.

31 Geazi foi à frente e pôs o cajado sobre o rosto do menino, mas não aconteceu nada. Não havia sinal de vida. Geazi voltou para encontrar-se com Eliseu e lhe disse: “O menino ainda não despertou”.

32 De fato, quando Eliseu chegou, o menino estava morto, deitado em sua cama.

33 Eliseu entrou sozinho no quarto, fechou a porta e orou ao SENHOR.

34 Depois, deitou-se sobre o corpo do menino e colocou sua boca sobre a dele, seus olhos sobre os dele e suas mãos sobre as dele. E, enquanto se estendia sobre ele, o corpo do menino começou a se aquecer.

35 Eliseu se levantou, andou de um lado para o outro no quarto e, em seguida, se estendeu novamente sobre ele. Dessa vez, o menino espirrou sete vezes e abriu os olhos.

36 Eliseu chamou Geazi e lhe disse: “Chame a sunamita!”. Quando ela entrou, Eliseu disse: “Aqui está seu filho”.

37 Ela caiu aos pés do profeta e se curvou diante dele. Então pegou o filho e saiu.

38 Eliseu voltou a Gilgal, onde havia fome na terra. Certo dia, quando o grupo de profetas estava sentado diante dele, ordenou a seu servo: “Ponha no fogo uma panela grande e faça um ensopado para o resto do grupo”.

39 Um dos profetas foi ao campo apanhar ervas. Encontrou uma trepadeira do campo e voltou trazendo frutos silvestres em sua capa. Cortou os frutos em pedaços e os colocou na panela, sem saber exatamente o que eram.

40 O ensopado foi servido aos homens, mas, assim que provaram alguns bocados, gritaram: “Homem de Deus, há veneno neste ensopado!”. E não puderam comê-lo.

41 Eliseu disse: “Tragam-me um pouco de farinha”. Jogou a farinha na panela e disse: “Agora podem comer”. E o ensopado não lhes fez mal.

42 Outro dia, um homem de Baal-Salisa trouxe comida para o homem de Deus, vinte pães de cevada feitos dos primeiros grãos da colheita e também grãos frescos. Eliseu disse: “Distribua entre o povo para que comam”.

43 “Como vamos alimentar cem pessoas só com isso?”, perguntou seu servo. Mas Eliseu repetiu: “Distribua entre o povo para que comam, pois assim diz o SENHOR: ‘Todos comerão e ainda sobrará!’”.

44 E, quando distribuíram o alimento, houve suficiente para todos e ainda sobrou, como o SENHOR tinha dito.

Leitura do Dia - 28/04/2026 — 2º Reis 1 a 2

2 Reis 1

1 Depois da morte do rei Acabe, a terra de Moabe se rebelou contra Israel.

2 Certo dia, Acazias caiu pela grade de um cômodo no terraço de seu palácio em Samaria e ficou gravemente ferido. Ele enviou mensageiros ao templo de Baal-Zebube, deus de Ecrom, para saber se iria se recuperar.

3 O anjo do SENHOR, porém, disse a Elias, de Tisbe: “Vá ao encontro dos mensageiros do rei de Samaria e diga-lhes: ‘Acaso não há Deus em Israel? Por que vão consultar Baal-Zebube, o deus de Ecrom?

4 Por isso, assim diz o SENHOR: Você nunca mais se levantará da cama onde está; certamente morrerá!’”. Então Elias partiu.

5 Quando os mensageiros voltaram ao rei, ele lhes perguntou: “Por que voltaram tão depressa?”.

6 Eles responderam: “Um homem veio ao nosso encontro e nos instruiu a voltarmos ao rei e lhe darmos esta mensagem: ‘Assim diz o SENHOR: Acaso não há Deus em Israel? Por que enviou seus homens para consultar Baal-Zebube, o deus de Ecrom? Por isso, nunca mais se levantará da cama onde está; certamente morrerá’”.

7 “Como era o homem que lhes anunciou essa mensagem?”, perguntou o rei.

8 Eles responderam: “Vestia roupas feitas de pelos e usava um cinto de couro”. “Era Elias, de Tisbe!”, exclamou o rei.

9 Em seguida, enviou um capitão de seu exército com cinquenta soldados para prender Elias. Eles o encontraram sentado no alto de um monte. O capitão lhe disse: “Homem de Deus, o rei ordena que você desça conosco”.

10 Elias respondeu ao capitão: “Se sou homem de Deus, que desça fogo do céu e destrua você e seus cinquenta soldados!”. Então desceu fogo do céu e matou todos eles.

11 O rei enviou outro capitão com cinquenta soldados. O capitão disse a Elias: “Homem de Deus, o rei ordena que você desça imediatamente”.

12 Elias, porém, respondeu: “Se sou homem de Deus, que desça fogo do céu e destrua você e seus cinquenta soldados!”. Novamente desceu fogo do céu e matou todos eles.

13 Pela terceira vez, o rei enviou um capitão com cinquenta soldados. Esse capitão, porém, subiu o monte todo, ajoelhou-se diante de Elias e implorou: “Ó homem de Deus, por favor, poupe minha vida e a vida destes seus cinquenta servos.

14 Sabemos que desceu fogo do céu e destruiu os outros dois capitães e seus grupos de soldados. Mas, agora, peço que poupe minha vida!”.

15 Então o anjo do SENHOR disse a Elias: “Desça com ele e não tenha medo”. Assim, Elias se levantou, desceu e foi falar com o rei.

16 Elias disse ao rei: “Assim diz o SENHOR: Por que enviou mensageiros para consultar Baal-Zebube, o deus de Ecrom? Acaso não há Deus em Israel? Por isso, você nunca mais se levantará da cama onde está; certamente morrerá”.

17 Então Acazias morreu, conforme o SENHOR havia anunciado por meio de Elias. Acazias não tinha nenhum filho para reinar em seu lugar, de modo que seu irmão Jorão foi seu sucessor. Isso aconteceu no segundo ano do reinado de Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá.

18 Os demais acontecimentos do reinado de Acazias e tudo que ele fez estão registrados no Livro da História dos Reis de Isr.

2 Reis 2

1 Quando o SENHOR estava para levar Elias ao céu num redemoinho, Elias e Eliseu partiram de Gilgal.

2 No caminho, Elias disse a Eliseu: “Fique aqui, pois o SENHOR me mandou ir a Betel”. Eliseu, porém, respondeu: “Tão certo como vive o SENHOR, e tão certo como a sua própria vida, não o deixarei!”. E desceram juntos a Betel.

3 O grupo de profetas de Betel foi ao encontro de Eliseu e lhe perguntou: “Você sabe que o SENHOR levará seu mestre hoje?”. “Sim, eu sei”, respondeu Eliseu. “Mas não falem sobre isso.”

4 Então Elias disse a Eliseu: “Fique aqui, pois o SENHOR me mandou ir a Jericó”. Mas Eliseu respondeu novamente: “Tão certo como vive o SENHOR, e tão certo como a sua própria vida, não o deixarei”. E foram juntos a Jericó.

5 O grupo de profetas de Jericó foi ao encontro de Eliseu e lhe perguntou: “Você sabe que o SENHOR levará seu mestre hoje?”. “Sim, eu sei”, respondeu Eliseu. “Mas não falem sobre isso.”

6 Então Elias disse a Eliseu: “Fique aqui, pois o SENHOR me mandou ir ao rio Jordão”. Mais uma vez, porém, Eliseu respondeu: “Tão certo como vive o SENHOR, e tão certo como a sua própria vida, não o deixarei”. E seguiram juntos pelo caminho.

7 Cinquenta homens do grupo de profetas também foram e observaram de longe quando Elias e Eliseu pararam junto ao rio Jordão.

8 Elias dobrou seu manto e bateu com ele nas águas. O rio se abriu, e os dois atravessaram em terra seca.

9 Quando chegaram à outra margem, Elias disse a Eliseu: “Diga-me, o que posso fazer por você antes de ser levado embora?”. Eliseu respondeu: “Peço-lhe que eu receba uma porção dobrada do seu espírito e me torne seu sucessor”.

10 Elias respondeu: “O que você pediu é uma tarefa difícil, mas, se me vir quando eu for separado de você, receberá o que pediu; caso contrário, não será atendido”.

11 De repente, enquanto caminhavam e conversavam, surgiu uma carruagem de fogo, puxada por cavalos de fogo. Passou entre os dois e os separou, e Elias foi levado para o céu num redemoinho.

12 Eliseu viu isso e gritou: “Meu pai, meu pai! Você era como os carros de guerra de Israel e seus cavaleiros!”. E, quando ele sumiu de vista, Eliseu rasgou as roupas ao meio.

13 Em seguida, pegou o manto de Elias, que tinha caído, e voltou à margem do Jordão.

14 Bateu nas águas com o manto e gritou: “Onde está o SENHOR, o Deus de Elias?”. Então o rio se dividiu, e Eliseu o atravessou.

15 Quando os membros do grupo de profetas de Jericó viram o que havia acontecido, exclamaram: “O espírito de Elias repousa sobre Eliseu!”. Então foram encontrar-se com Eliseu e se curvaram com o rosto no chão diante dele.

16 Disseram: “Nós, seus servos, temos cinquenta homens corajosos que podem procurar seu mestre no deserto. Talvez o Espírito do SENHOR o tenha deixado em algum monte ou em algum vale”. “Não enviem ninguém”, disse Eliseu.

17 Mas insistiram tanto que, por fim, constrangido, ele consentiu: “Está bem, enviem os homens”. Os cinquenta homens procuraram por três dias, mas não encontraram Elias.

18 Eliseu ainda estava em Jericó quando eles voltaram, e disse: “Não lhes falei que não fossem?”.

19 Certo dia, alguns moradores de Jericó disseram a Eliseu: “Temos um problema, meu senhor. A cidade está situada numa boa região, como o senhor pode ver. Contudo, a água não é boa, e a terra é improdutiva”.

20 Eliseu disse: “Tragam-me uma tigela nova cheia de sal”, e fizeram o que ele pediu.

21 Eliseu foi à nascente que abastecia a cidade com água e jogou ali o sal. Disse ele: “Assim diz o SENHOR: ‘Purifiquei esta água. Ela não causará mais morte nem tornará a terra improdutiva’”.

22 E, desde então, a água permanece pura, conforme a palavra de Eliseu.

23 Eliseu saiu dali e foi a Betel. Enquanto subia pelo caminho, um grupo de adolescentes da cidade começou a zombar dele. “Vá embora, careca! Vá embora, careca!”, gritavam.

24 Eliseu se voltou para trás, olhou para eles e os amaldiçoou em nome do SENHOR. Então duas ursas saíram do bosque e despedaçaram 42 adolescentes.

25 Dali Eliseu foi para o monte Carmelo e, por fim, voltou a Samaria.

Leitura do Dia - 27/04/2026 — 1º Reis 20 a 22

1 Reis 20

1 Por esse tempo, Ben-Hadade, rei da Síria, mobilizou seu exército com o apoio de 32 reis aliados e seus carros de guerra e cavalos. Eles cercaram Samaria e a atacaram.

2 Ben-Hadade enviou mensageiros à cidade para dizer a Acabe, rei de Israel: “Assim diz Ben-Hadade:

3 ‘Sua prata e seu ouro são meus, bem como suas esposas e os melhores de seus filhos’”.

4 “Está bem, ó meu senhor, o rei”, respondeu o rei de Israel. “Tudo que tenho é seu.”

5 Pouco depois, os mensageiros voltaram e disseram: “Assim diz Ben-Hadade: ‘Já exigi que entregasse sua prata, seu ouro, suas esposas e seus filhos.

6 Mas amanhã, a esta hora, enviarei meus oficiais para vasculharem seu palácio e as casas de seus oficiais e tomarem tudo que considerarem de valor’”.

7 Então Acabe convocou todas as autoridades de Israel e lhes disse: “Vejam como esse homem quer nossa desgraça! Já concordei em lhe entregar minhas esposas, meus filhos, minha prata e meu ouro!”.

8 “Não ceda a nenhuma outra exigência!”, aconselharam as autoridades e o povo.

9 Portanto, Acabe respondeu aos mensageiros de Ben-Hadade: “Digam ao meu senhor, o rei: ‘Eu lhe darei tudo que pediu da primeira vez, mas não posso aceitar sua última exigência’”. Os mensageiros voltaram a Ben-Hadade com essa resposta.

10 Então Ben-Hadade enviou a seguinte mensagem a Acabe: “Que os deuses me castiguem severamente se restar pó suficiente de Samaria para dar um punhado a cada um de meus soldados!”.

11 O rei de Israel respondeu: “O guerreiro que se arma com sua espada para lutar não deve se vangloriar como o guerreiro que já venceu”.

12 A resposta de Acabe chegou a Ben-Hadade e aos outros reis quando bebiam em suas tendas. “Preparem-se para atacar!”, ordenou Ben-Hadade a seus oficiais. E eles se prepararam para atacar a cidade.

13 Enquanto isso, um profeta foi a Acabe, rei de Israel, e lhe disse: “Assim diz o SENHOR: ‘Está vendo esse enorme exército inimigo? Hoje eu o entregarei em suas mãos. Com isso, você saberá que eu sou o SENHOR’”.

14 Acabe perguntou: “Por meio de quem ele fará isso acontecer?”. O profeta respondeu: “Assim diz o SENHOR: ‘Os soldados dos comandantes das províncias o farão’”. “Devemos atacar primeiro?”, perguntou Acabe. “Sim”, respondeu o profeta.

15 Então Acabe convocou os 232 soldados dos comandantes das províncias. Em seguida, reuniu o restante do exército de Israel, cerca de sete mil homens.

16 Por volta do meio-dia, quando Ben-Hadade e os 32 reis aliados ainda estavam em suas tendas, bebendo até ficarem bêbados,

17 o primeiro contingente, formado pelos soldados dos comandantes das províncias, saiu da cidade. Quando eles se aproximavam, os espiões de Ben-Hadade o avisaram: “Há alguns soldados vindo de Samaria”.

18 Ele ordenou: “Quer tenham vindo em paz, quer para guerrear, tragam esses soldados com vida!”.

19 Os soldados dos comandantes das províncias de Acabe e todo o exército haviam saído para lutar.

20 Cada soldado israelita matou seu adversário sírio e, de repente, todo o exército sírio fugiu. Os israelitas os perseguiram, mas o rei Ben-Hadade e alguns dos cavaleiros fugiram a cavalo.

21 O rei de Israel destruiu os outros cavalos e carros de guerra e massacrou os sírios.

22 Depois disso, o profeta disse ao rei Acabe: “Prepare-se para outro ataque. Comece a planejar desde já, pois o rei da Síria voltará na virada do ano”.

23 Depois da derrota, os oficiais de Ben-Hadade lhe disseram: “Os deuses israelitas são deuses dos montes; por isso venceram. Mas podemos derrotá-los com facilidade nas planícies.

24 Desta vez, porém, substitua os reis por outros comandantes.

25 Reúna outro exército como o que o senhor perdeu. Dê-nos o mesmo número de cavalos e carros de guerra, e lutaremos contra os israelitas nas planícies. Certamente os derrotaremos!”. O rei Ben-Hadade fez conforme aconselharam.

26 Na virada do ano, convocou o exército sírio e marchou novamente contra Israel, dessa vez em Afeque.

27 Israel reuniu seu exército, organizou linhas de abastecimento e saiu para lutar. Mas, em comparação com o enorme exército sírio que cobria todo o campo, os israelitas pareciam dois pequenos rebanhos de cabras.

28 O homem de Deus foi ao rei de Israel e lhe disse: “Assim diz o SENHOR: ‘Os sírios pensam que o SENHOR é um deus dos montes, e não das planícies. Por isso, entregarei todo o enorme exército sírio em suas mãos. Então vocês saberão que eu sou o SENHOR’”.

29 Os dois exércitos acamparam um de frente para o outro durante sete dias e, no sétimo dia, a batalha começou. Os israelitas mataram cem mil soldados de infantaria dos sírios em um só dia.

30 O restante fugiu para a cidade de Afeque, mas o muro caiu sobre eles e matou mais 27 mil. Ben-Hadade fugiu para a cidade e se escondeu num quarto secreto.

31 Os oficiais de Ben-Hadade lhe disseram: “Senhor, ouvimos que os reis de Israel são misericordiosos. Vamos nos humilhar, usar panos de saco na cintura e cordas na cabeça e nos render ao rei de Israel. Talvez ele deixe o senhor viver”.

32 Então vestiram panos de saco e cordas, foram ao rei de Israel e suplicaram: “Seu servo Ben-Hadade diz: ‘Peço que me deixe viver!’”. O rei de Israel respondeu: “Ele ainda está vivo? Ele é meu irmão!”.

33 Os homens interpretaram isso como um bom sinal e, aproveitando essas palavras, responderam: “Sim, seu irmão Ben-Hadade!”. “Vão buscá-lo”, disse o rei de Israel. E, quando Ben-Hadade chegou, Acabe o convidou para subir em sua carruagem.

34 Ben-Hadade lhe disse: “Devolverei as cidades que meu pai tomou de seu pai, e você poderá estabelecer centros de comércio em Damasco, como meu pai fez em Samaria”. Acabe disse: “Sob essas condições, eu o libertarei”. Então os dois fizeram um acordo, e Ben-Hadade foi liberto.

35 Enquanto isso, o SENHOR instruiu um dos membros de um grupo de profetas a dizer a outro: “Dê um soco em mim!”, mas o homem se recusou a fazê-lo.

36 Então o profeta lhe disse: “Como você não obedeceu à voz do SENHOR, um leão o matará assim que você sair daqui”. E, quando ele partiu, um leão o atacou e o matou.

37 Em seguida, o profeta se dirigiu a outro homem e disse: “Dê um soco em mim!”. O homem deu um soco no profeta e o feriu.

38 O profeta colocou uma faixa de pano sobre os olhos para se disfarçar e esperou pelo rei junto à estrada.

39 Quando o rei ia passando, o profeta gritou: “Eu, seu servo, estava no meio da batalha acirrada quando, de repente, alguém me trouxe um prisioneiro e disse: ‘Vigie este homem. Se ele escapar, você morrerá ou pagará uma multa de 35 quilos de prata!’.

40 Contudo, enquanto eu estava ocupado fazendo outra coisa, o prisioneiro desapareceu”. “A culpa é sua”, respondeu o rei. “Você mesmo pronunciou sua condenação.”

41 Então, sem demora, o profeta tirou a faixa dos olhos, e o rei de Israel reconheceu que era um dos profetas.

42 O profeta lhe disse: “Assim diz o SENHOR: ‘Uma vez que você poupou o homem que eu havia ordenado que fosse destruído, você deve morrer em lugar dele, e seu povo, em lugar do povo dele’”.

43 O rei de Israel foi para casa, em Samaria, indignado e aborrecido.

1 Reis 21

1 Naquela época, um homem chamado Nabote, de Jezreel, possuía um vinhedo que ficava ao lado do palácio de Acabe, rei de Samaria.

2 Certo dia, Acabe disse a Nabote: “Como sua videira fica tão próxima do meu palácio, quero comprá-la para fazer uma horta. Em troca, darei a você uma videira melhor, ou, se preferir, pagarei o valor em dinheiro”.

3 Nabote, porém, respondeu: “O SENHOR me livre de lhe entregar a herança que recebi de meus antepassados!”.

4 Então Acabe foi para casa indignado e aborrecido por causa da resposta de Nabote. O rei foi deitar-se, virou o rosto e não quis comer.

5 “Qual é o problema?”, perguntou sua esposa Jezabel. “Por que você está tão aborrecido que nem quer comer?”

6 Acabe respondeu: “Pedi a Nabote, de Jezreel, que me vendesse sua videira ou que a trocasse por outra, mas ele não quis”.

7 “Afinal, você é o rei de Israel ou não é?”, disse Jezabel. “Levante-se e coma alguma coisa, e não se preocupe com isso. Conseguirei para você a videira de Nabote.”

8 Então ela escreveu cartas em nome de Acabe, selou-as com o selo do rei e as enviou para as autoridades e outros líderes da cidade onde Nabote morava.

9 Nas cartas, ela ordenava: “Reúnam os habitantes da cidade para jejuar e coloquem Nabote num lugar onde todos possam vê-lo.

10 Mandem sentar-se em frente dele dois homens de mau caráter que o acusem de amaldiçoar a Deus e o rei. Depois, levem-no para fora e matem-no por apedrejamento”.

11 As autoridades e os outros líderes da cidade seguiram as instruções dadas por Jezabel em suas cartas.

12 Convocaram os habitantes da cidade para um jejum e colocaram Nabote num lugar onde todos podiam vê-lo.

13 Então dois homens de mau caráter vieram, sentaram-se de frente para ele e o acusaram diante de todo o povo, dizendo: “Ele amaldiçoou a Deus e o rei!”. Em seguida, foi arrastado para fora da cidade e morto por apedrejamento.

14 Os líderes da cidade mandaram avisar Jezabel: “Nabote foi apedrejado e está morto”.

15 Quando Jezabel ouviu a notícia, disse a Acabe: “Lembra-se da videira que Nabote se recusou a vender? Agora você pode ficar com ela. Nabote está morto”.

16 Acabe desceu de imediato à videira de Nabote para tomar posse dela.

17 Contudo, o SENHOR disse a Elias, de Tisbe:

18 “Vá encontrar-se com Acabe, rei de Israel, que governa em Samaria. Ele estará na videira de Nabote, para tomar posse dela.

19 Transmita-lhe esta mensagem: ‘Assim diz o SENHOR: Não foi suficiente para você matar Nabote? Era preciso que também roubasse a propriedade dele? Por causa do que você fez, os cães lamberão seu sangue no mesmo lugar onde lamberam o sangue de Nabote’”.

20 “Quer dizer que você me encontrou, meu inimigo!”, disse Acabe a Elias. “Sim”, respondeu Elias. “Vim porque você se vendeu para fazer o que é mau aos olhos do SENHOR.

21 Agora o SENHOR diz: ‘Trarei desgraça sobre você e o exterminarei, e destruirei todos os seus descendentes do sexo masculino em Israel, tanto escravos como livres.

22 Acabarei com sua família como fiz com a família de Jeroboão, filho de Nebate, e com a família de Baasa, filho de Aías, pois você provocou minha ira e levou Israel a pecar’.

23 “E quanto a Jezabel, o SENHOR diz: ‘Cães devorarão o corpo de Jezabel no campo em Jezreel’.

24 “Os membros da família de Acabe que morrerem na cidade serão comidos pelos cães, e os que morrerem no campo serão comidos pelos abutres.”

25 Não houve ninguém que tenha se vendido tão completamente para fazer o que é mau aos olhos do SENHOR como Acabe, influenciado por sua esposa Jezabel.

26 Sua prática mais repugnante foi adorar ídolos como haviam feito os amorreus, povo que o SENHOR tinha expulsado de diante dos israelitas.

27 Quando Acabe ouviu essa mensagem, rasgou suas roupas, vestiu-se de pano de saco e jejuou. Passou a dormir em cima de panos de saco e a andar cabisbaixo.

28 Então Elias, de Tisbe, recebeu outra mensagem do SENHOR: “Vê como Acabe se humilhou diante de mim? Por isso, não trarei calamidade durante sua vida. Farei cair a calamidade sobre os filhos dele; destruirei sua dinastia”.

1 Reis 22

1 Durante três anos, não houve guerra entre a Síria e Israel.

2 No terceiro ano, porém, Josafá, rei de Judá, foi visitar o rei de Israel.

3 Durante a visita, o rei de Israel disse a seus oficiais: “Não sabem que a cidade de Ramote-Gileade nos pertence? E, no entanto, não fizemos coisa alguma para retomá-la do rei da Síria!”.

4 Então se voltou para Josafá e perguntou: “Você se juntará a mim na batalha para reconquistar Ramote-Gileade?”. Josafá respondeu ao rei de Israel: “Claro que sim! Você e eu somos como um só. Meus soldados são seus soldados, e meus cavalos são seus cavalos”.

5 E acrescentou: “Antes, porém, consulte o SENHOR”.

6 Então o rei de Israel convocou os profetas, cerca de quatrocentos no total, e lhes perguntou: “Devo ir à guerra contra Ramote-Gileade ou não?”. Todos eles responderam: “Sim, deve! O Senhor entregará o inimigo nas mãos do rei”.

7 Josafá, porém, perguntou: “Acaso não há aqui um profeta do SENHOR? Devemos consultá-lo também”.

8 O rei de Israel respondeu a Josafá: “Há mais um homem que pode consultar o SENHOR para nós, mas eu o odeio, pois nunca profetiza nada de bom a meu respeito, só coisas ruins! Chama-se Micaías, filho de Inlá”. “O rei não devia falar assim”, respondeu Josafá.

9 Então o rei de Israel chamou um de seus oficiais e disse: “Traga Micaías, filho de Inlá. Rápido!”.

10 Vestidos com seus trajes reais, o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, estavam sentados cada um em seu trono na eira, junto à porta de Samaria. Todos os profetas estavam profetizando diante deles.

11 Um dos profetas, Zedequias, filho de Quenaaná, fez chifres de ferro e declarou: “Assim diz o SENHOR: ‘Com estes chifres o rei ferirá os sírios até a morte!’”.

12 Todos os outros profetas concordaram, dizendo: “Sim, suba a Ramote-Gileade e seja vitorioso, pois o SENHOR a entregará nas mãos do rei!”.

13 Enquanto isso, o mensageiro que foi buscar Micaías lhe disse: “Veja, todos os profetas prometem vitória para o rei. Concorde com eles e também prometa sucesso”.

14 Micaías, porém, respondeu: “Tão certo como vive o SENHOR, direi apenas o que o SENHOR ordenar”.

15 Quando Micaías chegou, o rei lhe perguntou: “Micaías, devemos ir à guerra contra Ramote-Gileade ou não?”. Micaías respondeu: “Sim, suba e será vitorioso, pois o SENHOR a entregará nas mãos do rei!”.

16 Mas o rei disse: “Quantas vezes preciso exigir que diga somente a verdade quando falar em nome do SENHOR?”.

17 Então Micaías respondeu: “Vi todo o Israel espalhado pelos montes, como ovelhas sem pastor. E o SENHOR disse: ‘Seu líder foi morto. Mande-os para casa em paz’”.

18 O rei de Israel disse a Josafá: “Não falei? Ele nunca profetiza nada de bom a meu respeito, mas somente coisas ruins”.

19 Micaías prosseguiu: “Ouça o que o SENHOR diz! Vi o SENHOR sentado em seu trono, com todo o exército do céu ao redor, à sua direita e à sua esquerda.

20 E o SENHOR perguntou: ‘Quem enganará Acabe para que vá à guerra contra Ramote-Gileade e seja morto ali?’. “Houve muitas sugestões,

21 até que, por fim, um espírito se aproximou do SENHOR e disse: ‘Eu o enganarei!’.

22 “‘De que maneira?’, perguntou o SENHOR. “E o espírito respondeu: ‘Sairei e porei um espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas’. “O SENHOR disse: ‘Você conseguirá enganá-lo!’.

23 “Como vê, o SENHOR pôs um espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas, pois o SENHOR decretou sua desgraça”.

24 Então Zedequias, filho de Quenaaná, se aproximou de Micaías e lhe deu uma bofetada. “Como foi que o Espírito do SENHOR me deixou para falar com você?”, perguntou ele.

25 Micaías respondeu: “Você descobrirá em breve, quando tentar se esconder em algum quarto secreto!”.

26 Então o rei de Israel ordenou: “Prendam Micaías e levem-no de volta a Amom, governador da cidade, e a meu filho Joás,

27 com a seguinte ordem: ‘Ponham este homem na prisão e deem-lhe apenas pão e água até que eu volte da batalha em segurança!’”.

28 Micaías, porém, respondeu: “Se voltar em segurança, significará que o SENHOR não falou por meu intermédio!”. E acrescentou aos que estavam ao redor: “Todos vocês, prestem atenção às minhas palavras!”.

29 Então o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, levaram seus exércitos para atacar Ramote-Gileade.

30 O rei de Israel disse a Josafá: “Quando entrarmos no combate, usarei um disfarce para que ninguém me reconheça, mas você vestirá seus trajes reais”. O rei de Israel se disfarçou, e os dois foram à batalha.

31 Enquanto isso, o rei da Síria tinha dado as seguintes ordens aos 32 comandantes dos carros de guerra: “Ataquem somente o rei de Israel. Não lutem contra ninguém mais!”.

32 Quando os comandantes dos carros de guerra sírios viram Josafá em seus trajes reais, foram atrás dele. “É o rei de Israel!”, disseram. Contudo, quando Josafá gritou,

33 os comandantes dos carros perceberam que não era o rei de Israel e pararam de persegui-lo.

34 Então um soldado sírio disparou uma flecha ao acaso e acertou o rei de Israel entre as juntas de sua armadura. “Dê a volta e tire-me daqui!”, exclamou Acabe para o condutor de seu carro. “Estou gravemente ferido!”

35 A batalha, cada vez mais violenta, prosseguiu durante todo o dia, e o rei permaneceu em pé, apoiado em seu carro, de frente para os sírios. O sangue de seu ferimento escorria para o piso do carro e, ao entardecer, ele morreu.

36 Quando o sol se punha, um clamor se espalhou entre seus soldados: “Estamos perdidos! Voltem para suas casas!”.

37 Assim, o rei morreu, e seu corpo foi levado para Samaria e sepultado ali.

38 Seu carro de guerra foi lavado junto ao tanque de Samaria, e os cães vieram e lamberam seu sangue no lugar onde as prostitutas se banhavam, exatamente como o SENHOR havia prometido.

39 Os demais acontecimentos do reinado de Acabe, e tudo que ele fez, incluindo o palácio de marfim e as cidades que construiu, estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel.

40 Acabe morreu e se reuniu a seus antepassados, e seu filho Acazias foi seu sucessor.

41 Josafá, filho de Asa, começou a reinar em Judá no quarto ano do reinado de Acabe, rei de Israel.

42 Josafá tinha 35 anos quando começou a reinar e reinou em Jerusalém por 25 anos. Sua mãe se chamava Azuba e era filha de Sili.

43 Josafá foi um bom rei, que seguiu o exemplo de seu pai, Asa, e fez o que era certo aos olhos do SENHOR. Contudo, não removeu todos os santuários idólatras, e o povo continuou a oferecer sacrifícios e queimar incenso neles.

44 Josafá manteve paz com o rei de Israel.

45 Os demais acontecimentos do reinado de Josafá, a extensão de seu poder e suas guerras estão registrados no Livro da História dos Reis de Judá.

46 Ele expulsou da terra os prostitutos ­cultuais dos santuários idólatras que restaram do tempo de seu pai, Asa.

47 (Naquela época, não havia rei em Edom, mas apenas um governador.)

48 Josafá construiu uma frota de navios mercantes para buscar ouro em Ofir. As embarcações, porém, nunca chegaram a navegar, pois naufragaram no porto de Eziom-Geber.

49 Certa vez, Acazias, filho de Acabe, propôs a Josafá: “Deixe que meus homens naveguem com os seus”, mas Josafá não aceitou a proposta.

50 Quando Josafá morreu, foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Jeorão foi seu sucessor.

51 Acazias, filho de Acabe, começou a reinar em Israel no décimo sétimo ano do reinado de Josafá em Judá. Reinou em Samaria por dois anos.

52 Contudo, fez o que era mau aos olhos do SENHOR, pois seguiu o exemplo de seu pai e sua mãe e o exemplo de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a pecar.

53 Serviu a Baal e o adorou, provocando a ira do SENHOR, Deus de Israel, como seu pai havia feito.

Leitura do Dia - 26/04/2026 — 1º Reis 17 a 19

1 Reis 17

1 Elias, que era de Tisbe, em Gileade, disse ao rei Acabe: “Tão certo como vive o SENHOR, o Deus de Israel, a quem sirvo, não haverá orvalho nem chuva durante os próximos anos, até que eu ordene!”.

2 Então o SENHOR disse a Elias:

3 “Vá para o leste e esconda-se junto ao riacho de Querite, que fica a leste do rio Jordão.

4 Beba água do riacho e coma o que os corvos lhe trouxerem, pois eu dei ordem para levarem alimento até você”.

5 Elias fez o que o SENHOR ordenou e acampou junto ao riacho de Querite, a leste do Jordão.

6 Os corvos lhe traziam pão e carne de manhã e à tarde, e ele bebia água do riacho.

7 Depois de algum tempo, porém, o riacho secou, pois não caía chuva em parte alguma da terra.

8 Então o SENHOR disse a Elias:

9 “Vá morar em Sarepta, perto da cidade de Sidom. Dei ordem a uma viúva que mora ali para lhe dar alimento”.

10 Elias foi a Sarepta. Quando chegou ao portão da cidade, viu uma viúva apanhando gravetos e lhe perguntou: “Pode me dar um pouco de água para beber, por favor?”.

11 Enquanto ela ia buscar a água, ele disse: “Traga também um pedaço de pão”.

12 Mas ela respondeu: “Tão certo como vive o SENHOR, seu Deus, não tenho um pedaço sequer de pão em casa. Tenho apenas um punhado de farinha que restou numa vasilha e um pouco de azeite no fundo do jarro. Estava apanhando alguns gravetos para preparar esta última refeição, e depois meu filho e eu morreremos”.

13 Elias, porém, disse: “Não tenha medo! Faça o que acabou de dizer, mas primeiro faça um pouco de pão para mim. Depois, use o resto para preparar uma refeição para você e seu filho.

14 Pois assim diz o SENHOR, Deus de Israel: ‘Sempre haverá farinha na vasilha e azeite no jarro, até o dia em que o SENHOR enviar chuva’”.

15 Ela fez conforme Elias disse. Assim, Elias, a mulher e a família dela tiveram alimento para muitos dias.

16 Sempre havia farinha na vasilha e azeite no jarro, exatamente como o SENHOR tinha prometido por meio de Elias.

17 Algum tempo depois, o filho da mulher ficou doente. Foi piorando e, por fim, morreu.

18 Disse ela a Elias: “Homem de Deus, o que você me fez? Veio para lembrar-me de meus pecados e matar meu filho?”.

19 Elias, porém, respondeu: “Dê-me seu filho”. Tomou o corpo do menino dos braços dela, carregou-o para o andar de cima, onde estava hospedado, e o pôs na cama.

20 Então Elias clamou ao SENHOR: “Ó SENHOR, meu Deus, por que trouxeste desgraça a esta viúva que me recebeu em seu lar e fizeste o filho dela morrer?”.

21 Em seguida, Elias se deitou sobre o menino três vezes e clamou ao SENHOR: “Ó SENHOR, meu Deus, por favor, permite que a vida volte a este menino!”.

22 O SENHOR ouviu a oração de Elias, e o menino voltou a viver.

23 Elias o levou para baixo e o entregou à mãe. “Veja, seu filho está vivo”, disse ele.

24 Então a mulher disse a Elias: “Agora tenho certeza de que você é um homem de Deus, e de que o SENHOR verdadeiramente fala por seu intermédio!”.

1 Reis 18

1 Algum tempo depois, no terceiro ano da seca, o SENHOR disse a Elias: “Vá apresentar-se ao rei Acabe. Diga-lhe que enviarei chuva”.

2 Elias foi apresentar-se a Acabe. A fome era severa em Samaria.

3 Acabe mandou chamar Obadias, o administrador do pa­lácio. (Obadias temia profundamente o SENHOR.

4 Certa vez, quando Jezabel havia tentado matar todos os profetas do SENHOR, Obadias escondeu cem deles em duas cavernas. Colocou cinquenta em cada caverna e forneceu alimento e água para eles.)

5 Acabe disse a Obadias: “Precisamos ir a todas as fontes e vales na terra. Quem sabe encontraremos pasto suficiente para salvar pelo menos alguns de meus cavalos e mulas!”.

6 Então dividiram o território entre si. Acabe foi para um lado, e Obadias, para o outro.

7 Enquanto Obadias caminhava, viu de repente Elias vindo em sua direção. Ao reconhecê-lo, Obadias curvou-se diante dele com o rosto no chão. “É o senhor mesmo, meu senhor Elias?”, perguntou.

8 “Sim, sou eu”, respondeu Elias. “Agora vá e diga ao rei: ‘Elias está aqui’.”

9 Obadias, porém, protestou: “Que mal lhe fiz para que me envie para morrer nas mãos de Acabe?

10 Pois, tão certo como vive o SENHOR, seu Deus, o rei o procurou em todas as nações e reinos da terra, de uma extremidade à outra. E cada vez que lhe diziam: ‘Elias não está aqui’, o rei Acabe fazia o rei daquela nação jurar que tinha falado a verdade.

11 E agora o senhor diz: ‘Vá e diga ao rei: Elias está aqui’.

12 Mas, assim que eu o deixar, o Espírito do SENHOR o levará embora, sabe-se lá para onde, e quando Acabe chegar e não o encontrar, ele me matará. E, no entanto, tenho servido fielmente ao SENHOR toda a minha vida.

13 Ninguém lhe falou da ocasião em que Jezabel tentou matar os profetas do SENHOR? Escondi cem deles em duas cavernas e lhes forneci alimento e água.

14 E agora o senhor diz: ‘Vá e diga ao rei: Elias está aqui’. Se eu fizer isso, certamente Acabe me matará!”.

15 Mas Elias disse: “Tão certo como vive o SENHOR dos Exércitos, em cuja presença estou, hoje mesmo me apresentarei ao rei Acabe”.

16 Então Obadias foi dizer a Acabe que Elias tinha vindo, e Acabe saiu para encontrar-se com Elias.

17 Quando Acabe o viu, disse: “É você mesmo, perturbador de Israel?”.

18 “Não causei problema algum a Israel”, respondeu Elias. “O senhor e sua família é que são os perturbadores, pois se recusaram a obedecer aos mandamentos do SENHOR e, em vez disso, adoraram imagens de Baal.

19 Agora, convoque todo o Israel para encontrar-se comigo no monte Carmelo, além dos 450 profetas de Baal e os 400 profetas de Aserá que comem à mesa de Jezabel.”

20 Acabe convocou todo o povo de Israel e os profetas para se reunirem no monte Carmelo.

21 Elias se colocou diante do povo e disse: “Até quando ficarão oscilando de um lado para o outro? Se o SENHOR é Deus, sigam-no! Mas, se Baal é Deus, então sigam Baal!”. O povo, contudo, ficou em silêncio.

22 Então Elias lhes disse: “Sou o único que resta dos profetas do SENHOR, mas Baal tem 450 profetas.

23 Agora, tragam para cá dois novilhos. Que os profetas de Baal escolham um deles, cortem o animal em pedaços e o coloquem sobre a lenha do altar, mas não ponham fogo na lenha. Eu prepararei o outro novilho e o colocarei sobre a lenha no altar, mas não porei fogo na lenha.

24 Então invoquem o nome de seu deus, e eu invocarei o nome do SENHOR. O deus que responder com fogo, esse é o Deus verdadeiro!”. E todo o povo concordou.

25 Então Elias disse aos profetas de Baal: “Comecem vocês, pois são muitos. Escolham um dos novilhos, preparem-no e invoquem o nome de seu deus. Mas não ponham fogo na lenha”.

26 Eles prepararam um dos novilhos e o colocaram sobre o altar. Invocaram o nome de Baal desde a manhã até o meio-dia e gritavam: “Ó Baal, responde-nos!”, mas não houve resposta alguma. E dançavam em volta do altar que haviam feito.

27 Por volta do meio-dia, Elias começou a zombar deles: “Vocês precisam gritar mais alto”, dizia ele. “Sem dúvida ele é um deus! Talvez esteja meditando ou ocupado em outro lugar. Ou talvez esteja viajando, ou dormindo, e precise ser acordado!”

28 Então gritaram mais alto e, como era seu costume, cortaram-se com facas e espadas, até sangrarem.

29 Agitaram-se em transe desde o meio-dia até a hora do sacrifício da tarde, mas não houve sequer um som, nem resposta ou reação alguma.

30 Então Elias disse ao povo: “Venham aqui!”. Todos se reuniram em volta dele enquanto ele consertava o altar do SENHOR que havia sido derrubado.

31 Pegou doze pedras, uma para cada tribo dos filhos de Jacó, a quem o SENHOR disse: “Teu nome será Israel”,

32 e com elas reconstruiu o altar em nome do SENHOR. Depois, cavou ao redor do altar uma valeta com capacidade suficiente para doze litros de água.

33 Empilhou lenha sobre o altar, cortou o novilho em pedaços e colocou os pedaços sobre a lenha. Em seguida, ordenou: “Encham quatro jarras grandes com água e derramem a água sobre o holocausto e a lenha”.

34 Depois que fizeram isso, disse: “Façam a mesma coisa novamente”. Quando terminaram, ele disse: “Agora façam o mesmo pela terceira vez”. Eles seguiram sua instrução,

35 e a água corria ao redor do altar e encheu a valeta.

36 Na hora costumeira de oferecer o sacrifício da tarde, o profeta Elias se aproximou do altar e orou: “Ó SENHOR, Deus de Abraão, Isaque e Jacó, prova hoje que és Deus em Israel e que sou teu servo. Prova que fiz tudo isso por ordem tua.

37 Ó SENHOR, responde-me! Que este povo saiba que tu, ó SENHOR, és o verdadeiro Deus e estás buscando o povo de volta para ti!”.

38 No mesmo instante, fogo do SENHOR desceu do céu e queimou o novilho, a madeira, as pedras e o chão, e secou até a água da valeta.

39 Quando o povo viu isso, todos se prostraram com o rosto no chão e gritaram: “O SENHOR é Deus! Sim, o SENHOR é Deus!”.

40 Então Elias ordenou: “Prendam todos os profetas de Baal. Não deixem nenhum escapar!”. O povo os prendeu, e Elias os levou para o riacho de Quisom e ali os matou.

41 Em seguida, Elias disse a Acabe: “Vá comer e beber, pois ouço uma forte tempestade chegando”.

42 Acabe foi comer e beber. Elias, porém, subiu ao topo do monte Carmelo, prostrou-se até o chão com o rosto entre os joelhos e orou.

43 Depois, disse a seu servo: “Vá e olhe na direção do mar”. O servo foi e olhou, depois voltou e disse: “Não vi nada”. Sete vezes Elias mandou que ele fosse e olhasse.

44 Por fim, na sétima vez, o servo lhe disse: “Vi subir do mar uma pequena nuvem, do tamanho da mão de um homem”. Então Elias lhe disse: “Vá depressa dizer a Acabe: ‘Apronte seu carro e volte para casa. Se não se apressar, a chuva o impedirá!’”.

45 Em pouco tempo, o céu ficou escuro com nuvens. Um vento forte trouxe uma grande tempestade, e Acabe partiu em sua carruagem a toda velocidade para Jezreel.

46 Então o SENHOR concedeu força extraordinária a Elias. Ele prendeu a capa no cinto e correu à frente do carro de Acabe até a entrada de Jezreel.

1 Reis 19

1 Acabe contou a Jezabel tudo que Elias havia feito, incluindo o modo como havia matado todos os profetas de Baal.

2 Por isso, Jezabel enviou esta mensagem a Elias: “Que os deuses me castiguem severamente se, até amanhã nesta hora, eu não fizer a você o que você fez aos profetas de Baal!”.

3 Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Foi para Berseba, uma cidade em Judá, e ali deixou seu servo.

4 Depois, foi sozinho para o deserto, caminhando o dia todo. Sentou-se debaixo de um pé de giesta e orou, pedindo para morrer. “Já basta, SENHOR”, disse ele. “Tira minha vida, pois não sou melhor que meus antepassados que já morreram.”

5 Então ele se deitou debaixo do pé de giesta e dormiu. Enquanto dormia, um anjo o tocou e disse: “Levante-se e coma!”.

6 Elias olhou em redor e viu, perto de sua cabeça, um pão assado sobre pedras quentes e um jarro de água. Ele comeu, bebeu e se deitou novamente.

7 O anjo do SENHOR voltou, tocou-o mais uma vez e disse: “Levante-se e coma um pouco mais, do contrário não aguentará a viagem que tem pela frente”.

8 Elias se levantou, comeu e bebeu, e o alimento lhe deu forças para uma jornada de quarenta dias e quarenta noites até o monte Sinai, o monte de Deus.

9 Ali encontrou uma caverna onde passou a noite. O SENHOR fala com Elias Então o SENHOR lhe disse: “O que você faz aqui, Elias?”.

10 Ele respondeu: “Tenho servido com zelo ao SENHOR, o Deus dos Exércitos. Contudo, os israelitas quebraram a aliança contigo, derrubaram teus altares e mataram todos os teus profetas. Sou o único que restou, e agora também procuram me matar”.

11 “Saia e ponha-se diante de mim no monte”, disse o SENHOR. E, enquanto Elias estava ali, o SENHOR passou, e um forte vendaval atingiu o monte. Era tão intenso que as pedras se soltavam do monte diante do SENHOR, mas o SENHOR não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o SENHOR não estava no terremoto.

12 Depois do terremoto houve fogo, mas o SENHOR não estava no fogo. E, depois do fogo, veio um suave sussurro.

13 Quando Elias o ouviu, cobriu o rosto com a capa, saiu e ficou na entrada da caverna. E uma voz disse: “O que você faz aqui, Elias?”.

14 Ele respondeu outra vez: “Tenho servido com zelo ao SENHOR, O Deus dos Exércitos. Contudo, os israelitas quebraram a aliança contigo, derrubaram teus altares e mataram todos os teus profetas. Sou o único que restou, e agora também procuram me matar”.

15 Então o SENHOR lhe disse: “Volte pelo caminho por onde veio e vá para o deserto de Damasco. Quando chegar lá, unja Hazael para ser rei da Síria.

16 Depois, unja também Jeú, neto de Ninsi, para ser rei de Israel, e unja Eliseu, filho de Safate, da cidade de Abel-Meolá, para substituir você como meu profeta.

17 Quem escapar da espada de Hazael será morto por Jeú, e quem escapar da espada de Jeú será morto por Eliseu.

18 No entanto, preservarei sete mil de Israel que nunca se prostraram diante de Baal nem o beijaram!”.

19 Elias partiu e encontrou Eliseu, filho de Safate, arando um campo. Havia doze parelhas de bois no campo, e Eliseu arava com a última parelha. Elias se aproximou de Eliseu, lançou sua capa sobre os ombros dele e continuou a caminhar.

20 Eliseu deixou os bois ali, correu atrás de Elias e disse: “Primeiro deixe-me dar um beijo de despedida em meu pai e em minha mãe; então o seguirei!”. Elias respondeu: “Pode voltar, mas pense no que lhe fiz”.

21 Eliseu voltou para sua parelha de bois e os matou. Usou a madeira do arado para fazer fogo e assar a carne. Distribuiu a carne para o povo da cidade, e todos eles comeram. Então partiu com Elias, como seu ajudante.