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Leitura do Dia - 25/03/2026 — Juízes 13 a 16

Juízes 13

1 Mais uma vez, os israelitas fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR. Por isso, o SENHOR os entregou nas mãos dos filisteus, que os oprimiram durante quarenta anos.

2 Naqueles dias, um homem chamado Manoá, da tribo de Dã, vivia na cidade de Zorá. Sua esposa era estéril, e eles não tinham filhos.

3 O anjo do SENHOR apareceu à esposa de Manoá e disse: “Embora você não tenha conseguido ter filhos até agora, ficará grávida e dará à luz um filho.

4 Portanto, tenha cuidado; não beba vinho e nenhuma outra bebida fermentada, nem coma nenhum alimento que seja impuro.

5 Você ficará grávida e dará à luz um filho, do qual jamais cortará o cabelo, porque ele será consagrado a Deus como nazireu desde o nascimento. Ele começará a libertar Israel das mãos dos filisteus”.

6 A mulher foi correndo contar ao marido: “Um homem de Deus apareceu para mim! Era como um dos anjos de Deus, e sua aparência era assustadora. Não perguntei de onde era, e ele não me disse seu nome.

7 Mas ele me disse: ‘Você ficará grávida e dará à luz um filho. Não beba vinho e nenhuma outra bebida fermentada, nem coma nenhum alimento que seja impuro. Seu filho será consagrado a Deus como nazireu desde o nascimento até o dia de sua morte’”.

8 Então Manoá orou ao SENHOR: “Senhor, eu peço que o homem de Deus que enviaste volte e nos dê mais instruções a respeito desse filho que vai nascer”.

9 Deus atendeu à oração de Manoá, e o anjo de Deus apareceu outra vez à esposa quando ela estava sentada no campo. Seu marido, Manoá, não estava com ela.

10 Então ela foi correndo contar ao marido: “O homem que apareceu outro dia está aqui de novo!”.

11 Manoá voltou depressa com sua esposa e perguntou: “O senhor é o homem que falou com minha esposa outro dia?”. “Sim, sou eu”, respondeu ele.

12 Então Manoá perguntou: “Quando suas palavras se cumprirem, como devemos criar o menino? Qual será o trabalho dele?”.

13 O anjo do SENHOR respondeu: “Sua esposa deverá seguir as instruções que lhe dei.

14 Ela não deve comer uvas nem passas, não deve beber vinho e nenhuma outra bebida fermentada, nem deve comer nenhum alimento que seja impuro. Ela deverá fazer tudo que ordenei”.

15 Manoá disse ao anjo do SENHOR: “Por favor, fique aqui até prepararmos um cabrito para o senhor”.

16 “Está bem, só que não comerei nada”, respondeu o anjo do SENHOR. “Mas você pode preparar um holocausto como sacrifício ao SENHOR.” Manoá ainda não havia percebido que era o anjo do SENHOR.

17 Manoá perguntou ao anjo do SENHOR: “Qual é seu nome? Queremos lhe prestar homenagem quando isso tudo se cumprir”.

18 “Por que quer saber meu nome?”, disse o anjo do SENHOR. “Ele é tão maravilhoso que você não conseguiria entender!”

19 Então Manoá tomou um cabrito e uma oferta de cereal e os apresentou sobre uma rocha como sacrifício ao SENHOR. Enquanto Manoá e sua esposa observavam, o SENHOR fez algo extraordinário.

20 Quando as chamas do altar subiram ao céu, o anjo do SENHOR subiu nas chamas. Ao verem isso, Manoá e sua esposa se curvaram com o rosto no chão.

21 O anjo do SENHOR não voltou a aparecer a Manoá e sua esposa. Então Manoá finalmente percebeu que era o anjo do SENHOR

22 e disse à sua esposa: “Com certeza vamos morrer, pois vimos a Deus!”.

23 Sua esposa, porém, disse: “Se o SENHOR quisesse nos matar, não teria aceitado o holocausto e a oferta de cereal. Não teria aparecido a nós, nem nos teria revelado essas coisas maravilhosas!”.

24 Quando o menino nasceu, ela o chamou de Sansão. O SENHOR o abençoou enquanto ele crescia,

25 e o Espírito do SENHOR começou a agir nele quando ele morava em Maané-Dã, entre Zorá e Estaol.

Juízes 14

1 Certo dia, Sansão estava em Timna e viu uma moça do povo filisteu.

2 Quando voltou para casa, disse a seu pai e a sua mãe: “Vi uma moça filisteia em Timna. Quero me casar com ela. Consigam aquela moça para mim”.

3 Seu pai e sua mãe se opuseram: “Não há uma moça sequer em nossa tribo ou entre todo o nosso povo com quem você possa se casar? Por que tem de procurar uma esposa entre os filisteus pagãos?”. Mas Sansão disse a seu pai: “Consiga a moça para mim. É ela que eu quero”.

4 Seus pais não sabiam que o SENHOR estava agindo no meio disso tudo, para criar uma oportunidade de agir contra os filisteus que, na época, dominavam Israel.

5 Quando Sansão e seus pais estavam descendo a Timna, de repente um jovem leão atacou Sansão perto dos vinhedos de Timna.

6 Naquele momento, o Espírito do SENHOR veio sobre Sansão com tamanho poder que ele rasgou o animal pelas mandíbulas usando as próprias mãos, com a mesma facilidade que se despedaça um cabrito. Contudo, não contou a seus pais o que havia acontecido.

7 Quando chegou a Timna, conversou com a moça e se agradou muito dela.

8 Algum tempo depois, quando voltou a Timna para o casamento, saiu do caminho para ver o cadáver do leão. Descobriu que um enxame de abelhas havia feito mel dentro da carcaça.

9 Pegou um pouco de mel com as mãos e foi comendo pelo caminho. Também deu um pouco a seu pai e a sua mãe, e eles comeram. Mas Sansão não lhes contou que havia tirado o mel da carcaça do leão.

10 Enquanto seu pai estava em Timna para o casamento, Sansão ofereceu uma festa ali, como era costume entre os noivos.

11 Quando os pais da noiva o viram, escolheram trinta rapazes da cidade para o acompanharem na festa.

12 Sansão lhes disse: “Vou lhes propor um enigma. Se conseguirem decifrá-lo durante estes sete dias de celebração, darei a vocês trinta camisas de linho fino e trinta conjuntos de roupa.

13 Mas, se não conseguirem decifrá-lo, vocês me darão trinta camisas de linho fino e trinta conjuntos de roupa”. “Está bem”, concordaram eles. “Proponha seu enigma.”

14 Ele disse: “Do que come veio algo para comer, do que é forte veio algo doce”. Três dias depois, eles ainda tentavam encontrar a resposta.

15 No quarto dia, disseram à esposa de Sansão: “Convença seu marido a explicar o enigma; caso contrário, queimaremos vivos você e sua família! Você nos convidou à festa só para nos deixar pobres?”.

16 Então a esposa de Sansão lhe disse, aos prantos: “Você não me ama! Você me odeia! Propôs um enigma ao meu povo, mas não me contou a resposta!”. Ele respondeu: “Não revelei o enigma nem a meu pai e minha mãe. Por que deveria contá-lo a você?”.

17 Ela chorava cada vez que estava com ele, e assim continuou até o último dia da festa. Por fim, de tanto importunar Sansão, no sétimo dia ele lhe contou a resposta. Então ela explicou o enigma aos rapazes.

18 Antes do pôr do sol do sétimo dia, os homens da cidade vieram dar a resposta a Sansão: “O que é mais doce que o mel? O que é mais forte que o leão?”. Sansão respondeu: “Se vocês não tivessem arado com minha novilha, não teriam resolvido meu enigma!”.

19 Então o Espírito do SENHOR veio com poder sobre Sansão. Ele desceu à cidade de Ascalom, matou trinta homens, tomou seus pertences e deu as roupas deles aos homens que haviam resolvido o enigma. Contudo, ficou furioso com o que tinha acontecido e voltou a morar na casa de seus pais.

20 A noiva de Sansão foi dada como esposa ao rapaz que o havia acompanhado na cerimônia.

Juízes 15

1 Algum tempo depois, durante a colheita do trigo, Sansão levou um cabrito de presente para sua esposa. “Vou ao quarto de minha esposa para dormir com ela”, disse ele. Mas o pai dela não o deixou entrar.

2 “Eu tinha certeza de que você a odiava”, explicou ele. “Por isso eu a dei como esposa a seu acompanhante de casamento. Mas veja, a irmã mais nova dela é ainda mais bonita. Case-se com ela.”

3 Sansão disse: “Desta vez ninguém poderá me culpar de tudo que eu fizer a vocês, filisteus”.

4 Então saiu e capturou trezentas raposas. Amarrou-as em pares pela cauda e prendeu uma tocha em cada par de caudas.

5 Depois, acendeu as tochas e soltou as raposas no meio das plantações de cereais dos filisteus. Assim, queimou tudo, tanto os feixes já ceifados como o cereal que ainda seria colhido. Também destruiu os vinhedos e os olivais.

6 “Quem fez isto?”, perguntaram os filisteus. E responderam: “Foi Sansão, pois seu sogro, de Timna, deu a esposa de Sansão a seu acompanhante de casamento”. Então os filisteus queimaram vivos a mulher e seu pai.

7 Sansão disse aos filisteus: “Não descansarei enquanto não me vingar de vocês pelo que fizeram!”.

8 Ele os atacou com grande violência e matou muitos deles. Depois, foi morar numa caverna na rocha de Etã.

9 Então os filisteus acamparam em Judá e se espalharam pelos arredores da cidade de Leí.

10 Os homens de Judá perguntaram aos filisteus: “Por que vieram nos atacar?”. Os filisteus responderam: “Viemos capturar Sansão e nos vingar dele”.

11 Então três mil homens de Judá desceram para buscar Sansão na caverna da rocha de Etã. “Você não sabe que os filisteus nos dominam?”, disseram a Sansão. “O que você está fazendo conosco?” Sansão respondeu: “Só fiz a eles o que fizeram a mim”.

12 Mas os homens de Judá lhe disseram: “Viemos amarrá-lo e entregá-lo aos filisteus”. “Está bem”, disse Sansão. “Mas prometam que vocês mesmos não me farão mal.”

13 “Vamos apenas amarrá-lo e entregá-lo aos filisteus”, responderam eles. “Não vamos matá-lo.” Então o amarraram com duas cordas novas e o fizeram sair da rocha.

14 Quando Sansão chegou a Leí, os filisteus vieram ao seu encontro, dando gritos de vitória. Mas o Espírito do SENHOR veio com poder sobre Sansão, e ele rompeu as cordas em seus braços como se fossem barbantes de linho queimados, e as amarras caíram de suas mãos.

15 Sansão encontrou a queixada de um jumento que tinha sido morto havia pouco tempo. Ele a pegou e a usou para matar mil filisteus.

16 Então disse: “Com uma queixada de jumento, fiz deles montões! Com uma queixada de jumento, matei mil homens!”.

17 Quando acabou de celebrar sua vitória, jogou fora a queixada; e aquele lugar foi chamado de Ramate-Leí.

18 Sansão sentiu muita sede e clamou ao SENHOR: “Por meio da força de teu servo, concedeste este grande livramento. Acaso devo morrer de sede e cair nas mãos desses incircuncisos?”.

19 Então Deus fez jorrar água de um buraco no chão em Leí. Sansão bebeu e se reanimou. Chamou aquele lugar de En-Hacoré, que existe em Leí até hoje.

20 Sansão julgou Israel durante vinte anos, no período em que os filisteus dominavam a terra.

Juízes 16

1 Certo dia, Sansão foi à cidade filisteia de Gaza e conheceu uma prostituta, com quem passou a noite.

2 Logo correu a notícia de que Sansão estava lá, e os homens de Gaza se reuniram e esperaram a noite toda junto aos portões da cidade. Ficaram em silêncio a noite inteira, pois pensavam: “Quando o dia clarear, vamos matá-lo”.

3 Mas Sansão ficou deitado só até a meia-noite. Então levantou-se, agarrou os portões da cidade, com os dois batentes, e os ergueu, junto com a tranca. Colocou-as sobre os ombros e as levou para o alto da colina que fica em frente de Hebrom.

4 Algum tempo depois, Sansão se apaixonou por uma mulher chamada Dalila, que morava no vale de Soreque.

5 Os governantes dos filisteus foram vê-la e disseram: “Seduza Sansão para que ele lhe diga o que o torna tão forte e como podemos dominá-lo e amarrá-lo sem que consiga se soltar. Então cada um de nós dará a você 1.100 peças de prata”.

6 Assim, Dalila disse a Sansão: “Conte-me, por favor, o que o torna tão forte e como poderia ser amarrado sem conseguir se soltar”.

7 Sansão respondeu: “Se eu fosse amarrado com sete cordas de arco novas, ainda não secas, ficaria tão fraco como qualquer outro homem”.

8 Então os governantes filisteus levaram para Dalila sete cordas de arco novas, e ela amarrou Sansão.

9 Ela havia escondido alguns homens num dos quartos interiores da casa e gritou: “Sansão! Os filisteus vieram atacá-lo!”. Mas Sansão arrebentou as cordas de arco de uma vez, como se rompe um pedaço de barbante queimado. E não descobriram o segredo de sua força.

10 Mais tarde, Dalila disse a Sansão: “Você zombou de mim e mentiu! Agora conte-me, por favor, como poderia ser amarrado”.

11 Sansão respondeu: “Se eu fosse amarrado firmemente com cordas novas em folha, que nunca foram usadas, ficaria tão fraco como qualquer outro homem”.

12 Assim, Dalila pegou cordas novas e o amarrou com elas. Os homens estavam escondidos no quarto interior como antes e, de novo, Dalila gritou: “Sansão! Os filisteus vieram atacá-lo!”. Mais uma vez, porém, Sansão arrebentou as cordas em seus braços como se fossem fios.

13 Então Dalila disse: “Você zombou de mim e mentiu! Agora conte-me, por favor, como poderia ser amarrado”. Sansão respondeu: “Se você tecesse as sete tranças de meu cabelo no pano de seu tear e o prendesse com o pino do tear, eu ficaria tão fraco como qualquer outro homem”. Enquanto Sansão dormia, Dalila teceu as sete tranças do cabelo dele no pano.

14 Depois, prendeu-o com o pino do tear. De novo, ela gritou: “Sansão! Os filisteus vieram atacá-lo!”. Mas Sansão acordou e soltou, de uma vez, o cabelo do tear e do pano.

15 Então Dalila disse: “Como você pode dizer que me ama, se não me conta seus segredos? Zombou de mim três vezes e ainda não me disse o que o torna tão forte!”.

16 Todos os dias ela o atormentava com sua importunação, até ele não suportar mais.

17 Por fim, contou-lhe seu segredo: “Meu cabelo nunca foi cortado, pois fui consagrado a Deus como nazireu desde o nascimento. Se minha cabeça fosse raspada, eu perderia as forças e ficaria tão fraco como qualquer outro homem”.

18 Dalila percebeu que, finalmente, Sansão havia lhe contado a verdade e mandou chamar os governantes filisteus. “Venham mais uma vez!”, disse ela. “Sansão finalmente me contou seu segredo.” Os governantes foram ao encontro dela e lhe deram o dinheiro.

19 Dalila fez Sansão dormir com a cabeça em seu colo e então chamou um homem para cortar as sete tranças do cabelo dele. Desse modo, começou a enfraquecê-lo, e suas forças o deixaram.

20 Então ela gritou: “Sansão! Os filisteus vieram atacá-lo!”. Ao acordar, ele pensou: “Farei como das outras vezes e me livrarei deles”. Não sabia, porém, que o SENHOR o havia deixado.

21 Os filisteus o capturaram e furaram seus olhos. Levaram-no para Gaza, onde o prenderam com duas correntes de bronze, obrigando-o a moer cereais na prisão.

22 Não demorou muito, porém, e seu cabelo começou a crescer de novo.

23 Os governantes filisteus realizaram uma grande festa, na qual ofereceram sacrifícios e louvaram seu deus, Dagom. “Nosso deus nos deu a vitória sobre nosso inimigo Sansão!”, diziam eles.

24 Ao ver Sansão, o povo louvou o seu deus. “Nosso deus nos entregou nosso inimigo!”, diziam. “Aquele que destruía a nossa terra e matou muitos de nós agora está em nosso poder!”

25 A essa altura, já estavam muito bêbados e começaram a gritar: “Tragam Sansão para que nos divirta!”. Assim, trouxeram Sansão da prisão para diverti-los e o fizeram ficar em pé entre as duas colunas que sustentavam o teto.

26 Sansão disse ao jovem servo que o guiava pela mão: “Ponha minhas mãos nas duas colunas que sustentam o templo. Quero me apoiar nelas”.

27 O templo estava lotado. Todos os governantes filisteus estavam presentes, e havia cerca de três mil homens e mulheres na cobertura vendo Sansão e se divertindo às custas dele.

28 Então Sansão orou ao SENHOR: “Soberano SENHOR, lembra-te de mim novamente. Por favor, ó Deus, fortalece-me só mais esta vez. Permite que, com um só golpe, eu me vingue dos filisteus pela perda de meus dois olhos”.

29 Então Sansão se apoiou nas colunas centrais que sustentavam o templo, empurrou-as com as duas mãos

30 e exclamou: “Que eu morra com os filisteus!”. E o templo desabou sobre os governantes filisteus e sobre todo o povo. Assim, Sansão matou mais pessoas quando morreu do que em toda a sua vida.

31 Mais tarde, seus irmãos e outros parentes desceram para buscar o corpo. Eles o levaram de volta para casa e o sepultaram entre Zorá e Estaol, onde seu pai, Manoá, estava enterrado. Sansão julgou Israel durante vinte anos.

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