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Mostrando postagens de março, 2026

Leitura do Dia - 31/03/2026 — 1º Samuel 8 a 10

1 Samuel 8

1 Quando Samuel ficou idoso, nomeou seus filhos para serem juízes sobre Israel.

2 Joel, seu filho mais velho, e Abias, o segundo mais velho, julgavam em Berseba,

3 mas não eram como seu pai. Eram gananciosos, aceitavam subornos e pervertiam a justiça.

4 Por fim, as autoridades de Israel se reuniram em Ramá para discutir essa questão com Samuel.

5 Eles disseram: “Olhe, o senhor está idoso e seus filhos não seguem seu exemplo. Escolha um rei para nos julgar, como ocorre com todas as outras nações”.

6 Samuel não gostou de que lhe tivessem pedido um rei e buscou a orientação do SENHOR.

7 O SENHOR lhe respondeu: “Faça tudo que eles pedem, pois é a mim que rejeitam, e não a você. Eles me rejeitaram como seu rei.

8 Desde que os tirei do Egito até hoje, eles têm me abandonado e seguido outros deuses. Agora, tratam você da mesma forma.

9 Faça o que eles pedem, mas advirta-os solenemente a respeito de como o rei os governará”.

10 Então Samuel transmitiu a advertência do SENHOR ao povo que lhe pedia um rei.

11 Disse ele: “Este é o modo como o rei governará sobre vocês. Ele convocará seus filhos para servi-lo em seus carros de guerra e como seus cavaleiros e os fará correr à frente dos carros dele.

12 Colocará alguns como generais e capitães de seu exército, obrigará outros a arar seus campos e a fazer as colheitas e forçará outros mais a fabricar armas e equipamentos para os carros de guerra.

13 Tomará suas filhas e as obrigará a cozinhar, assar pães e fazer perfumes para ele.

14 Tomará de vocês o melhor de seus campos, vinhedos e olivais e os dará aos servos dele.

15 Tomará um décimo de sua colheita de cereais e uvas para distribuir entre seus oficiais e servos.

16 Tomará seus escravos e escravas e o melhor do gado e dos jumentos para uso próprio.

17 Exigirá um décimo de seus rebanhos, e vocês se tornarão escravos dele.

18 Quando esse dia chegar, lamentarão por causa desse rei que agora pedem, mas o SENHOR não lhes dará ­ouvidos”.

19 Mas o povo se recusou a ouvir a advertência de Samuel. “Mesmo assim, queremos um rei”, disseram.

20 “Queremos ser como todas as nações ao nosso redor. Nosso rei nos julgará e nos conduzirá nas batalhas.”

21 Samuel repetiu para o SENHOR aquilo que o povo tinha dito,

22 e o SENHOR lhe respondeu: “Faça o que eles pedem e dê-lhes um rei”. Então Samuel ordenou aos israelitas que voltassem cada um para sua cidade.

1 Samuel 9

1 Havia um homem de alta posição chamado Quis, da tribo de Benjamim. Era filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afia, da tribo de Benjamim.

2 Seu filho Saul era o jovem mais atraente de todo o Israel; era tão alto que os outros chegavam apenas a seus ombros.

3 Certo dia, as jumentas de Quis se perderam, e ele disse a Saul: “Leve um servo com você e vá procurar as jumentas”.

4 Então Saul e o servo percorreram toda a região montanhosa de Efraim, a terra de Salisa, a região de Saalim e toda a terra de Benjamim, mas não encontraram as jumentas em parte alguma.

5 Por fim, chegaram à região de Zufe, e Saul disse ao servo: “Vamos voltar para casa. Não quero que meu pai fique mais preocupado comigo do que com as jumentas”.

6 O servo, porém, disse: “Tenho uma ideia! Nesta cidade mora um homem de Deus. O povo daqui o respeita muito, pois tudo que ele diz acontece. Vamos procurá-lo. Talvez ele possa nos dizer para onde devemos ir”.

7 Saul respondeu: “Está bem, vamos! Mas não temos nada a oferecer ao homem de Deus. Até nossa comida acabou, e não temos nada para lhe dar em troca”.

8 O servo disse: “Tenho comigo uma pequena quantidade de prata. Pelo menos poderemos oferecer isso ao homem de Deus e ver o que acontece”.

9 (Naquele tempo, em Israel, quando alguém queria receber uma mensagem de Deus, dizia: “Vamos perguntar ao vidente”, pois os profetas de hoje eram chamados de videntes.)

10 Saul concordou: “Está bem, vamos!”. Então foram para a cidade onde morava o homem de Deus.

11 Quando subiam a colina para chegar à cidade, encontraram algumas jovens descendo para buscar água. Então Saul e o servo lhes perguntaram: “O vidente está aqui hoje?”.

12 Elas responderam: “Sim, basta seguir em frente! Mas é preciso correr, porque ele acabou de chegar à cidade para realizar um sacrifício no lugar de adoração.

13 Quando entrarem na cidade, tentem encontrá-lo antes que ele suba para a refeição no alto da colina. O povo não começará a comer até que ele chegue para abençoar o sacrifício. Subam logo, pois é agora que poderão encontrá-lo!”.

14 Então chegaram à cidade e, quando entravam pelos portões, Samuel vinha na direção deles, subindo para o lugar de adoração.

15 No dia anterior à chegada de Saul, o SENHOR tinha dito a Samuel:

16 “Amanhã, por volta desta hora, enviarei a você um homem da terra de Benjamim. Você o ungirá para ser líder do meu povo, Israel. Ele os livrará dos filisteus, pois olhei para meu povo com misericórdia e ouvi seu clamor”.

17 Quando Samuel viu Saul, o SENHOR disse: “Este é o homem de quem lhe falei! Ele governará meu povo”.

18 Saul se aproximou de Samuel na entrada da cidade e perguntou: “O senhor pode me dizer onde fica a casa do vidente?”.

19 “Eu sou o vidente”, respondeu Samuel. “Suba adiante de mim até o lugar de adoração. Ali comeremos juntos e, pela manhã, eu lhe direi o que você quer saber, e depois poderá seguir viagem.

20 E não se preocupe com as jumentas que se perderam há três dias, pois foram encontradas. Eu lhe digo que as esperanças de Israel estão centradas em você e sua família!”

21 Saul respondeu: “Mas sou apenas da tribo de Benjamim, a menor das tribos de Israel, e minha família é a mais insignificante de todas as famílias dessa tribo! Por que o senhor fala comigo dessa maneira?”.

22 Então Samuel levou Saul e seu servo para uma sala de jantar e lhes deu o lugar de honra entre os convidados, cerca de trinta pessoas.

23 Em seguida, Samuel pediu ao cozinheiro: “Traga o pedaço de carne separado para o convidado de honra!”.

24 O cozinheiro trouxe a coxa do sacrifício e a colocou diante de Saul. “Coma”, disse Samuel. “Reservei este pedaço para você desde que decidi convidar estes homens para a refeição.” E Saul comeu com Samuel naquele dia.

25 Quando desceram do lugar de adoração e voltaram para a cidade, Samuel levou Saul ao terraço da casa e preparou uma cama para ele.

26 Ao amanhecer do dia seguinte, Samuel chamou Saul novamente: “Levante-se!”, disse ele. “É hora de seguir viagem.” Saul se aprontou, e ele e Samuel saíram juntos.

27 Quando chegaram à saída da cidade, Samuel disse a Saul que enviasse seu servo adiante. Depois que o servo partiu, Samuel disse: “Fique aqui, pois recebi de Deus uma mensagem para você”.

1 Samuel 10

1 Samuel pegou uma vasilha de óleo e o derramou sobre a cabeça de Saul. Depois, beijou Saul e disse: “Faço isto porque o SENHOR o nomeou como líder de Israel, sua propriedade especial.

2 Hoje, quando você partir, verá dois homens ao lado do túmulo de Raquel, em Zelza, na divisa de Benjamim. Eles lhe dirão que as jumentas foram encontradas e que seu pai deixou de se preocupar com elas e agora está preocupado com vocês, perguntando: ‘Que farei para encontrar meu filho?’.

3 “Quando você chegar ao carvalho de Tabor, encontrará três homens vindo em sua direção; estão a caminho de Betel, onde vão adorar a Deus. Um deles estará levando três cabritos, outro, três pães, e o terceiro, uma vasilha de couro cheia de vinho.

4 Eles o cumprimentarão e lhe oferecerão dois pães, que você deve aceitar.

5 “Quando chegar a Gibeá-Eloim, onde fica o destacamento dos filisteus, encontrará um grupo de profetas descendo do lugar de adoração. Virão tocando harpa, tamborim, flauta e lira, e estarão profetizando.

6 Nesse momento, o Espírito do SENHOR virá poderosamente sobre você, e você profetizará com eles. Será transformado numa pessoa diferente.

7 Depois que esses sinais se cumprirem, faça o que tiver de fazer, pois Deus está com você.

8 Em seguida, vá a Gilgal adiante de mim. Eu o encontrarei ali para sacrificar holocaustos e ofertas de paz. Espere lá durante sete dias, até eu chegar e lhe dar mais instruções”.

9 Assim que Saul se virou para partir, Deus lhe deu um novo coração, e todos os sinais anunciados por Samuel se cumpriram naquele dia.

10 Ao chegarem a Gibeá, Saul e o servo viram um grupo de profetas vindo em sua direção. Então o Espírito de Deus veio poderosamente sobre Saul, e ele começou a profetizar com eles.

11 Quando aqueles que o conheciam souberam disso, perguntaram uns aos outros: “O que aconteceu com o filho de Quis? Acaso Saul também é profeta?”.

12 Um dos que estavam ali perguntou: “Qualquer um pode se tornar profeta, seja quem for seu pai?”. Essa é a origem do ditado: “Acaso Saul também é profeta?”.

13 Depois que Saul terminou de profetizar, subiu ao lugar de adoração.

14 O tio de Saul perguntou a ele e ao servo: “Onde vocês estavam?”. Saul respondeu: “Saímos para procurar as jumentas, mas não conseguimos encontrá-las. Então fomos a Samuel para lhe perguntar onde elas estavam”.

15 “E o que foi que Samuel lhe disse?”, perguntou o tio.

16 “Disse que as jumentas já haviam sido encontradas”, respondeu Saul. Contudo, não contou ao tio o que Samuel tinha dito sobre o reino.

17 Algum tempo depois, Samuel convocou todo o povo para se reunir diante do SENHOR em Mispá.

18 Disse ele aos israelitas: “Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Eu os tirei do Egito e os livrei dos egípcios e de todas as nações que os oprimiam.

19 Mas, apesar de eu ter resgatado vocês de suas angústias e aflições, hoje vocês rejeitaram seu Deus e disseram: ‘Queremos um rei!’. Agora, portanto, apresentem-se diante do SENHOR, de acordo com suas tribos e seus clãs”.

20 Então Samuel reuniu todas as tribos de Israel, e a tribo de Benjamim foi escolhida por sorteio.

21 Em seguida, Samuel reuniu cada família da tribo de Benjamim, e a família de Matri foi sorteada. Por fim, Saul, filho de Quis foi escolhido dentre eles. Quando o procuraram, porém, não o encontraram.

22 Por isso, perguntaram ao SENHOR: “Ele já chegou?”. O SENHOR respondeu: “Está escondido no meio da bagagem”.

23 Eles correram até lá e o trouxeram. Era tão alto que os outros chegavam apenas a seus ombros.

24 Samuel disse ao povo: “Este é o homem que o SENHOR escolheu para ser seu rei. Não há ninguém semelhante a ele em todo o Israel”. E todo o povo gritou: “Viva o rei!”.

25 Então Samuel explicou ao povo os direitos e deveres do rei. Escreveu-os num rolo e o colocou diante do SENHOR. Depois, mandou todo o povo para casa.

26 Saul também voltou para sua casa, em Gibeá, acompanhado por um grupo de homens cujo coração Deus tinha tocado.

27 Havia, no entanto, alguns desocupados que debochavam: “Esse sujeito nunca nos salvará!”. Desprezaram Saul e se recusaram a lhe trazer presentes. Mas Saul não lhes deu atenção.

Leitura do Dia - 30/03/2026 — 1º Samuel 4 a 7

1 Samuel 4

1 E as palavras de Samuel chegavam a todo o povo de Israel. Os filisteus tomam a arca Naquele tempo, Israel estava em guerra com os filisteus. O exército israelita tinha acampado perto de Ebenézer, e os filisteus acamparam em Afeque.

2 Os filisteus atacaram e derrotaram o exército de Israel, matando cerca de quatro mil homens.

3 Terminada a batalha, os soldados voltaram para o acampamento, e as autoridades de Israel se perguntaram: “Por que o SENHOR causou nossa derrota diante dos filisteus? Vamos trazer a arca da aliança do SENHOR desde Siló, para que esteja conosco e nos livre do poder do inimigo!”.

4 Então enviaram homens a Siló para trazer a arca da aliança do SENHOR dos Exércitos, que está entronizado entre os querubins. Hofni e Fineias, os dois filhos de Eli, acompanharam a arca da aliança de Deus.

5 Quando todos os israelitas viram a arca da aliança do SENHOR entrando no acampamento, soltaram gritos de alegria tão altos que fizeram o chão tremer.

6 “O que está acontecendo?”, perguntaram os filisteus. “Que significam esses gritos no acampamento dos hebreus?” Quando souberam que era porque a arca do SENHOR havia chegado,

7 entraram em pânico. “Os deuses vieram ao acampamento deles!”, disseram. “Estamos perdidos! Nunca enfrentamos uma coisa assim antes!

8 Estamos perdidos! Quem nos salvará desses deuses poderosos? São os mesmos deuses que destruíram os egípcios com pragas, quando Israel estava no deserto.

9 Tenham coragem, filisteus! Sejam homens! Do contrário, acabaremos como escravos dos hebreus, assim como eles se tornaram nossos escravos. Sejam homens e lutem!”

10 Então os filisteus saíram para a batalha, e Israel foi derrotado. A matança foi grande: trinta mil soldados israelitas morreram naquele dia. Os sobreviventes deram meia-volta e fugiram para suas tendas.

11 A arca de Deus foi tomada, e Hofni e Fineias, os dois filhos de Eli, foram mortos.

12 Um homem da tribo de Benjamim correu do campo de batalha e chegou a Siló ainda naquele dia. Tinha rasgado suas roupas e colocado pó sobre a cabeça.

13 Eli estava sentado numa cadeira, ao lado da estrada, esperando para ouvir as notícias da batalha, pois seu coração tremia pela segurança da arca de Deus. Quando o mensageiro chegou e contou o que havia acontecido, gritos ressoaram por toda a cidade.

14 Eli ouviu os gritos e perguntou: “O que é esse barulho todo?”. O mensageiro correu até Eli e contou-lhe a notícia.

15 Eli estava com 98 anos e já não conseguia enxergar.

16 “Acabo de chegar do campo de batalha”, disse o mensageiro. “Fugi de lá hoje mesmo.” Eli perguntou: “O que aconteceu, meu filho?”.

17 O mensageiro respondeu: “Israel foi derrotado pelos filisteus, e o povo foi massacrado. Seus dois filhos, Hofni e Fineias, também morreram, e a arca de Deus foi tomada”.

18 Quando ele mencionou o que havia acontecido com a arca de Deus, Eli caiu da cadeira para trás, ao lado do portão. Quebrou o pescoço e morreu, pois era velho e pesado. Havia sido juiz em Israel durante quarenta anos.

19 A nora de Eli, esposa de Fineias, estava grávida e perto de dar à luz. Quando soube que a arca de Deus havia sido tomada e que o sogro e o marido estavam mortos, teve contrações violentas e deu à luz.

20 Ela morreu no parto, mas antes de falecer as parteiras tentaram animá-la. “Não tenha medo!”, disseram. “Você teve um menino!” Mas ela não respondeu nem se importou.

21 Deu ao menino o nome de Icabode, e disse: “Foi-se embora a glória de Israel”, pois a arca de Deus havia sido tomada, e seu sogro e seu marido estavam mortos.

22 Disse ainda: “Foi-se embora a glória de Israel, pois a arca de Deus foi tomada!”.

1 Samuel 5

1 Depois que tomaram a arca de Deus, os filisteus a levaram do campo de batalha em Ebenézer para a cidade de Asdode.

2 Levaram a arca de Deus para o templo de Dagom e a colocaram ao lado de uma estátua de Dagom.

3 Contudo, na manhã seguinte, quando os moradores de Asdode se levantaram, viram que Dagom estava caído com o rosto em terra diante da arca do SENHOR. Então levantaram Dagom e o puseram de volta em seu lugar.

4 Na manhã do outro dia, porém, viram que tinha acontecido a mesma coisa: Dagom estava caído novamente com o rosto em terra diante da arca do SENHOR. Dessa vez, a cabeça e as mãos de Dagom tinham se quebrado e estavam junto à porta de entrada. Somente o corpo permaneceu intacto.

5 Por isso, até hoje os sacerdotes de Dagom e aqueles que entram em seu templo, em Asdode, não pisam na soleira da porta.

6 Então a mão do SENHOR pesou sobre os moradores de Asdode e dos povoados vizinhos e os feriu com uma praga de tumores.

7 Quando o povo de Asdode viu o que estava acontecendo, exclamou: “Não podemos mais ficar com a arca do Deus de Israel! A mão dele pesou sobre nós e sobre Dagom, nosso deus!”.

8 Então reuniram os governantes das cidades dos filisteus e lhes perguntaram: “O que devemos fazer com a arca do Deus de Israel?”. Os governantes responderam: “Levem a arca para a cidade de Gate”. Então levaram a arca do Deus de Israel para Gate.

9 Mas, quando a arca chegou a Gate, a mão do SENHOR pesou sobre a cidade, ferindo com uma praga de tumores os homens de lá, tanto os jovens como os velhos, e houve grande pânico.

10 Por isso, enviaram a arca de Deus para a cidade de Ecrom, mas quando os habitantes dali viram que ela entrava na cidade, exclamaram: “Por que estão trazendo a arca do Deus de Israel para cá? Querem matar todo o nosso povo?”.

11 Reuniram mais uma vez os governantes filisteus e suplicaram: “Mandem a arca do Deus de Israel de volta para sua própria terra, para que não mate todo o nosso povo!”. Pois a mão de Deus já pesava sobre a cidade, e um pavor mortal se espalhava por todo o lugar.

12 Os que não morreram foram afligidos com tumores, e o clamor da cidade subiu até o céu.

1 Samuel 6

1 Ao todo, a arca do SENHOR permaneceu sete meses em território filisteu.

2 Então os filisteus chamaram seus sacerdotes e adivinhos e lhes perguntaram: “O que faremos com a arca do SENHOR? Digam-nos como devemos mandá-la de volta para sua própria terra”.

3 Eles responderam: “Se vocês vão mandar a arca do Deus de Israel de volta, enviem com ela uma oferta pela culpa, para que cesse a praga. Então, se forem curados, saberão que foi a mão dele que causou a praga”.

4 “Que tipo de oferta pela culpa devemos enviar?”, perguntaram os filisteus. Eles responderam: “Uma vez que a mesma praga atingiu vocês e seus cinco governantes, façam cinco tumores de ouro e cinco ratos de ouro, como os que devastaram sua terra.

5 Façam essas imagens de tumores e de ratos para demonstrar honra ao Deus de Israel. Quem sabe ele pare de afligir vocês, seus deuses e sua terra!

6 Não endureçam o coração como fizeram o faraó e os egípcios, que só deixaram Israel partir quando Deus os castigou severamente.

7 “Agora, construam uma carroça nova e escolham duas vacas que tenham acabado de dar cria e sobre as quais nunca tenha sido colocada a canga de um arado. Atrelem as vacas à carroça, mas prendam num curral os bezerros recém-nascidos.

8 Coloquem a arca do SENHOR sobre a carroça e, ao lado dela, ponham uma caixa com os objetos de ouro que vocês enviarão como oferta pela culpa. Então deixem as vacas irem para onde quiserem.

9 Se elas atravessarem a fronteira de nossa terra e se dirigirem a Bete-Semes, saberemos que foi o SENHOR que trouxe sobre nós essa grande calamidade. Do contrário, saberemos que não foi a mão dele que pesou sobre nós, mas que isso aconteceu por acaso”.

10 Os filisteus seguiram as instruções. Atrelaram duas vacas à carroça e prenderam num curral os bezerros recém-nascidos.

11 Colocaram sobre a carroça a arca do SENHOR e a caixa com os ratos de ouro e os tumores de ouro.

12 E, de fato, as vacas não se desviaram nem para um lado nem para o outro, mas seguiram direto pela estrada para Bete-Semes, mugindo por todo o caminho. Os governantes filisteus as acompanharam até a fronteira de Bete-Semes.

13 Os moradores de Bete-Semes estavam colhendo trigo no vale e, quando viram a arca, se encheram de alegria.

14 A carroça entrou no campo de um homem chamado Josué e parou ao lado de uma grande pedra. Então o povo quebrou a madeira da carroça para fazer fogo, matou as vacas e as ofereceu ao SENHOR como holocausto.

15 Os homens da tribo de Levi retiraram da carroça a arca do SENHOR e a caixa com os objetos de ouro e os colocaram sobre a grande pedra. Naquele dia, o povo de Bete-Semes ofereceu ao SENHOR sacrifícios e holocaustos.

16 Os cinco governantes filisteus viram tudo isso e, no mesmo dia, voltaram para Ecrom.

17 Os cinco tumores de ouro enviados pelos filisteus ao SENHOR como oferta pela culpa eram presentes dos governantes de Asdode, Gaza, Ascalom, Gate e Ecrom.

18 Os cinco ratos de ouro representavam as cinco cidades filisteias e os povoados ao redor, controlados pelos cinco governantes. A grande pedra sobre a qual a arca do SENHOR foi colocada se encontra até hoje no campo de Josué, de Bete-Semes, como testemunha do que aconteceu ali.

19 O SENHOR matou setenta homens de Bete-Semes, porque olharam para dentro da arca do SENHOR. E o povo chorou muito por causa da grande matança.

20 “Quem pode estar na presença do SENHOR, este Deus santo?”, clamaram. “Para onde mandaremos a arca daqui?”

21 Então enviaram mensageiros ao povo de Quiriate-Jearim e disseram: “Os filisteus devolveram a arca do SENHOR. Venham buscá-la!”.

1 Samuel 7

1 Então os homens de Quiriate-Jearim foram buscar a arca do SENHOR. Eles a levaram até a casa de Abinadabe, numa colina, e consagraram seu filho Eleazar para tomar conta da arca do SENHOR.

2 A arca permaneceu em Quiriate-Jearim por muito tempo: vinte anos no total. Durante esse período, todo o Israel lamentava à espera de alguma ação do SENHOR.

3 Então Samuel disse a todo o povo de Israel: “Se, de fato, vocês desejam de todo o coração voltar ao SENHOR, livrem-se de seus deuses estrangeiros e de suas imagens de Astarote. Voltem o coração para o SENHOR e obedeçam somente a ele; então ele os livrará das mãos dos filisteus”.

4 Assim, os israelitas se desfizeram de suas imagens de Baal e de Astarote e serviram somente ao SENHOR.

5 Então Samuel lhes disse: “Reúnam todo o Israel em Mispá, e eu orarei ao SENHOR por vocês”.

6 Eles se reuniram em Mispá e tiraram água do poço e a derramaram diante do SENHOR. Também jejuaram o dia todo e confessaram que haviam pecado contra o SENHOR. (Foi em Mispá que Samuel se tornou juiz em Israel.)

7 Quando os governantes filisteus ouviram que os israelitas haviam se reunido em Mispá, mobilizaram seu exército e avançaram. Ao saber que os filisteus se aproximavam, os israelitas ficaram muito assustados.

8 “Não pare de clamar ao SENHOR, nosso Deus, para que ele nos salve dos filisteus!”, imploraram a Samuel.

9 Então Samuel escolheu um cordeiro que ainda mamava e o ofereceu ao SENHOR como holocausto. Suplicou ao SENHOR em favor de Israel, e o SENHOR o atendeu.

10 Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus chegaram para atacar Israel. Naquele dia, porém, o SENHOR falou do céu com voz poderosa de trovão, provocando pânico entre os filisteus, e eles foram derrotados diante dos israelitas.

11 Os soldados de Israel os perseguiram desde Mispá até um lugar abaixo de Bete-Car, matando-os ao longo do caminho.

12 Então Samuel pegou uma pedra grande e a colocou entre as cidades de Mispá e Jesana. Deu à pedra o nome de Ebenézer, pois disse: “Até aqui o SENHOR nos ajudou!”.

13 Assim, os filisteus foram derrotados e não voltaram a invadir Israel por algum tempo. Durante toda a vida de Samuel, a mão do SENHOR esteve contra os filisteus.

14 As cidades israelitas que os filisteus tinham conquistado entre Ecrom e Gate foram devolvidas a Israel, junto com o restante do território que os filisteus haviam tomado. E houve paz entre Israel e os amorreus naqueles dias.

15 Samuel continuou como juiz em Israel pelo resto de sua vida.

16 A cada ano, viajava pelo território e julgava o povo de Israel em três locais: primeiro em Betel, depois em Gilgal e, por fim, em Mispá.

17 Então voltava para sua casa em Ramá, de onde liderava Israel como juiz. Ali Samuel construiu um altar ao SENHOR.

Leitura do Dia - 29/03/2026 — 1º Samuel 1 a 3

1 Samuel 1

1 Havia um homem chamado Elcana, que vivia em Ramá, na região de Zufe, na região montanhosa de Efraim. Era filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, da tribo de Efraim.

2 Elcana tinha duas esposas: a primeira se chamava Ana, e a segunda, Penina. Penina tinha filhos; Ana, porém, não os tinha.

3 Todos os anos, Elcana subia de sua cidade até Siló para adorar o SENHOR dos Exércitos e oferecer sacrifícios a ele. Nesse tempo, os sacerdotes do SENHOR eram Hofni e Fineias, os dois filhos de Eli.

4 Quando Elcana apresentava seu sacrifício, dava porções de carne à sua esposa Penina e a cada um dos filhos e filhas dela.

5 A Ana, porém, dava uma porção especial, porque a amava, apesar de o SENHOR não lhe ter dado filhos.

6 E sua rival a provocava e zombava dela, porque o SENHOR não lhe tinha dado filhos.

7 Todos os anos era a mesma coisa: Penina provocava Ana quando iam à casa do SENHOR e, a cada vez, Ana chorava muito e ficava sem comer.

8 “Ana, por que você chora?”, perguntava Elcana, seu marido. “Por que não come? Por que está tão triste? Será que não sou melhor para você do que dez filhos?”

9 Certa vez, depois que comeram e beberam em Siló, Ana se levantou. O sacerdote Eli estava sentado ao lado da entrada do templo do SENHOR.

10 Ana estava muito angustiada e chorava sem parar enquanto orava ao SENHOR.

11 Então fez o seguinte voto: “Ó SENHOR dos Exércitos, se olhares com atenção para o sofrimento de tua serva, se responderes à minha oração e me deres um filho, eu o dedicarei para sempre ao SENHOR, e o cabelo dele nunca será cortado”.

12 Enquanto ela fazia sua oração ao SENHOR, Eli a observava.

13 Viu que os lábios dela se moviam, mas, como não ouvia som algum, pensou que ela estivesse bêbada.

14 “Até quando vai se embriagar?”, disse ele. “Largue esse vinho!”

15 Ana respondeu: “Meu senhor, não bebi vinho, nem outra coisa mais forte. Eu estava derramando meu coração diante do SENHOR, pois sou uma mulher profundamente triste.

16 Não pense que sou uma mulher sem caráter! Estava apenas orando por causa de minha grande angústia e aflição”.

17 “Nesse caso, vá em paz”, disse Eli. “Que o Deus de Israel lhe conceda o que você pediu.”

18 “Muito obrigada!”, exclamou ela. Então Ana voltou e começou a se alimentar novamente, e seu rosto já não estava triste.

19 Na manhã seguinte, a família toda se levantou bem cedo e foi adorar o SENHOR novamente. Depois, voltaram para casa, em Ramá. Elcana teve relações com Ana, e o SENHOR se lembrou dela.

20 No devido tempo, Ana engravidou e teve um filho. Ela lhe deu o nome de Samuel, e disse: “Eu o pedi ao SENHOR”.

21 No ano seguinte, Elcana e sua família fizeram a viagem anual para oferecer sacrifícios ao SENHOR e cumprir seu voto.

22 Ana, porém, não foi. “Vamos esperar até o menino ser desmamado”, disse ela ao marido. “Então o levarei ao SENHOR e o deixarei lá para sempre.”

23 “Faça como lhe parecer melhor”, respondeu Elcana. “Fique aqui até ele desmamar, e que o SENHOR a ajude a cumprir sua promessa.” Então ela ficou em casa e cuidou de seu filho até desmamá-lo.

24 Quando o menino foi desmamado, Ana o levou à casa do SENHOR em Siló, embora ele ainda fosse pequeno. Também levou um novilho de três anos para o sacrifício, um cesto de farinha e uma vasilha de couro cheia de vinho.

25 Depois que sacrificaram o novilho, levaram o menino a Eli,

26 e Ana lhe disse: “Com certeza o senhor se lembra de mim. Sou a mulher que esteve aqui anos atrás, orando ao SENHOR.

27 Pedi ao SENHOR que me desse este menino, e o SENHOR atendeu a meu pedido.

28 Agora, eu o dedico ao SENHOR. Por toda a sua vida ele pertencerá ao SENHOR”. E ali adoraram o SENHOR.

1 Samuel 2

1 Então Ana orou: “Meu coração se alegra no SENHOR; o SENHOR me fortaleceu! Agora dou risada de meus inimigos; sim, eu me alegro porque me libertaste!

2 Ninguém é santo como o SENHOR; não há outro além de ti, não há Rocha como o nosso Deus!

3 “Deixem de ser tão orgulhosos e soberbos! Não falem com tamanha arrogância! Pois o SENHOR é um Deus que tudo sabe; ele julgará as ações de todos.

4 O arco dos poderosos foi quebrado, e os que tropeçavam agora estão firmes.

5 Os que tinham fartura de comida agora passam fome, e os que passavam fome estão saciados. A mulher que não tinha filhos agora tem sete, e a que tinha muitos desfalece.

6 O SENHOR tira a vida e dá a vida, faz descer à sepultura e de lá faz subir.

7 O SENHOR empobrece alguns e enriquece outros, humilha e também exalta.

8 Levanta o pobre do pó e do monte de cinzas tira o necessitado. Coloca-os entre príncipes e os faz sentar em lugares de honra. Ao SENHOR pertencem os alicerces da terra, e sobre eles firmou o mundo.

9 “Ele protegerá os fiéis, mas os perversos desaparecerão nas trevas, pois ninguém vencerá só pela força.

10 Os que lutam contra o SENHOR serão despedaçados. Do céu ele troveja contra eles; o SENHOR julga em toda a terra. Ele dá poder a seu rei, concede força a seu ungido”.

11 Então Elcana voltou para casa em Ramá. E o menino servia ao SENHOR ajudando o sacerdote Eli.

12 Os filhos de Eli eram homens perversos, que não tinham nenhuma consideração pelo SENHOR,

13 nem por seus deveres de sacerdotes. Cada vez que alguém oferecia um sacrifício, vinha um servo do sacerdote com um garfo grande, de três dentes. Enquanto a carne do animal sacrificado ainda estava cozinhando,

14 o servo colocava o garfo na panela, no tacho ou no caldeirão, e exigia que tudo que viesse com o garfo fosse entregue aos filhos de Eli. Assim eles tratavam todos os israelitas que iam adorar em Siló.

15 Às vezes, o servo chegava antes mesmo que a gordura do animal fosse queimada no altar, exigindo: “Não dê a carne cozida, mas sim a carne crua, para que o sacerdote a asse”.

16 Se o homem que oferecia o sacrifício dizia: “Leve quanto quiser, mas antes é preciso queimar a gordura”, o servo retrucava: “Não! Entregue a carne agora, ou eu a tomarei à força”.

17 O pecado desses homens era muito sério aos olhos do SENHOR, pois eles tratavam com desprezo as ofertas para o SENHOR.

18 Samuel, porém, embora ainda fosse apenas um menino, servia ao SENHOR. Ele usava uma veste de linho semelhante à do sacerdote.

19 Cada ano, sua mãe lhe fazia uma pequena túnica e a levava quando ia com o marido oferecer o sacrifício anual.

20 Antes de Elcana e sua esposa voltarem para casa, Eli os abençoava e dizia: “Que o SENHOR lhes dê outros filhos em lugar deste que foi dedicado ao SENHOR”.

21 E o SENHOR abençoou Ana, e ela engravidou e deu à luz três filhos e duas filhas. Enquanto isso, Samuel crescia na presença do SENHOR.

22 Eli já estava muito idoso, mas sabia o que seus filhos faziam ao povo de Israel, e que eles seduziam as moças que serviam junto à entrada da tenda do encontro.

23 Por isso lhes disse: “Ouvi de todo o povo o mal que vocês praticam. Por que continuam a agir assim?

24 Parem com isso, meus filhos! Não são bons os comentários que escuto entre o povo do SENHOR.

25 Se alguém peca contra outra pessoa, Deus poderá intervir em favor do culpado. Mas, se alguém peca contra o SENHOR, quem poderá interceder?”. Contudo, os filhos de Eli não deram atenção ao pai, pois o SENHOR já havia decidido matá-los.

26 Enquanto isso, o menino Samuel crescia e era cada vez mais estimado pelo SENHOR e pelo povo.

27 Certo dia, veio a Eli um homem de Deus e lhe transmitiu a seguinte mensagem: “Assim diz o SENHOR: Eu me revelei a seus antepassados quando eles eram escravos do faraó, no Egito.

28 Escolhi seus antepassados dentre todas as tribos de Israel para serem meus sacerdotes, oferecerem sacrifícios sobre meu altar, queimarem incenso e usarem o colete sacerdotal em minha presença. Além disso, designei as ofertas queimadas dos israelitas a vocês, sacerdotes.

29 Então por que você despreza meus sacrifícios e ofertas? Por que honra seus filhos mais que a mim? Pois você e eles engordaram com as melhores partes das ofertas de meu povo, Israel!

30 “Portanto, assim declara o SENHOR, Deus de Israel: Prometi que membros de sua família, da tribo de Levi, sempre seriam meus sacerdotes. Agora, porém, declara o SENHOR: Isso não acontecerá! Honrarei aqueles que me honram, e desprezarei aqueles que me desprezam.

31 Está chegando o tempo em que acabarei com a força de sua família, e nenhum de seus descendentes chegará à velhice.

32 Você verá a aflição de minha casa, e, quando eu trouxer todo o bem sobre Israel, ninguém em sua família chegará à velhice para testemunhar!

33 Sobreviverão os poucos que eu não eliminar do serviço em meu altar, mas seus olhos ficarão cegos e seu coração se partirá, e seus filhos morrerão pela espada.

34 E, para provar que minhas palavras se cumprirão, farei que seus dois filhos, Hofni e Fineias, morram no mesmo dia!

35 “Então levantarei um sacerdote fiel que me servirá e fará tudo que desejo. Estabelecerei a família dele, e eles serão sacerdotes diante do meu ungido para sempre.

36 Então todos que restarem de sua família se curvarão diante dele, mendigando dinheiro e alimento e pedindo: ‘Por favor, consiga para nós algum trabalho entre os sacerdotes, para termos o que comer’”.

1 Samuel 3

1 Enquanto isso, o menino Samuel servia ao SENHOR ajudando Eli. Naqueles dias, as mensagens do SENHOR eram muito raras, e visões não eram comuns.

2 Certa noite, Eli, que estava quase cego, tinha ido se deitar.

3 A lâmpada de Deus ainda não havia se apagado, e Samuel dormia na casa do SENHOR, onde estava a arca de Deus.

4 De repente, o SENHOR chamou: “Samuel!”. O menino respondeu: “Estou aqui!”.

5 Ele se levantou e correu até onde estava Eli. “Estou aqui! O senhor me chamou?” “Não o chamei”, respondeu Eli. “Volte para a cama.” E Samuel voltou a se deitar.

6 Então o SENHOR o chamou novamente: “Samuel!”. Mais uma vez, Samuel se levantou e foi até Eli. “Estou aqui! O senhor me chamou?” Mas Eli respondeu: “Meu filho, não o chamei. Volte para a cama”.

7 Samuel ainda não conhecia o SENHOR, porque nunca havia recebido uma mensagem dele.

8 O SENHOR o chamou pela terceira vez, e novamente Samuel se levantou e foi até Eli. “Estou aqui! O senhor me chamou?” Então Eli entendeu que era o SENHOR que chamava o menino.

9 Por isso, disse a Samuel: “Vá e deite-se novamente. Se alguém o chamar, diga: ‘Fala, SENHOR, pois teu servo está ouvindo’”. E Samuel voltou para a cama.

10 Então o SENHOR veio e o chamou, como antes: “Samuel! Samuel!”. Samuel respondeu: “Fala, pois teu servo está ouvindo”.

11 Então o SENHOR disse a Samuel: “Estou prestes a realizar algo em Israel que fará tinir os ouvidos daqueles que ouvirem a respeito.

12 Cumprirei do começo ao fim todas as ameaças que fiz contra Eli e sua família.

13 Eu o adverti de que castigaria sua família para sempre, pois seus filhos blasfemaram contra Deus, e ele não os repreendeu por seus pecados.

14 Por isso, jurei que os pecados de Eli e de seus filhos jamais serão perdoados por meio de sacrifícios nem de ofertas”.

15 Samuel ficou deitado até de manhã, e então se levantou e abriu as portas da casa do SENHOR. Estava com medo de contar para Eli a visão que tivera.

16 Mas Eli o chamou: “Samuel, meu filho”. “Estou aqui”, respondeu Samuel.

17 “O que o SENHOR lhe disse?”, perguntou Eli. “Conte-me tudo. E que o SENHOR o castigue severamente se você esconder de mim alguma coisa do que ele disse!”

18 Então Samuel contou tudo a Eli e não escondeu nada. Eli respondeu: “É a vontade do SENHOR. Que ele faça o que lhe parecer melhor”.

19 À medida que Samuel crescia, o SENHOR estava com ele, e todas as suas palavras se cumpriam.

20 E todo o Israel, desde Dã, ao norte, até Berseba, ao sul, sabia que Samuel havia sido confirmado como profeta do SENHOR.

21 O SENHOR continuou a aparecer em Siló e a transmitir mensagens a Samuel ali.

Leitura do Dia - 28/03/2026 — Rute 1 a 4

Rute 1

1 Nos dias em que os juízes governavam Israel, houve grande fome na terra. Por isso, um homem deixou seu lar, em Belém de Judá, e foi morar na terra de Moabe, levando consigo esposa e dois filhos.

2 O homem se chamava Elimeleque, e a esposa, Noemi. Os filhos se chamavam Malom e Quiliom. Eram efrateus de Belém de Judá. Quando chegaram a Moabe, estabeleceram-se ali.

3 Elimeleque morreu, e Noemi ficou com os dois filhos.

4 Eles se casaram com mulheres moabitas, que se chamavam Rute e Orfa. Cerca de dez anos depois,

5 Malom e Quiliom também morreram. Noemi ficou sozinha, sem os dois filhos e sem o marido.

6 Noemi soube em Moabe que o SENHOR havia abençoado seu povo, dando-lhe boas colheitas. Então Noemi e suas noras se prepararam para deixar Moabe.

7 Ela partiu com suas noras do lugar onde havia morado e seguiram para a terra de Judá.

8 A certa altura, porém, Noemi disse às noras: “Voltem para a casa de suas mães! Que o SENHOR as recompense pelo amor que demonstraram por seus maridos e por mim.

9 Que o SENHOR as abençoe com a segurança de um novo casamento”. Então deu-lhes um beijo de despedida, e as três começaram a chorar em alta voz.

10 “Não!”, disseram elas. “Queremos ir com você para o seu povo!”

11 Noemi, porém, respondeu: “Voltem, minhas filhas. Por que vocês viriam comigo? Acaso eu ainda poderia dar à luz outros filhos que cresceriam e se tornariam seus maridos?

12 Não, minhas filhas, voltem, pois sou velha demais para me casar outra vez. E, mesmo que fosse possível eu me casar esta noite e ter filhos, o que aconteceria então?

13 Vocês esperariam que eles crescessem, deixando assim de se casarem com outro homem? Claro que não, minhas filhas! Esta situação é muito mais amarga para mim do que para vocês, pois o próprio SENHOR está contra mim”.

14 Então choraram juntas mais uma vez. Orfa se despediu de sua sogra com um beijo, mas Rute se apegou firmemente a Noemi.

15 “Olhe, sua cunhada voltou para o povo e para os deuses dela”, disse Noemi a Rute. “Você deveria fazer o mesmo!”

16 Rute respondeu: “Não insista comigo para deixá-la e voltar. Aonde você for, irei; onde você viver, lá viverei. Seu povo será o meu povo, e seu Deus, o meu Deus.

17 Onde você morrer, ali morrerei e serei sepultada. Que o SENHOR me castigue severamente se eu permitir que qualquer coisa, a não ser a morte, nos separe!”.

18 Quando Noemi viu que Rute estava decidida a ir com ela, não insistiu mais.

19 Então as duas seguiram viagem. Quando chegaram a Belém, toda a cidade se agitou por causa delas. “Será que é mesmo Noemi?”, perguntavam as mulheres.

20 “Não me chamem de Noemi”, respondeu ela. “Chamem-me de Mara, pois o Todo-poderoso tornou minha vida muito amarga.

21 Cheia eu parti, mas o SENHOR me trouxe de volta vazia. Por que me chamar de Noemi se o SENHOR me fez sofrer e se o Todo-poderoso trouxe calamidade sobre mim?”

22 Assim, Noemi voltou de Moabe acompanhada de sua nora Rute, a jovem moabita. Elas chegaram a Belém quando começava a colheita da cevada.

Rute 2

1 Havia em Belém um homem rico e respeitado chamado Boaz. Ele era parente de Elimeleque, o marido de Noemi.

2 Certo dia, Rute, a moabita, disse a Noemi: “Deixe-me ir ao campo ver se alguém, em sua bondade, me permite recolher as espigas de cereal que sobrarem”. Noemi respondeu: “Está bem, minha filha, pode ir”.

3 Rute saiu para colher espigas após os ceifeiros. Aconteceu de ela ir trabalhar num campo que pertencia a Boaz, parente de seu sogro, Elimeleque.

4 Enquanto Rute estava ali, Boaz chegou de Belém e saudou os ceifeiros: “O SENHOR esteja com vocês!”. “O SENHOR o abençoe!”, responderam os ceifeiros.

5 Então Boaz perguntou a seu capataz: “Quem é aquela moça? A quem ela pertence?”.

6 O capataz respondeu: “É a moça que veio de Moabe com Noemi.

7 Hoje de manhã ela me pediu permissão para colher espigas após os ceifeiros. Desde que chegou, não parou de trabalhar um instante sequer, a não ser por alguns minutos de descanso no abrigo”.

8 Boaz foi até Rute e disse: “Ouça, minha filha. Quando for colher espigas, fique conosco; não vá a nenhum outro campo. Acompanhe as moças que trabalham para mim.

9 Observe em que parte do campo estão colhendo e vá atrás delas. Avisei os homens para não a tratarem mal. E, quando tiver sede, sirva-se da água que os servos tiram do poço”.

10 Rute se curvou diante dele, com o rosto no chão, e disse: “O que fiz para merecer tanta bondade? Sou apenas uma estrangeira!”.

11 “Eu sei”, respondeu Boaz. “Mas também sei de tudo que você fez por sua sogra desde a morte de seu marido. Ouvi falar de como você deixou seu pai, sua mãe e sua própria terra para viver aqui no meio de desconhecidos.

12 Que o SENHOR, o Deus de Israel, sob cujas asas você veio se refugiar, a recompense ricamente pelo que você fez.”

13 Ela respondeu: “Espero que eu continue a receber sua bondade, meu senhor, pois me animou com suas palavras gentis, embora eu nem seja uma de suas servas”.

14 Na hora da refeição, Boaz lhe disse: “Venha cá e sirva-se de comida; também pode molhar o pão no vinagre”. Rute sentou-se junto aos ceifeiros, e Boaz lhe deu grãos tostados. Ela comeu até ficar satisfeita, e ainda sobrou alimento.

15 Quando Rute voltou ao trabalho, Boaz ordenou a seus servos: “Permitam que ela colha espigas entre os feixes e não a incomodem.

16 Tirem dos feixes algumas espigas de cevada e deixem-nas cair para que ela as recolha. Não a atrapalhem!”.

17 Assim, Rute colheu cevada o dia todo e, à tarde, quando debulhou o cereal, encheu quase um cesto inteiro.

18 Carregou tudo para a cidade e mostrou à sua sogra. Também lhe deu o que havia sobrado da refeição.

19 “Onde você colheu todo esse cereal?”, perguntou Noemi. “Onde você trabalhou hoje? Que seja abençoado quem a ajudou!” Então Rute contou à sogra com quem havia trabalhado: “O homem com quem trabalhei hoje se chama Boaz”.

20 “O SENHOR o abençoe!”, disse Noemi à nora. “O SENHOR não deixou de lado sua bondade tanto pelos vivos como pelos mortos. Esse homem é um de nossos parentes mais próximos, o resgatador de nossa família.”

21 Rute, a moabita, acrescentou: “Boaz disse que devo voltar e trabalhar com seus ceifeiros até que terminem toda a colheita”.

22 “Muito bom!”, exclamou Noemi. “Faça o que ele disse, minha filha. Fique com as servas dele até o final da colheita. Em outros campos, poderiam maltratá-la.”

23 Assim, Rute trabalhou com as servas nos campos de Boaz e recolheu espigas com elas até o final das colheitas da cevada e do trigo. Nesse tempo, ficou morando com sua sogra.

Rute 3

1 Certo dia, Noemi disse a Rute: “Minha filha, é hora de eu encontrar para você um lar seguro e feliz.

2 Esse Boaz, senhor das moças com quem você trabalhou, é nosso parente próximo. Hoje à noite, ele estará na eira, onde se debulha a cevada.

3 Faça o que lhe direi: tome banho, perfume-se e vista sua melhor roupa. Depois vá até lá, mas não deixe que Boaz a veja enquanto ele não tiver terminado de comer e beber.

4 Repare bem no lugar onde ele se deitar. Então vá, descubra os pés dele e deite-se ali. Ele lhe dirá o que fazer”.

5 “Farei tudo que você disse”, respondeu Rute.

6 Assim, naquela noite, ela desceu até a eira e seguiu as instruções de sua sogra.

7 Quando Boaz terminou de comer e beber e estava alegre, foi deitar-se perto de um monte de grãos e pegou no sono. Rute se aproximou em silêncio, descobriu os pés dele e se deitou.

8 Por volta da meia-noite, Boaz acordou de repente. Ele se virou e ficou admirado de encontrar uma mulher deitada a seus pés.

9 “Quem é você?”, perguntou ele. “Sou sua serva Rute”, respondeu ela. “Estenda as abas de sua capa sobre mim, pois o senhor é o resgatador de minha família.”

10 Então Boaz exclamou: “O SENHOR a abençoe, minha filha! Você demonstra agora ainda mais lealdade por sua família que antes, pois não foi atrás de um homem mais jovem, seja rico ou pobre.

11 Não se preocupe com nada, minha filha. Farei o que me pediu, pois toda a cidade sabe que você é uma mulher virtuosa.

12 Mas, embora eu seja de fato um dos resgatadores de sua família, há outro homem que é parente mais próximo que eu.

13 Fique aqui esta noite e pela manhã conversarei com ele. Se ele estiver disposto a resgatá-la, muito bem; que ele se case com você. Se não quiser, tão certo como vive o SENHOR, eu mesmo a resgatarei”.

14 Rute ficou deitada aos pés de Boaz até de manhã, mas levantou-se antes de raiar o dia, pois Boaz tinha dito: “Ninguém deve saber que uma mulher esteve na eira”.

15 Então Boaz lhe disse: “Traga-me sua capa e estenda-a aqui”. Ele despejou sobre a capa seis medidas de cevada e a pôs sobre as costas de Rute. Depois ele retornou à cidade.

16 Quando Rute voltou à sua sogra, ela lhe perguntou: “Como foi, minha filha?”. Rute contou a Noemi tudo que Boaz havia feito

17 e acrescentou: “Ele me deu estas seis medidas de cevada e disse: ‘Não volte para sua sogra de mãos vazias’”.

18 Então Noemi disse: “Tenha paciência, minha filha, até sabermos o que vai acontecer. Boaz não descansará enquanto não resolver esta questão ainda hoje”.

Rute 4

1 Boaz foi à porta da cidade e sentou-se ali. Nesse momento, ia passando o parente resgatador que ele havia mencionado. Boaz o chamou: “Venha cá e sente-se, amigo. Quero conversar com você”. O homem foi e se sentou.

2 Então Boaz chamou dez autoridades da cidade e pediu que se sentassem com eles.

3 Em seguida, disse ao resgatador da família: “Você conhece Noemi, que voltou de Moabe. Ela está vendendo a propriedade de nosso parente Elimeleque.

4 Pensei que devia falar com você a esse respeito, para que você a resgate, caso tenha interesse. Se quer a propriedade, compre-a na presença das autoridades do meu povo. Se não tiver interesse por ela, diga-me logo, porque, depois de você, sou o resgatador mais próximo”. O homem respondeu: “Está certo; eu resgatarei a propriedade”.

5 Então Boaz lhe disse: “É claro que, ao comprar a propriedade de Noemi, você também deve se casar com Rute, a viúva moabita. Desse modo, ela poderá ter filhos que levem o nome de seu marido e mantenham a herança na família dele”.

6 “Se é assim, não posso resgatá-la”, respondeu o parente resgatador. “Isso poria em risco minha própria herança. Resgate você a propriedade. Eu não posso fazê-lo.”

7 Naqueles dias, havia o seguinte costume em Israel: quando alguém queria transferir o direito de resgate e troca, tirava a sandália e a entregava à outra pessoa para validar publicamente a transação.

8 Assim, o outro parente resgatador tirou a sandália e disse a Boaz: “Compre você a propriedade”.

9 Então Boaz disse às autoridades da cidade e ao povo ao redor: “Vocês são testemunhas de que hoje comprei de Noemi toda a propriedade de Elimeleque, Quiliom e Malom.

10 E, junto com a propriedade, tomei como esposa Rute, a viúva moabita de Malom. Assim, ela poderá ter um filho que leve o nome da família de seu falecido marido e herde a propriedade da família aqui na cidade natal dele. Vocês hoje são testemunhas disso”.

11 As autoridades da cidade e todo o povo que estava na porta responderam: “Somos testemunhas! Que o SENHOR faça a esta mulher que chega à sua família o que ele fez a Raquel e Lia, das quais descendeu toda a nação de Israel! Que você seja próspero em Efrata e famoso em Belém!

12 Que o SENHOR lhe dê com esta jovem uma descendência numerosa como a de nosso antepassado Perez, filho de Tamar e Judá!”.

13 Boaz levou Rute para a casa dele, e ela se tornou sua esposa. Quando Boaz teve relações com ela, o SENHOR permitiu que ela engravidasse, e ela deu à luz um filho.

14 Então as mulheres da cidade disseram a Noemi: “Louvado seja o SENHOR, que hoje proveu um resgatador para sua família! Que este menino seja famoso em Israel!

15 Que ele restaure seu vigor e cuide de você em sua velhice, pois ele é filho de sua nora, que a ama e que tem sido melhor para você do que sete filhos!”.

16 Noemi pegou o bebê, aninhou-o junto ao peito e passou a cuidar dele como se fosse seu filho.

17 As mulheres da vizinhança disseram: “Noemi tem um filho outra vez!”, e lhe deram o nome de Obede. Ele é o pai de Jessé, pai de Davi.

18 Esta é a genealogia de Perez: Perez gerou Hezrom.

19 Hezrom gerou Rão. Rão gerou Aminadabe.

20 Aminadabe gerou Naassom. Naassom gerou Salmom.

21 Salmom gerou Boaz. Boaz gerou Obede.

22 Obede gerou Jessé. Jessé gerou Davi.

Leitura do Dia - 27/03/2026 — Juízes 19 a 21

Juízes 19

1 Naqueles dias, Israel não tinha rei. Havia um homem da tribo de Levi que morava num lugar afastado, na região montanhosa de Efraim. Certo dia, ele trouxe para casa uma mulher de Belém de Judá para ser sua concubina.

2 Mas ela se irou com ele e voltou para a casa de seu pai, em Belém. Cerca de quatro meses depois,

3 seu marido foi a Belém para reconquistá-la e convencê-la a voltar com ele. Levou consigo um servo e dois jumentos. Quando ele chegou, a mulher o levou até seu pai, que o recebeu com alegria.

4 O sogro insistiu para que ficasse algum tempo, e ele permaneceu ali três dias, comendo, bebendo e dormindo.

5 No quarto dia, levantaram-se cedo e ele estava pronto para partir, mas o pai da mulher disse a seu genro: “Coma alguma coisa antes de sair”.

6 Os dois se sentaram, comeram e beberam. Então o pai da mulher disse: “Por favor, fique mais uma noite e alegre seu coração”.

7 O homem se levantou para partir, mas o sogro continuou a insistir para que ele ficasse. Por fim, ele cedeu e passou mais uma noite ali.

8 Na manhã do quinto dia, ele se levantou cedo e estava pronto para partir, e outra vez o pai da mulher disse: “Coma alguma coisa; deixe para sair à tarde”. Assim, fizeram mais uma refeição juntos.

9 Mais tarde, quando o homem, a con­cubina e o servo se preparavam para partir, o sogro disse: “Já está escurecendo. Passe a noite aqui e alegre seu coração. Amanhã você pode levantar cedo e partir”.

10 Dessa vez, porém, o homem estava decidido a partir. Rumou para Jebus (isto é, Jerusalém), levando consigo os jumentos com suas selas e a concubina.

11 Chegaram perto de Jebus quase no final do dia, e o servo disse ao homem: “Vamos parar nesta cidade dos jebuseus e passar a noite aqui”.

12 Seu senhor respondeu: “Não podemos ficar numa cidade estrangeira, que não pertence aos israelitas. Vamos prosseguir até Gibeá.

13 Venha, vamos tentar chegar a Gibeá ou a Ramá e passaremos a noite numa dessas cidades”.

14 Então prosseguiram. O sol estava se pondo quando chegaram a Gibeá, uma cidade no território de Benjamim

15 e pararam ali para passar a noite. Sentaram-se na praça da cidade, mas ninguém se ofereceu para hospedá-los.

16 Ao anoitecer, um homem idoso voltava para casa do trabalho no campo. Era da região montanhosa de Efraim, mas morava em Gibeá, onde os habitantes eram da tribo de Benjamim.

17 Quando viu os viajantes sentados na praça da cidade, perguntou de onde vinham e para onde iam.

18 O homem respondeu: “Estamos viajando de Belém de Judá para um lugar afastado na região montanhosa de Efraim, onde eu moro. Fui a Belém e agora estou voltando para casa. Ninguém quis nos hospedar,

19 embora tenhamos tudo de que precisamos. Temos palha e forragem para os jumentos e bastante pão e vinho para nós”.

20 “Vocês são bem-vindos em minha casa”, disse o homem idoso. “Eu lhes darei o que precisarem. Não passem a noite na praça, de jeito nenhum!”

21 Ele os levou para casa e alimentou os jumentos. Depois que lavaram os pés, comeram e beberam juntos.

22 Enquanto eles se alegravam, um grupo de homens perversos da cidade cercou a casa. Começaram a bater na porta e gritar para o velho, o dono da casa: “Traga para fora o homem que está hospedado com você, para que tenhamos relações com ele!”.

23 O dono da casa saiu e falou com eles: “Não, meus irmãos, não façam tamanha maldade. O homem é hóspede em minha casa, e uma coisa dessas seria uma vergonha.

24 Tomem minha filha virgem e a concubina do homem. Eu as trarei para fora, e vocês poderão violentá-las e fazer o que desejarem. Mas não façam uma coisa vergonhosa dessas com meu hóspede”.

25 Eles, porém, não deram ouvidos. Então o levita pegou sua concubina e a empurrou para fora. Os homens da cidade abusaram dela e a estupraram a noite toda. Por fim, quando o sol começou a nascer, eles a largaram.

26 Ao amanhecer, a mulher voltou para casa onde o marido estava hospedado. Caiu junto à porta da casa e ali ficou até o dia clarear.

27 Quando o marido se levantou e abriu a porta para sair e seguir viagem, lá estava a concubina, caída à porta, com as mãos na soleira.

28 Ele disse: “Levante-se! Vamos embora!”. Mas não houve resposta. Então ele pôs o corpo da mulher sobre o jumento e a levou para casa.

29 Quando chegou em casa, pegou uma faca, desmembrou o corpo da concubina em doze partes e enviou uma parte para cada tribo em todo o território de Israel.

30 Todos que viram isso disseram: “Desde que os israelitas saíram do Egito, nunca se cometeu um crime tão horrível. Pensem bem! O que vamos fazer? Quem vai se pronunciar?”.

Juízes 20

1 Então todos os israelitas se uniram como um só homem, desde Dã, ao norte, até Berseba, ao sul, incluindo os que moravam na terra de Gileade. A comunidade toda se reuniu na presença do SENHOR, em Mispá.

2 Os líderes de todo o povo e todas as tribos de Israel, quatrocentos mil guerreiros armados com espadas, tomaram seus lugares na reunião sagrada do povo de Deus.

3 Logo chegou à terra de Benjamim a notícia de que as outras tribos haviam subido a Mispá. E os israelitas se perguntaram: “Como esse crime horrível pôde acontecer?”.

4 O levita, marido da mulher assassinada, disse: “Minha concubina e eu chegamos para passar a noite em Gibeá, cidade da tribo de Benjamim.

5 Naquela noite, alguns dos líderes da cidade cercaram a casa com a intenção de me matar, e violentaram minha concubina até ela morrer.

6 Então desmembrei o corpo dela em doze partes e as enviei por todos os territórios da herança de Israel, pois esses homens cometeram um crime terrível e vergonhoso.

7 Portanto, todos vocês, israelitas, decidam agora o que se deve fazer a esse respeito!”.

8 Todos se levantaram ao mesmo tempo e declararam: “Nenhum de nós voltará para casa! Nem um só homem!

9 Mas é isto que faremos a Gibeá: realizaremos um sorteio para resolver quem a atacará.

10 A décima parte dos homens de cada tribo ficará responsável por providenciar a alimentação dos guerreiros, e o restante se vingará de Gibeá de Benjamim por esse ato vergonhoso cometido em Israel”.

11 Todos os israelitas estavam plenamente de acordo e se uniram para atacar a cidade.

12 As tribos de Israel enviaram mensageiros à tribo de Benjamim para lhes dizer: “Que crime terrível foi cometido em seu meio!

13 Entreguem os homens perversos de Gibeá, para que os executemos e eliminemos esse mal de Israel”. Mas o povo da tribo de Benjamim não deu ouvidos.

14 Em vez disso, vieram de suas cidades e se reuniram em Gibeá para lutar contra os israelitas.

15 Ao todo, 26 mil guerreiros armados com espadas chegaram a Gibeá para se juntar à tropa especial de setecentos homens que viviam ali.

16 Dentre todos esses guerreiros, havia um grupo de setecentos canhotos, e cada um deles conseguia atirar uma pedra com uma funda e acertar um fio de cabelo com precisão.

17 Sem os guerreiros de Benjamim, Israel tinha quatrocentos mil soldados hábeis no uso da espada.

18 Antes da batalha, os israelitas foram a Betel e perguntaram a Deus: “Qual das tribos deve ir primeiro e atacar o povo de Benjamim?”. O SENHOR respondeu: “Judá irá primeiro”.

19 Na manhã seguinte, os israelitas partiram bem cedo e acamparam perto de Gibeá.

20 Então avançaram em direção a Gibeá para atacar os homens de Benjamim.

21 Os guerreiros de Benjamim que estavam defendendo a cidade saíram e mataram 22 mil israelitas no campo de batalha naquele dia.

22 Mas os israelitas animaram uns aos outros e, mais uma vez, assumiram suas posições no mesmo lugar do dia anterior.

23 Eles tinham subido a Betel e chorado na presença do SENHOR até a tarde. Haviam perguntado ao SENHOR: “Devemos lutar novamente contra nossos parentes de Benjamim?”. E o SENHOR tinha dito: “Saiam e lutem contra eles”.

24 Saíram no dia seguinte para lutar novamente contra os homens de Benjamim,

25 mas os homens de Benjamim que haviam partido de Gibeá mataram mais dezoito mil israelitas, todos hábeis no uso da espada.

26 Então todos os israelitas subiram a Betel, choraram na presença do SENHOR e jejuaram até a tarde. Também apresentaram ao SENHOR holocaustos e ofertas de paz.

27 Os israelitas subiram para buscar a direção do SENHOR. (Naqueles dias, a arca da aliança de Deus estava em Betel,

28 e Fineias, filho de Eleazar e neto de Arão, era o sacerdote.) Eles perguntaram ao SENHOR: “Devemos lutar novamente contra nossos parentes de Benjamim, ou devemos parar?”. O SENHOR disse: “Vão! Amanhã eu os entregarei em suas mãos”.

29 Então os israelitas armaram emboscadas ao redor de Gibeá.

30 Avançaram contra os guerreiros de Benjamim no terceiro dia e tomaram suas posições nos mesmos lugares de antes.

31 Quando os homens de Benjamim saíram para atacar, foram atraídos para longe da cidade. Como antes, começaram a matar os israelitas. Cerca de trinta israelitas morreram nos campos abertos, ao longo da estrada que vai para Betel e da estrada que leva de volta a Gibeá.

32 Os guerreiros de Benjamim gritaram: “Derrotamos vocês, como antes!”. Mas os israelitas já haviam planejado fugir para que os homens de Benjamim os perseguissem pelas estradas e fossem atraídos para longe da cidade.

33 Quando os guerreiros israelitas chegaram a Baal-Tamar, voltaram-se e assumiram suas posições. Enquanto isso, os israelitas que estavam escondidos na emboscada a oeste de Gibeá entraram em combate.

34 Dez mil soldados da tropa especial de Israel avançaram contra Gibeá. A luta foi tão intensa que Benjamim não percebeu a calamidade que estava por vir.

35 O SENHOR ajudou Israel a derrotar Benjamim e, naquele dia, os israelitas mataram 25.100 guerreiros de Benjamim, todos hábeis no uso da espada.

36 Então os homens de Benjamim viram que estavam derrotados. Os israelitas bateram em retirada diante dos guerreiros de Benjamim a fim de dar aos homens que estavam escondidos na emboscada mais espaço para atacar Gibeá.

37 Aqueles que estavam escondidos avançaram de todos os lados e mataram todos os habitantes.

38 Tinham combinado de mandar como sinal de dentro da cidade uma grande nuvem de fumaça.

39 Quando os israelitas viram a fumaça, voltaram e atacaram os guerreiros de Benjamim. Àquela altura, os guerreiros de Benjamim haviam matado cerca de trinta israelitas e gritaram: “Derrotamos vocês, como antes!”.

40 Mas, quando os guerreiros de Benjamim olharam para trás e viram que, em todas as partes da cidade, a fumaça subia ao céu,

41 os guerreiros de Israel se voltaram e atacaram. Os homens de Benjamim ficaram apavorados, pois perceberam a calamidade que estava prestes a vir sobre eles.

42 Deram meia-volta e fugiram diante dos israelitas em direção ao deserto, mas não conseguiram escapar da batalha, pois soldados que saíram das cidades vizinhas também os atacaram.

43 Os israelitas cercaram os homens de Benjamim e os perseguiram até os alcançarem no local de descanso, a leste de Gibeá.

44 Naquele dia, dezoito mil dos guerreiros mais corajosos de Benjamim morreram na batalha.

45 Os sobreviventes fugiram para o deserto, em direção à rocha de Rimom, mas os israelitas mataram cinco mil deles ao longo da estrada. Eles continuaram a perseguição e mataram mais dois mil homens perto de Gidom.

46 Naquele dia, portanto, a tribo de Benjamim perdeu 25 mil guerreiros valentes e hábeis no uso da espada,

47 e restaram apenas seiscentos homens que fugiram para a rocha de Rimom, onde viveram durante quatro meses.

48 Os israelitas voltaram e mataram todo ser vivo que restou nas cidades, pessoas, animais e tudo que encontraram. Também queimaram todas as cidades por onde passaram.

Juízes 21

1 Os israelitas haviam jurado em Mispá: “Jamais entregaremos nossas filhas em casamento a homens da tribo de Benjamim”.

2 Então o povo foi a Betel e permaneceu na presença de Deus até a tarde, chorando sem parar em alta voz:

3 “Ó SENHOR, Deus de Israel, por que aconteceu isso com Israel?”, diziam. “Agora está faltando uma de nossas tribos!”

4 Na manhã seguinte, bem cedo, construíram um altar e ali apresentaram holocaustos e ofertas de paz.

5 Então os israelitas disseram: “Quem dentre as tribos de Israel não participou da reunião sagrada que realizamos em Mispá, na presença do SENHOR?”. Naquela ocasião, haviam feito um juramento solene na presença do SENHOR de que matariam quem se recusasse a comparecer.

6 Os israelitas tiveram pena de seu irmão Benjamim e disseram: “Hoje foi eliminada uma das tribos de Israel.

7 Como conseguiremos esposas para os poucos que restam, se juramos pelo SENHOR que não lhes daríamos nossas filhas em casamento?”.

8 Então perguntaram: “Quem dentre as tribos de Israel não compareceu conosco a Mispá quando nos reunimos na presença do SENHOR?”. E descobriram que ninguém de Jabes-Gileade havia participado da reunião sagrada.

9 Ao contarem o povo, verificaram que ninguém de Jabes-Gileade estava presente.

10 Então a comunidade enviou doze mil de seus melhores guerreiros a Jabes-Gileade com ordens para matar seus habitantes, incluindo mulheres e crianças.

11 “É isto que vocês devem fazer”, disseram. “Destruam completamente todos os homens e também todas as mulheres que não forem virgens.”

12 Entre os habitantes de Jabes-Gileade, encontraram quatrocentas moças que nunca haviam se deitado com um homem e as levaram para o acampamento em Siló, na terra de Canaã.

13 Toda a comunidade enviou uma delegação de paz aos homens restantes de Benjamim que estavam na rocha de Rimom.

14 Os homens de Benjamim voltaram e receberam como esposas as quatrocentas mulheres de Jabes-Gileade que tinham sido poupadas. Mas não havia mulheres em número suficiente para todos eles.

15 O povo teve pena de Benjamim, pois o SENHOR havia aberto uma lacuna entre as tribos de Israel.

16 Então os líderes da comunidade perguntaram: “Como conseguiremos esposas para os poucos homens que restam, uma vez que as mulheres da tribo de Benjamim foram mortas?

17 Os sobreviventes precisam ter herdeiros, para que não seja eliminada uma tribo inteira de Israel.

18 Contudo, não podemos lhes dar nossas filhas em casamento, pois juramos solenemente que quem o fizer ficará sob a maldição de Deus”.

19 Então eles se lembraram da festa anual do SENHOR, em Siló, ao sul de Lebona e ao norte de Betel, do lado leste da estrada que vai de Betel a Siquém.

20 Disseram aos homens de Benjamim que ainda precisavam de esposas: “Vão e escondam-se nos vinhedos.

21 Quando virem as moças de Siló irem para as danças, saiam correndo dos esconderijos e cada um leve uma delas para a terra de Benjamim, para ser sua esposa.

22 E quando os pais e os irmãos delas vierem se queixar a nós, diremos: ‘Por favor, tenham compaixão. Deixem que fiquem com suas filhas, pois não encontramos esposas para todos eles quando destruímos Jabes-Gileade. E vocês não são culpados de quebrarem seu juramento, pois, na verdade, não deram suas filhas para eles em ­casamento’”.

23 Os homens de Benjamim seguiram essas instruções. Cada um pegou uma das moças que dançavam na comemoração e a levou para ser sua esposa. Voltaram para sua terra, reconstruíram suas cidades e habitaram nelas.

24 Então os israelitas partiram, por tribos e famílias, e cada um voltou para sua terra.

25 Naqueles dias Israel não tinha rei; cada um fazia o que parecia certo a seus próprios olhos.