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Leitura do Dia - 14/01/2026 — Gênesis 39 a 41

Gênesis 39

1 Quando José foi levado para o Egito pelos negociantes ismaelitas, eles o venderam a Potifar, um oficial egípcio. Potifar era capitão da guarda do faraó, o rei do Egito.

2 O SENHOR estava com José, por isso ele era bem-sucedido em tudo que fazia no serviço da casa de seu senhor egípcio.

3 Potifar percebeu que o SENHOR estava com José e lhe dava sucesso em tudo que ele fazia.

4 Satisfeito com isso, nomeou José seu assistente pessoal e o encarregou de toda a sua casa e de todos os seus bens.

5 A partir do dia em que José foi encarregado de toda a casa e de todas as propriedades de Potifar, o SENHOR começou a abençoar a casa do egípcio por causa de José. Tudo corria bem na casa, e as plantações e os animais prosperavam.

6 Assim, Potifar entregou tudo que possuía aos cuidados de José e, tendo-o como administrador, não se preo­cupava com nada, exceto com o que iria comer. José era um rapaz muito bonito, de bela aparência,

7 e logo a esposa de Potifar começou a olhar para ele com desejo. “Venha e deite-se comigo”, ordenou ela.

8 José recusou e disse: “Meu senhor me confiou todos os bens de sua casa e não precisa se preocupar com nada.

9 Ninguém aqui tem mais autoridade que eu. Ele não me negou coisa alguma, exceto a senhora, pois é mulher dele. Como poderia eu cometer tamanha maldade? Estaria pecando contra Deus!”.

10 A mulher continuava a assediar José diariamente, mas ele se recusava a deitar-se com ela.

11 Certo dia, porém, quando José entrou para fazer seu trabalho, não havia mais ninguém na casa.

12 Ela se aproximou, agarrou-o pelo manto e exigiu: “Venha, deite-se comigo!”. José se desvencilhou e fugiu da casa, mas o manto ficou na mão da mulher.

13 Quando ela viu que José tinha fugido, mas que o manto havia ficado na mão dela,

14 chamou seus servos. “Vejam!”, disse ela. “Meu marido trouxe esse escravo hebreu para nos fazer de bobos! Ele entrou no meu quarto para me violentar, mas eu gritei.

15 Quando ele me ouviu gritar, saiu correndo e escapou, mas largou seu manto comigo.”

16 Ela guardou o manto até o marido voltar para casa.

17 Então, contou-lhe sua versão da história. “O escravo hebreu que você trouxe para nossa casa tentou aproveitar-se de mim”, disse ela.

18 “Mas, quando eu gritei, ele saiu correndo e largou seu manto comigo!”

19 Ao ouvir a mulher contar como José a havia tratado, Potifar se enfureceu.

20 Pegou José e o lançou na prisão onde ficavam os prisioneiros do rei, e ali José permaneceu.

21 Mas o SENHOR estava com ele na prisão e o tratou com bondade. Fez José conquistar a simpatia do carcereiro, que,

22 em pouco tempo, encarregou José de todos os outros presos e de todas as tarefas da prisão.

23 O carcereiro não precisava mais se preocupar com nada, pois José cuidava de tudo. O SENHOR estava com ele e lhe dava sucesso em tudo que ele fazia.

Gênesis 40

1 Algum tempo depois, o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros do faraó ofenderam seu senhor, o rei do Egito.

2 O faraó se enfureceu com os dois oficiais

3 e os mandou para a prisão onde José estava, no palácio do capitão da guarda.

4 Eles ficaram presos por um bom tempo, e o capitão da guarda os colocou sob a responsabilidade de José, para que cuidasse deles.

5 Certa noite, enquanto estavam presos, o copeiro e o padeiro tiveram, cada um, um sonho, e cada sonho tinha o seu significado.

6 Quando José os viu no dia seguinte, notou que os dois estavam perturbados

7 e perguntou: “Por que vocês estão preocupados?”.

8 Eles responderam: “Esta noite, nós dois tivemos sonhos, mas ninguém sabe nos dizer o que significam”. “A interpretação dos sonhos vem de Deus”, disse José. “Contem-me o que sonharam.”

9 O chefe dos copeiros foi o primeiro a relatar seu sonho a José. “Em meu sonho, vi na minha frente uma videira”, disse ele.

10 “Havia três ramos que começaram a brotar e florescer e, em pouco tempo, produziram cachos de uvas.

11 Eu tinha na mão o copo do faraó. Tomei um dos cachos de uva, espremi o suco na taça e a coloquei na mão do faraó.”

12 José disse: “Este é o significado do sonho: os três ramos representam três dias.

13 Dentro de três dias, o faraó o elevará de volta ao seu cargo de chefe dos copeiros.

14 Quando a situação estiver bem para você, peço que se lembre de mim. Fale de mim ao faraó, para que ele me tire deste lugar,

15 pois fui trazido à força da minha terra natal, a terra dos hebreus, e agora estou nesta prisão, onde fui lançado sem motivo justo”.

16 Ao ouvir a interpretação favorável de José para o primeiro sonho, o chefe dos padeiros lhe disse: “Também tive um sonho. Nele, havia três cestos de pães brancos empilhados sobre a minha cabeça.

17 No cesto de cima, havia pães e doces de todo tipo para o faraó, mas as aves vieram e comeram do cesto que estava sobre a minha cabeça”.

18 José lhe disse: “Este é o significado do sonho: os três cestos também representam três dias.

19 Dentro de três dias, o faraó pendurará sua cabeça em um poste, e as aves comerão sua carne”.

20 Três dias depois, era o aniversário do faraó, e ele preparou um banquete para todos os seus oficiais e funcionários. Convocou o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros para comparecerem à festa.

21 Elevou o chefe dos copeiros de volta a seu cargo, para que voltasse a entregar o copo ao faraó.

22 Quanto ao chefe dos padeiros, mandou enforcá-lo, como José havia previsto ao interpretar o sonho dele.

23 O chefe dos copeiros, porém, se esqueceu completamente de José e não pensou mais nele.

Gênesis 41

1 Dois anos inteiros se passaram, e o faraó sonhou que estava em pé na margem do rio Nilo.

2 Em seu sonho, viu sete vacas gordas e saudáveis saírem do rio e começarem a pastar no meio dos juncos.

3 Em seguida, viu outras sete vacas saírem do Nilo. Eram feias e magras e pararam junto das vacas gordas à beira do rio.

4 Então as vacas feias e magras comeram as sete vacas gordas e saudáveis. Nessa parte do sonho, o faraó acordou.

5 Depois, voltou a dormir e teve outro sonho. Dessa vez, viu sete espigas de trigo, cheias e boas, que cresciam em um só talo.

6 Em seguida, apareceram mais sete espigas, mas elas eram murchas e ressequidas pelo vento do leste.

7 Então as espigas miúdas engoliram as sete espigas cheias e bem formadas. O faraó acordou novamente e percebeu que era um sonho.

8 Na manhã seguinte, perturbado com os sonhos, o faraó chamou todos os magos e os sábios do Egito. Contou-lhes os sonhos, mas ninguém conseguiu interpretá-los.

9 Por fim, o chefe dos copeiros se pronunciou. “Hoje eu me lembrei do meu erro”, disse ao faraó.

10 “Algum tempo atrás, o senhor se irou com o chefe dos padeiros e comigo e mandou prender-nos no palácio do capitão da guarda.

11 Certa noite, o chefe dos padeiros e eu tivemos, cada um, um sonho, e cada sonho tinha o seu significado.

12 Estava conosco na prisão um rapaz hebreu que era escravo do capitão da guarda. Contamos a ele nossos sonhos, e ele explicou o que cada um significava.

13 E tudo aconteceu exatamente como ele havia previsto. Fui restaurado ao meu cargo de chefe dos copeiros, e o chefe dos padeiros foi enforcado em público.”

14 Na mesma hora, o faraó mandou chamar José, e ele foi trazido depressa da prisão. Depois de barbear-se e trocar de roupa, apresentou-se ao faraó.

15 Disse o faraó a José: “Tive um sonho esta noite e ninguém aqui conseguiu me dizer o que ele significa. Soube, porém, que ao ouvir um sonho você é capaz de interpretá-lo”.

16 José respondeu: “Essa capacidade não está em minhas mãos, mas Deus pode revelar o significado ao faraó e acalmá-lo”.

17 Então o faraó contou o sonho a José: “Em meu sonho, eu estava em pé na margem do rio Nilo

18 e vi sete vacas gordas e saudáveis saírem do rio e começarem a pastar no meio dos juncos.

19 Em seguida, vi saírem do rio sete vacas feias e magras que pareciam doentes. Nunca vi animais tão horríveis em toda a terra do Egito.

20 Essas vacas feias e magras comeram as sete vacas gordas.

21 Contudo, não parecia que haviam acabado de comer as outras vacas, pois continuavam tão magras e feias quanto antes. Então, acordei.

22 “Em meu sonho, também vi sete espigas de trigo, cheias e boas, que cresciam em um só talo.

23 Em seguida, apareceram outras sete espigas, mas elas eram murchas, miúdas e ressequidas pelo vento do leste.

24 As espigas miúdas engoliram as sete espigas saudáveis. Contei os sonhos aos magos, mas ninguém foi capaz de dizer o que significam”.

25 José respondeu: “Os dois sonhos do faraó significam a mesma coisa. Deus está dizendo ao faraó de antemão o que ele vai fazer.

26 As sete vacas saudáveis e as sete espigas de trigo cheias representam sete anos de prosperidade.

27 As sete vacas feias e magras e as sete espigas miúdas e ressequidas pelo vento do leste representam sete anos de fome.

28 “Acontecerá exatamente como eu descrevi, pois Deus revelou ao faraó de antemão o que ele vai fazer.

29 Os próximos sete anos serão um período de grande prosperidade em toda a terra do Egito.

30 Depois, haverá sete anos de fome tão grande que toda essa prosperidade será esquecida no Egito, pois a fome destruirá a terra.

31 A escassez de alimento será tão terrível que apagará até a lembrança dos anos de fartura.

32 Quanto ao fato de terem sido dois sonhos parecidos, significa que esses acontecimentos foram decretados por Deus, e ele os fará ocorrer em breve.

33 “Portanto, o faraó deve encontrar um homem inteligente e sábio e encarregá-lo de administrar o Egito.

34 O faraó também deve nomear supervisores sobre a terra, para que recolham um quinto de todas as colheitas durante os sete anos de fartura.

35 Encarregue-os de juntar todo o alimento produzido nos anos bons que virão e levá-lo para os armazéns do faraó. Mande-os estocar e guardar os cereais, para que haja mantimento nas cidades.

36 Desse modo, quando os sete anos de fome vierem sobre a terra do Egito, haverá comida suficiente. Assim, a fome não destruirá a terra”.

37 O faraó e seus oficiais gostaram das sugestões de José.

38 Por isso, o faraó perguntou aos oficiais: “Será que encontraremos alguém como este homem? Sem dúvida, há nele o espírito de Deus!”.

39 Então o faraó disse a José: “Uma vez que Deus lhe revelou o significado dos sonhos, é evidente que não há ninguém tão inteligente ou sábio quanto você.

40 Ficará encarregado de minha corte, e todo o meu povo obedecerá às suas ordens. Apenas eu, que ocupo o trono, terei uma posição superior à sua”.

41 O faraó acrescentou: “Eu o coloco oficialmente no comando de toda a terra do Egito”.

42 Então o faraó tirou do dedo o seu anel com o selo real e o pôs no dedo de José. Mandou vesti-lo com roupas de linho fino e pôs uma corrente de ouro em seu pescoço.

43 Também o fez andar na carruagem reservada para quem era o segundo no poder, e, por onde José passava, gritava-se a ordem: “Ajoelhem-se!”. Assim, o faraó colocou José no comando de todo o Egito

44 e lhe disse: “Eu sou o faraó, mas ninguém levantará a mão ou o pé em toda a terra do Egito sem a sua permissão”.

45 O faraó deu a José um nome egípcio: Zafenate-Paneia. Também lhe deu uma mulher, que se chamava Azenate. Ela era filha de Potífera, sacerdote de Om. Assim, José recebeu autoridade sobre todo o Egito.

46 Tinha 30 anos quando começou a servir na corte do faraó, o rei do Egito. Depois de sair da presença do faraó, José foi inspecionar toda a terra do Egito.

47 Como previsto, durante sete anos a terra produziu fartas colheitas.

48 Ao longo desse tempo, José juntou todas as colheitas do Egito e armazenou nas cidades os cereais produzidos nos campos ao redor.

49 Armazenou uma quantidade imensa de cereais, como a areia do mar. Por fim, parou de manter registros, pois havia demais para medir.

50 Durante esse tempo, antes do primeiro ano de fome, José e sua mulher, Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, tiveram dois filhos.

51 José chamou o filho mais velho de Manassés, pois disse: “Deus me fez esquecer todas as minhas dificuldades e toda a família de meu pai”.

52 José chamou o segundo filho de Efraim, pois disse: “Deus me fez prosperar na terra da minha aflição”.

53 Por fim, terminaram os sete anos de colheitas fartas em toda a terra do Egito,

54 e começaram os sete anos de fome, como José havia previsto. A fome também afetou as regiões vizinhas, mas havia alimento de sobra em todo o Egito.

55 Depois de algum tempo, porém, a fome também se espalhou pelo Egito. Quando o povo clamou ao faraó para que lhe desse alimento, ele respondeu a todos os egípcios: “Dirijam-se a José e sigam as instruções dele”.

56 Quando faltou alimento em toda parte, José mandou abrir os armazéns e vendeu cereais aos egípcios, pois a fome era terrível em toda a terra do Egito.

57 Gente de todos os lugares ia ao Egito comprar cereais de José, pois a fome era terrível no mundo inteiro.

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